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O método científico, que levou à dominação cada vez mais eficaz da natureza, passou, assim, a fornecer tanto os conceitos puros quanto os instrumentos para a dominação cada vez mais eficaz do homem pelo homem através da dominação da natureza. Hoje a dominação se perpetua e se estende não apenas através da tecnologia, mas enquanto tecnologia, e esta garante a formidável legitimação do poder político em expansão que absorve todas as esferas da cultura.  (MARCUSE, H. Apud. HABERMAS, J. Técnica e ciência enquanto ideologia, p. 315-16.)
Marcuse viveu para assistir e sentir os efeitos de muitos fatores que teorizou. Fez vários discursos engajados nos Estados Unidos e na Europa durante os anos 70. Segundo ele:
Talvez a maior contradição da atual civilização tecnológica esteja na capacidade de produzir riquezas sem, no entanto, distribuí-las ao conjunto da humanidade. O acesso à tecnologia e a seus frutos é o grande desafio do século XXI para mais da metade da população mundial, que nem sequer chegou ao estágio da Revolução Industrial. Esse processo de artificialização da matéria está levando a percepção humana a distanciar-se fisicamente da natureza. O ser humano vai perdendo, assim, contato com a dimensão primitiva da natureza, passando a vivê-la e a representá-la como natureza “construída” e modificada. Durante o século XIX, a escola positivista (liderada na França por Auguste Comte), herdeira da concepção cartesiana de ciência, acreditava que, com o progresso técnico, os homens seriam necessariamente mais racionais em todos os campos de atividade: na política, na ética, nos negócios, nas relações entre as nações, na construção da paz etc. Desde então, as avaliações sobre o papel da tecnologia oscilam entre uma postura ingênua, em que se acredita piamente nos benefícios do progresso, e uma postura cética, que considera a técnica nociva à humanidade.
(A IMPORTÂNCIA DA CIÊNCIA PARA A SOCIEDADE | Oliveira | Infarma – Ciências Farmacêuticas. Adaptado.)
Ao longo do século XX coexistiram discursos muito variados sobre a natureza da ciência e do método científico e de suas influências na sociedade. Estabelecido nas primeiras décadas, o positivismo lógico foi progressivamente suplantado, especialmente da segunda metade do século em diante, primeiramente por conta das críticas de Popper. Se seguiram perspectivas epistemológicas historicamente orientadas, como as de Paul Karl Feyerabend, filósofo da ciência e autor de alguns dos mais notáveis e polêmicos argumentos sobre o tema, que afirmava, a entre outros fatores:
No filme Matrix, de 1999, o protagonista Neo descobre que aquilo que ele pensava ser a realidade é, na verdade, uma sofisticada simulação de computador cujo propósito é aprisionar as mentes dos seres humanos. Após alguns percalços, sob a orientação do personagem Morpheus, Neo é retirado do domínio das máquinas e passa a experienciar o mundo real.
Considerando-se essas informações, é correto afirmar que a referida obra, ao tratar da oposição entre o que é e o que equivocadamente se julga ser a realidade, aborda o dualismo filosófico entre

Considere o seguinte argumento:



Se eu tenho realmente duas mãos diante dos meus olhos agora, então é falso que eu seja apenas um cérebro sem mãos, mas plugado em um computador devidamente programado para causar em mim a sensação de ver agora duas mãos diante dos meus olhos. Ora, eu não estou justificado a crer que (portanto, não sei que) não sou apenas um cérebro plugado em um computador. Logo, eu não estou justificado a crer que (não sei que) tenho duas mãos diante dos meus olhos agora.



Com base nesse argumento é correto afirmar que ele

"O que é absolutamente grande não pode ser encontrado em nenhuma coisa da natureza, mas somente em nosso espírito, na medida em que podemos tornar-nos conscientes de sermos superiores à natureza em nós mesmos e, por isso, também à natureza fora de nós. Tudo o que suscita esse sentimento em nós, isto é, tudo o que desperta em nós a ideia do infinito, é absolutamente grande. Portanto, tal experiência não pode ser encontrada nas coisas da natureza, mas somente em nossas ideias. A natureza, nesse caso, é julgada na medida em que eleva a imaginação à apresentação de casos em que o espírito pode tornar sensível a superioridade de sua destinação em relação à natureza."
(KANT, I. Crítica da faculdade do juízo. Tradução adaptada.)
O conceito de __________, conforme pode ser inferido do excerto, refere-se a uma experiência estética que não reside nos objetos da natureza, mas na capacidade do sujeito de reconhecer em si uma dimensão que ultrapassa a sensibilidade, evidenciando a superioridade da razão.
Assinale a alternativa que corretamente preenche a lacuna no excerto: