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A reprodutibilidade técnica da obra de arte modifica a relação das massas para com a arte. [...] O comportamento progressista se caracteriza pelo fato de que o prazer em ver e vivenciar entra em ligação imediata e interna com a postura do especialista. Tal ligação é um indício social importante. Pois quanto mais o significado social de uma arte diminui, tanto mais se separam, no público, a postura crítica da fruidora – o que se comprova claramente na pintura. O convencional é fruído acriticamente, e o verdadeiramente novo é criticado com aversão. Porém, isso não ocorre no cinema. O elemento determinante para esse fato é que em nenhum lugar mais do que no cinema as reações do indivíduo – cuja suma constitui a reação em massa do público – se mostram como condicionadas desde o começo pela sua massificação iminente. (BENJAMIN, 2012, p. 309)


BENJAMIM, W. A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica. In: DUARTE, R. (Org.).

O belo autônomo: textos clássicos de estética. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.


De acordo com o texto, é correto afirmar que a reprodutibilidade técnica  

Quanto mais o espírito se esclarecia, mais a indústria se aperfeiçoava. [...] Essa foi a época de uma primeira revolução, que consolidou o estabelecimento e a distinção das famílias e que introduziu uma espécie de propriedade, a qual já deu margem a muitas querelas e conflitos. [...] a partir do momento em que um homem precisou do socorro de um outro, desde que se percebeu que era útil a um único homem ter provisões para dois, a igualdade desapareceu, a propriedade se introduziu, o trabalho se tornou necessário e as vastas florestas viraram campos risonhos que era preciso regar com o suor dos homens, e nos quais logo se viu a escravidão e a miséria germinar e crescer junto com as colheitas. (ROUSSEAU, 2011, p. 96)


A produção de ideias, de concepções, de consciência é, a princípio, diretamente entrelaçada com a atividade material e o intercâmbio material dos homens, a linguagem da vida real. Conceber, pensar, os intercâmbios mentais dos homens, nesse ponto, aparece como a emanação direta de seus comportamentos materiais. O mesmo se aplica à produção mental, como se expressa na linguagem da política, das leis, da moralidade, da religião e da metafísica de um povo. (MARX; ENGELS, 2011, p. 137)


ROUSSEAU, J.-J. Discurso sobre a desigualdade. In: MARCONDES, D. (Org.).

Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2011.


MARX, K.; ENGELS, F. A ideologia alemã. In: MARCONDES, D. (Org.).

Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2011.



Assinale a alternativa que apresenta, de acordo com os fragmentos de texto, os fundamentos das ideias de Rousseau e de Marx e Engels

“Quando os dirigentes do Estado, sem constranger absolutamente o comércio, desejam, no entanto, desviá-lo para outra direção, impõem à mercadoria que pretendem desviar tributos capazes de indispor os habitantes em relação a essa mercadoria. Cada Nação é competente para decidir sobre as condições em que ela receberá mercadorias estrangeiras, e até mesmo recusar-se a recebê-las de todo.”

VATTEL, Emer de. O direito das gentes. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2004. p. 71. (Adaptado).

Para Vattel, o comércio é direito natural, por meio do qual os homens cooperam entre si e usufruem das vantagens de viver em sociedade. Sobre o comércio internacional, é correto afirmar que
Com o Iluminismo surge a tentativa de refundar as bases da sociedade a partir da razão, e não mais a partir do puro exercício da força ou dos valores tradicionais.
Uma ideia política fundamental, tributária do Iluminismo, é a de que  
O homem selvagem [sic] e o homem policiado diferem de tal modo, tanto no fundo do coração quanto nas suas inclinações, que aquilo que determinaria a felicidade de um reduziria o outro ao desespero. O primeiro só almeja o repouso e a liberdade, só quer viver e permanecer na ociosidade. O cidadão, ao contrário, sempre ativo, cansa-se, agita-se, atormenta-se sem cessar para encontrar ocupações ainda mais trabalhosas. 
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. São Paulo: Abril, 1973. (Adaptado.)

O trecho acima diz respeito à tese do filósofo a respeito da origem das desigualdades entre os seres humanos. 
Segundo Rousseau, a desigualdade social e política é fruto de