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Em uma aula de Filosofia, o professor propõe aos estudantes a análise da afirmação de Jean-Jacques Rousseau: “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. Para ilustrar essa ideia, utiliza a obra A Revolução dos Bichos, de George Orwell, destacando que os animais, ao assumirem o poder na granja, passaram a modificar os mandamentos criados inicialmente para reger a igualdade entre todos. A cada novo episódio, as regras eram alteradas em benefício dos que ocupavam o comando, revelando um processo progressivo de distorção ética e política.

Por que a trama apresentada na obra utilizada pelo docente permite ilustrar a frase de Rousseau discutida na atividade?
Analisando a obra filosófica de John Stuart Mill, Elizabeth Balbachevsky esclarece: “Com Mill, o liberalismo despe- -se de seu ranço conservador, defensor do voto censitário e da cidadania restrita, para incorporar em sua agenda todo um elenco de reformas que vão desde o voto universal até a emancipação da mulher. Na obra de Mill podemos acompanhar um esforço articulado e coerente para enquadrar e responder as demandas do movimento operário inglês”.

(In: Weffort, 2006. Adaptado)

Dessa forma, como indicado no excerto, a obra de Stuart Mill expressa
Em coletânea organizada por Francisco Weffort, intitulada Os clássicos da política, J. A. Guilhon Albuquerque esclarece que, para Montesquieu: “Tal como é possível estabelecer as leis que regem os corpos físicos a partir das relações entre massa e movimento, também as leis que regem os costumes e as instituições são relações que derivam da natureza das coisas. Mas aqui se trata de massa e movimento de outra ordem, a massa e o movimento próprios da política, que poderiam corresponder, se precisássemos levar adiante a metáfora, a quem exerce o poder e como ele é exercido.

(In: Weffort. 2006. Adaptado)

Ao estabelecer esse paralelo entre leis naturais e leis políticas, Montesquieu está dialogando com
No capítulo intitulado John Locke e o individualismo liberal, Leonel Itaussu Almeida Mello afirma:

“Para John Locke o estado de natureza era um estado de relativa paz, concórdia e harmonia. Nesse estado pacífico, os seres humanos já eram dotados de razão e desfrutavam da propriedade na acepção tradicional, em sentido estrito, significava especificamente a posse de bens móveis ou imóveis.”

(In: Weffort, 2006. Adaptado)

John Locke também propôs uma acepção geral da noção de “propriedade” referindo-se
Na coletânea intitulada Os clássicos da política, Renato Janine Ribeiro aponta que a concepção de estado de natureza do ser humano é fundamental para compreender o pensamento de Thomas Hobbes: “Todo ser humano é opaco aos olhos de seu semelhante – eu não sei o que o outro deseja, e por isso tenho que fazer uma suposição de qual será a sua atitude mais prudente. Como ele também não sabe o que quero, também é forçado a supor o que farei”.

(In: Weffort, 2006. Adaptado)

Devido à opacidade intrínseca do ser humano, Hobbes defende que