Questões de Concurso
Filtrar
260 Questões de concurso encontradas
Página 2 de 52
Questões por página:
A evolução dos antigos engenhos para as modernas usinas no Nordeste não alterou a essência da concentração fundiária. Ao contrário, intensificou-a ao absorver as terras de pequenos lavradores. Essa estrutura, enraizada no sistema de sesmarias, consolidou relações de trabalho opressivas, como o cambão – trabalhadores que viviam na terra do patrão e, em troca de um pequeno lote para subsistência, eram obrigados a trabalhar de graça ou por salários ínfimos – e uma massa de trabalhadores proletarizados. Sem acesso à terra e submetidos a condições precárias, muitos trabalhadores são compelidos à migração, transferindo a pobreza do campo para a periferia das cidades.
ANDRADE, Manuel Correia de. A Terra e o Homem no Nordeste: contribuição ao estudo da questão agrária no Nordeste. São Paulo: 2011. (Adaptado)
A análise da organização do espaço agrário é fundamental para compreender a configuração socioespacial das cidades brasileiras. Considerando a relação entre a concentração fundiária e a precarização do trabalho no campo, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE as consequências desse modelo.
Leia os textos de apoio.
Texto 1
Contudo, mais destrutiva do que essa ação direta da cana sobre o solo é a sua ação indireta, através do sistema de exploração da terra que a economia açucareira impõe: exploração monocultora e latifundiária. [...] Hoje se sabe que a perda da fertilidade é um fator importante no mecanismo de erosão, e a cana esgota rapidamente a fertilidade dos solos, alterando sua estrutura.
CASTRO, Josué. Geografia da Fome – o dilema brasileiro: pão ou aço. Rio de Janeiro: 1984. (Adaptado)
Texto 2
De acordo com o Atlas do Espaço Rural Brasileiro (IBGE), os estabelecimentos com menos de 50 hectares representam 81,4% do total de propriedades, mas ocupam apenas 12,8% da área total. Em contrapartida, grandes latifúndios (acima de 2.500 hectares) representam apenas 0,3% do total de propriedades, mas açambarcam 32,8% da área produtiva do país, sendo a pequena e média propriedade (até 500 ha) a principal responsável pelo abastecimento do mercado interno com produtos de subsistência (arroz, feijão e mandioca).
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Atlas do espaço rural brasileiro. Rio de Janeiro: 2020.
A análise comparativa entre a denúncia histórica de Josué de Castro e os dados estatísticos recentes do IBGE permite identificar uma permanência estrutural na organização do espaço agrário brasileiro.
Sob a perspectiva da análise multiescalar e socioespacial, é CORRETO afirmar que a manutenção da "Geografia da Fome" no Brasil contemporâneo se explica porque
A dinâmica econômica de Petrolina destaca-se no contexto do Semiárido nordestino por apresentar características singulares.
Nesse sentido, é CORRETO afirmar que o desenvolvimento econômico do município está fortemente associado
A demanda crescente por água para as mais diversas finalidades, inclusive consumo humano, é uma das preocupações dos estudiosos do tema desde a metade do século passado.
(TEIXEIRA, W. et al. (org.). Decifrando a Terra,2000. Adaptado)
Uma das atividades que mais têm contribuído para o crescimento do consumo deste recurso natural é