Filtrar


Questões por página:
Uma adolescente de 17 anos, previamente hígida, procurou atendimento por fadiga progressiva, dispneia aos esforços e icterícia havia cinco dias. Relatou episódio de infecção respiratória autolimitada cerca de duas semanas antes, sem uso recente de medicamentos.
Ao exame físico apresentava palidez cutaneomucosa discreta, icterícia escleral e esplenomegalia leve.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 7,8 g/dL (VR: 12–16 g/dL); leucócitos 7.900/mm³ (VR: 4.000–10.000/mm³); plaquetas 278.000/mm³ (VR: 150.000–400.000/mm³); reticulócitos 9,5% (VR: 0,5–2,5%); bilirrubina indireta 3,4 mg/dL (VR: <0,8 mg/dL); desidrogenase láctica 780 U/L (VR: 120–250 U/L); haptoglobina <10 mg/dL (VR: 30–200 mg/dL); esfregaço de sangue periférico: presença de esferócitos, sem esquizócitos; teste direto da antiglobulina (teste de Coombs direto): positivo para imunoglobulina G (IgG).

O mecanismo imunológico responsável pela doença dessa paciente corresponde ao seguinte tipo de reação de hipersensibilidade: 
Uma menina de 12 anos foi levada pelos pais ao ambulatório de Alergia e Imunologia com história de surgimento de placas urticariformes intensamente pruriginosas havia cerca de 10 semanas. Os responsáveis informaram que as lesões surgiam diariamente, desapareciam espontaneamente em menos de 24 horas, sem deixar pigmentação residual, e reapareciam em diferentes regiões do corpo. A mãe referiu ainda episódios ocasionais de edema labial, sem dispneia, rouquidão ou hipotensão.
Na história clínica, não havia relação consistente com alimentos, medicamentos, exercício físico, calor, frio, pressão, vibração, água ou exposição solar. A mãe negou febre, artralgias, perda ponderal, dor abdominal, sintomas respiratórios ou outras manifestações sistêmicas.
Ao exame físico, a paciente não apresentava lesões cutâneas no momento da consulta. Fotografias obtidas pelos pais demonstravam lesões urticariformes típicas, fugazes e bem delimitadas.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 13,2 g/dL (VR: 12–16 g/dL); leucócitos 7.600/mm³ (VR: 4.500–11.000/mm³); eosinófilos 260 células/mm³ (VR: 0–500 células/mm³); plaquetas 298.000/mm³ (VR: 150.000–450.000/mm³); velocidade de hemossedimentação 10 mm/h (VR: <20 mm/h); proteína Creativa (PCR) 0,2 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL); hormônio tireoestimulante (TSH) 2,1 ?UI/mL (VR: 0,5–4,5 ?UI/mL).
A paciente utilizou cetirizina em dose habitual durante quatro semanas, com adesão comprovada, permanecendo com sintomas diários.

De acordo com as recomendações internacionais atualmente aceitas para o manejo da urticária crônica espontânea, a conduta mais apropriada neste momento é:
Uma adolescente de 16 anos, com diagnóstico recente de epilepsia focal e sem outras comorbidades relevantes, foi levado pelos pais para atendimento médico apresentando febre diária há seis dias, mal-estar intenso e exantema cutâneo progressivo. Durante a anamnese, informou que havia iniciado tratamento com lamotrigina quatro semanas antes.
Ao exame físico, apresentava temperatura de 39,1 °C, frequência cardíaca de 118 bpm, pressão arterial de 108 × 68 mmHg, frequência respiratória de 20 irpm e saturação periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente. Observava-se exantema maculopapular confluente acometendo aproximadamente 70% da superfície corporal, edema facial importante, linfonodomegalias cervicais e axilares dolorosas e hepatomegalia discreta. Não havia sinais de descolamento epidérmico, bolhas, lesões em alvo atípicas nem erosões de mucosas.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 11,9 g/dL (VR: 12–16 g/dL); leucócitos 18.600/mm³ (VR: 4.500–11.000/mm³); eosinófilos 2.950 células/mm³ (VR: 0–500/mm³); linfócitos atípicos presentes; plaquetas 198.000/mm³ (VR: 150.000– 450.000/mm³); aspartato aminotransferase (AST) 462 U/L (VR <35 U/L); alanina aminotransferase (ALT) 538 U/L (VR <35 U/L); bilirrubina total 1,6 mg/dL (VR <1,2 mg/dL); albumina 3,0 g/dL (VR: 3,5–5,0 g/dL); razão normalizada internacional (RNI) 1,6 (VR: 0,8–1,2); creatinina 0,9 mg/dL (VR: 0,5–1,0 mg/dL); proteína Creativa (PCR) 6,8 mg/dL (VR <0,5 mg/dL). As investigações para hepatites virais, infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e outras causas infecciosas agudas foram negativas.
O diagnóstico de síndrome DRESS (Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms) associada à lamotrigina, com comprometimento hepático foi estabelecimento.

Considerando o quadro clínico apresentado e as recomendações internacionais atualmente aceitas, a conduta terapêutica mais apropriada é
Um menino de 6 anos de idade, com diagnóstico de asma desde os 2 anos, foi levado ao ambulatório de Pneumologia Pediátrica para reavaliação por persistência de sintomas, apesar de acompanhamento especializado regular. Nos últimos 12 meses, apresentou cinco exacerbações que necessitaram de corticosteroide sistêmico, duas internações hospitalares e uma admissão em unidade de terapia intensiva, sem necessidade de ventilação mecânica.
Utilizava tratamento controlador máximo recomendado para sua faixa etária, composto por budesonida em dose alta associada ao formoterol, além de broncodilatador de alívio quando necessário. Apesar disso, mantinha sintomas diurnos praticamente diários, despertares noturnos duas a três vezes por semana e importante limitação para atividades físicas.
A técnica inalatória foi reavaliada em duas consultas consecutivas e considerada adequada. A adesão ao tratamento foi superior a 90%, confirmada pelos registros de dispensação farmacêutica. A residência era livre de tabagismo, mofo e animais domésticos. Foram excluídas comorbidades e diagnósticos diferenciais relevantes, incluindo fibrose cística, discinesia ciliar primária, imunodeficiência, aspiração pulmonar crônica e outras doenças respiratórias.
Ao exame físico, apresentava bom estado geral, frequência respiratória de 24 irpm, frequência cardíaca de 102 bpm, saturação periférica de oxigênio de 97% em ar ambiente e sibilos expiratórios discretos e difusos.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 12,8 g/dL (VR: 11,5–15,5 g/dL); leucócitos 8.900/mm³ (VR: 5.000–14.500/mm³); eosinófilos 820 células/mm³ (VR: 0–500 células/mm³); imunoglobulina E (IgE) total 640 UI/mL (VR: <60 UI/mL para a idade); óxido nítrico exalado fracionado (FeNO) 48 ppb (VR: <20 ppb); proteína C-reativa 0,2 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL). Os testes cutâneos por puntura demonstraram sensibilização para ácaros da poeira domiciliar.

Considerando as recomendações do GINA 2026 para crianças com suspeita de asma grave, a conduta mais apropriada nesse momento é
Uma mulher de 27 anos, com história de dermatite atópica desde a infância, procurou o ambulatório de alergia devido a piora progressiva das lesões cutâneas, apesar do uso regular de emolientes, corticosteroides tópicos, inibidores tópicos da calcineurina e fototerapia.
Ao exame físico, apresentava lesões eczematosas extensas, liquenificação, escoriações e xerose difusa, acometendo aproximadamente 48% da superfície corporal.
Os índices de gravidade mostraram SCORAD (Scoring Atopic Dermatitis) de 76 e EASI (Eczema Area and Severity Index) de 31. Os exames laboratoriais revelaram: imunoglobulina E total 2.340 UI/mL (valor de referência < 100 UI/mL); eosinófilos 980 células/mm³ (valor de referência: 0–500 células/mm³); proteína C-reativa normal; velocidade de hemossedimentação normal.

Considerando os conhecimentos atuais sobre a imunopatogênese da dermatite atópica moderada a grave, o princípio fisiopatológico que fundamenta o desenvolvimento das terapias biológicas atualmente aprovadas consiste em