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Em trabalhadores expostos a poeiras de sílica, a tuberculose deverá ser considerada como doença relacionada ao trabalho do Grupo III da Classificação de Schilling, uma vez que tem sido demonstrado, clínica e epidemiologicamente, que a exposição à sílica pode favorecer a reativação da infecção tuberculosa latente, pois os cristais de sílica no interior dos macrófagos alveolares deprimem sua função fagocitária e aumentam sua destruição.
Considere-se que, uma semana após o início do esquema antirretroviral indicado para a realização da profilaxia pós-exposição ao HIV, uma médica tenha apresentado quadro de diarreia, cefaleia e fadiga. Nesse caso, dever-se-á suspender a profilaxia medicamentosa.
O esquema preferencial para a profilaxia pós-exposição ao HIV é tenofovir (TDF) + lamivudina (3TC) + atazanavir/ritonavir (ATV/r) durante 28 dias, inclusive para gestantes e lactantes.
Uma vez indicado, o esquema antirretroviral para realização da profilaxia pós-exposição ao HIV independe do tipo de exposição e do material biológico envolvido.
Suponha-se que um enfermeiro procure a medicina do trabalho de um hospital 72 horas após sofrer um acidente perfurocortante cujo paciente-fonte tenha recebido alta há 24 horas. Nesse caso, como não é possível realizar o teste sorológico no paciente, deve-se iniciar a profilaxia medicamentosa imediatamente.