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O câncer de mama acomete milhares de pessoas no Brasil e no mundo, anualmente, sendo um grave problema de saúde pública. O diagnóstico precoce influencia diretamente no prognóstico. Neste contexto, o médico deve estar atento e conhecer os fatores de riscos. São considerados fatores de risco para tal doença, EXCETO:

O INCA e o Ministério da Saúde lançaram a campanha Outubro Rosa 2019, que reforça três pilares estratégicos no controle da doença: prevenção primária, detecção precoce e mamografia. Os principais sinais e sintomas da doença são: caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas). Os gestores e profissionais de saúde deverão fazer o imediato encaminhamento para a investigação diagnóstica de casos suspeitos e início do tratamento adequado, quando confirmado o diagnóstico. O exame de mamografia pode ajudar a identificar o câncer antes de a pessoa ter sintomas. É correto afirmar que mulheres de 50 a 69 anos devem fazer mamografia de rastreamento a cada:

A epidermólise bolhosa é uma doença genética e hereditária rara, que provoca a formação de bolhas na pele devido a mínimos atritos ou traumas e se manifesta já no nascimento. As crianças com epidermólise bolhosa são conhecidas como “crianças borboletas”, porque a pele se assemelha às asas de uma borboleta devido à fragilidade provocada pela alteração nas proteínas responsáveis pela união das camadas da pele. No Brasil, segundo a Associação DEBRA, são 802 pessoas diagnosticadas com EB. Nos últimos cinco anos, foram registradas 121 mortes por complicações da doença. O Ministério da Saúde identificou a necessidade de organizar e aprimorar a linha de cuidado hoje disponível para atender os pacientes nos serviços públicos de saúde. Trata-se de característica de Epidermólise Bolhosa Distrófica (EBD):

As intervenções sobre a população que não apresenta doenças, mas com fatores de risco para adoecer, precisam ser dirigidas a dar suporte e apoio às mudanças de estilo de vida e das “escolhas” determinadas socialmente. Podem ser estruturadas a populações ou a indivíduos, a partir da estratificação de risco, para que a rede de serviços da Saúde e de outros setores possa ofertar a atenção correta às distintas necessidades das pessoas, com custo-efetividade e qualidade assistencial. Essas medidas precisam ser efetivas, seguras e aceitas pelos indivíduos, e seu custo deve ser possível tanto para os serviços de Saúde quanto para as pessoas (em termos emocionais, físicos ou sociais) (ROSE, 2010). Desta feita, “a situação de saúde no Brasil, provocada pela transição demográfica e epidemiológica, exige que o sistema de Saúde brasileiro responda pela 'tripla carga de doenças' (FRENK, 2006)”.

( BRASIL . Estratégia para o Cuidado com Pessoa com Doença Crônica . Disponível em : http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cab_n21_vigilancia_saude_2ed_p1.pdf//acesso em 21 de agosto de 2019).
Considerando a chamada “tripla carga de doenças”, analise as seguintes assertivas.
I- É caracterizada pela presença das doenças infecciosas e parasitárias tais como dengue, H1N1, malária, hanseníase e tuberculose.
II- Contribui para o aumento das doenças crônicas pelo envelhecimento das pessoas e aumento dos fatores de risco (fumo, sedentarismo, inatividade física, sobrepeso e má alimentação).
III- O aumento da violência e morbimortalidade por causas externas é fator determinante social.
Marque a alternativa que representa a resposta CORRETA.

Entre as atribuições específicas do profissional médico que atua na Estratégia Saúde da Família (ESF) está a realização de encaminhamentos a outros pontos da rede de atenção, a responsabilização pelo plano terapêutico de forma compartilhada, respeitando-se os fluxos assistenciais, o registro apropriado de informações e a comunicação entre os profissionais em tempo e lugar oportunos, de maneira a atender à necessidade do usuário.

(SILVEIRA, Milene da Silva Dantas; CAZOLA, Luiza Helena de Oliveira; SOUZA, Albert Schiaveto; e, PÍCOLI, Renata Palópoli. Processo regulatório da Estratégia Saúde da Família para a assistência especializada. SAÚDE DEBATE, RIO DE JANEIRO, V. 42, N. 116, P. 63-72, JAN-MAR 2018).
Após a leitura do texto, o que é possível afirmar em relação ao Brasil?
I- Há fragilidades quanto à regulação do acesso pelo médico da ESF, que, apesar de contribuir para a coordenação do cuidado, ainda não tem sua utilização reconhecida como uma ferramenta de gestão da clínica.
II- Investir em capacitação e qualificação do profissional no âmbito da Atenção Primária à Saúde e da regulação em saúde pode promover maior resolutividade com melhor gestão do cuidado, bem como o uso racional dos recursos disponíveis.
III- A regulação assistencial, por ser componente da Rede de Atenção em Saúde com ampla e privilegiada visão dos recursos disponíveis e da dinâmica dos serviços, deve ser considerada como grande aliada para os profissionais inseridos nas unidades de ESF.
Marque a alternativa que apresenta a resposta CORRETA.