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A avaliação radiográfica do abdome agudo requer a utilização de uma rotina de incidências específicas para maximizar a detecção de patologias como obstrução intestinal e pneumoperitônio. Acerca da rotina radiológica para abdome agudo, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A incidência em decúbito dorsal (AP) é fundamental para avaliar a distribuição de gases, o calibre das alças intestinais, a presença de calcificações e a definição das linhas de gordura peritoneal, como a dos flancos.
(__)A incidência em ortostase (AP) é a mais sensível para a detecção de pneumoperitônio, visualizado como ar livre subdiafragmático, e para a identificação de níveis hidroaéreos em alças intestinais, indicativos de íleo metabólico ou mecânico. 
(__)Na impossibilidade do paciente permanecer em ortostase, a incidência em decúbito lateral esquerdo com raios horizontais é a alternativa de escolha para a pesquisa de pneumoperitônio, que se manifestará como uma coleção de ar entre a parede lateral do fígado e a parede abdominal.
(__)A radiografia de tórax em póstero-anterior (PA) com o paciente em ortostase faz parte da rotina de abdome agudo, pois permite a detecção de pequenas quantidades de pneumoperitônio sob as cúpulas diafragmáticas e a exclusão de causas torácicas de dor abdominal, como pneumonia de base.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
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Um paciente de 45 anos chega ao serviço de emergência com dor súbita e intensa no pé direito após um movimento de inversão forçada durante uma partida de futebol. A radiografia simples é solicitada para afastar fratura. O conhecimento detalhado da anatomia óssea e das articulações do pé e tornozelo é imprescindível para um diagnóstico preciso, especialmente para diferenciar estruturas normais e variantes anatômicas de lesões traumáticas. Com base na anatomia radiográfica do pé e tornozelo, qual das seguintes descrições é a mais precisa e clinicamente relevante?
A anatomia seccional do mediastino é fundamental para a correta interpretação de exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética do tórax. Sobre a organização dos compartimentos mediastinais e suas estruturas constituintes, analise as afirmativas a seguir:

I.No modelo de compartimentalização de Felson, o mediastino anterior contém o coração e o pericárdio, o timo, a aorta ascendente e o tronco da artéria pulmonar, sendo seu limite posterior uma linha traçada do ângulo esternal de Louis até a face anterior do corpo vertebral de T4.
II.O nervo frênico, em seu trajeto descendente pelo mediastino, passa anteriormente ao hilo pulmonar, entre o pericárdio fibroso e a pleura mediastinal, enquanto o nervo vago passa posteriormente ao hilo pulmonar.
III.O ducto torácico, principal via de drenagem linfática do corpo, classicamente ascende pelo mediastino posterior à direita da linha média, entre a aorta e a veia ázigo, cruzando para a esquerda em nível de T5 para finalmente desaguar na junção da veia subclávia esquerda com a veia jugular interna esquerda.

Está correto o que se afirma em: 
A anatomia vascular do cérebro, especialmente a organização do Polígono de Willis, é crucial para a compreensão da fisiopatologia de doenças cerebrovasculares e para a interpretação de exames de neuroimagem, como angiotomografia e angiorressonância. Assim, analise as afirmativas a seguir.

I.O Polígono de Willis é uma anastomose arterial localizada na base do cérebro, na cisterna interpeduncular, e sua configuração completa clássica, que inclui as artérias comunicantes anterior e posteriores, está presente em apenas cerca de 20-25% da população, sendo as variações, como a hipoplasia da comunicante posterior, extremamente comuns.
II.A artéria cerebral posterior (ACP) se origina da bifurcação da artéria basilar em 70-80% dos indivíduos (configuração padrão), mas em uma variação comum conhecida como "origem fetal", uma ou ambas as ACPs se originam diretamente da artéria carótida interna, através de uma artéria comunicante posterior fetal pérvia e calibrosa.
III.A artéria de Percheron é uma variante anatômica rara na qual um único tronco arterial se origina da porção proximal de uma das artérias cerebrais posteriores (segmento P1) e é responsável pela irrigação de ambos os tálamos na sua porção paramediana e, frequentemente, do mesencéfalo rostral.

Está correto o que se afirma em:
A histerossalpingografia (HSG) é um exame fluoroscópico contrastado fundamental na avaliação da infertilidade feminina, fornecendo informações sobre a cavidade uterina e a permeabilidade tubária. Acerca da técnica e dos achados de imagem neste procedimento, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A presença de sinéquias uterinas (Síndrome de Asherman) manifesta-se na HSG como falhas de enchimento lineares e irregulares, fixas, que persistem em todas as imagens, conferindo um aspecto "lacunar" ou "em queijo suíço" à cavidade endometrial.
(__)A hidrossalpinge, uma dilatação da trompa de Falópio geralmente por obstrução distal, é caracterizada pela ausência de extravasamento do meio de contraste para a cavidade peritoneal (spill) e pela visualização de uma estrutura tubular dilatada e tortuosa, que retém o contraste tardiamente. 
(__)O útero didelfo, uma anomalia Mülleriana de fusão completa, é diagnosticado na HSG pela visualização de duas cavidades uterinas completamente separadas, cada uma com seu próprio colo, que se enchem de forma independente, associadas a duas tubas uterinas.
(__)Um achado de "extravasamento intravasatório", onde o contraste opacifica o plexo venoso miometrial e as veias uterinas, é uma complicação rara, geralmente associada a uma pressão de injeção excessiva ou a um endométrio recentemente traumatizado (pós-curetagem), e indica a necessidade de interrupção imediata do procedimento.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: