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A realidade de uma população em constante envelhecimento é cada vez mais palpável, tanto no contexto dos países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. A velhice não é sinal de doença, mas a maior expectativa de vida pode vir acompanhada de maior número de doenças crônicas e, dentre elas, está o acidente vascular encefálico (AVE). Este por sua vez, pode ser definido como a redução ou a interrupção completa da circulação sanguínea em determinada região tecidual encefálica gerando comprometimento motor e sensitivo que reflete o local, extensão e duração da lesão. Diante dessa afirmativa, são características clínicas do acidente vascular encefálico (AVE), exceto:
A lesão medular (LM) é uma condição complexa que afeta múltiplos sistemas, impactando significativamente a capacidade individual dependendo do comprometimento da medula espinal. Pode ser traumática ou não traumática. E, a capacidade funcional de um indivíduo é determinada pelo grau de comprometimento dos sistemas motor, sensorial e autonômico. É essencial uma avaliação precisa para diagnosticar a extensão da lesão (completa/incompleta) e identificar os níveis medulares e estruturas íntegras. Assim, esses aspectos são importantes para definir o processo de reabilitação do indivíduo e determinar suas potencialidades, ou seja, quão funcional ele será no futuro. Diante do exposto, analise as assertivas a respeito da fase de reabilitação na lesão medular pós-hospitalização e assinale a alternativa correta.
I. Na reabilitação pós-hospitalização, a fisioterapia avalia mobilidade, função respiratória, integridade da pele, sistema sensório-motor, amplitude de movimento, tônus e força muscular. O objetivo é estimular a reabilitação e prevenir complicações futuras, utilizando ferramentas e escalas de avaliação para documentar a evolução a curto, médio e longo prazo.
II. A fisioterapia pós-lesão medular, ao abranger domínios da Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde (CIF), visa melhorar a participação e qualidade de vida, modificando deficiências para promover a independência. Com os avanços na medicina, reabilitação e tecnologia, indivíduos com lesão medular vivem mais e com maior independência. O foco da reabilitação mudou para qualidade de vida e participação comunitária, tornando essencial avaliar e implementar intervenções que melhorem essa participação.
III. No planejamento da reabilitação, é crucial estabelecer metas funcionais viáveis de curto e longo prazo. Elas são individuais, baseadas na avaliação fisioterapêutica, e respeitam as necessidades e o nível/extensão da lesão medular.
IV. O foco da reabilitação é maximizar a independência funcional. Contudo, se a lesão impedir essa independência, pode ser preciso um cuidador. A avaliação fisioterapêutica, ao identificar dificuldades e potenciais, direciona as metas de tratamento, incluindo, se necessário, cuidadores e familiares. O fisioterapeuta pode ter em mente algumas metas funcionais esperadas em indivíduos com lesão medular completa, de acordo com o nível neurológico preservado. É crucial a avaliação individual de cada paciente para definir novas metas e observar a evolução clínica.
V. A fisioterapia para lesão medular visa fortalecer regiões preservadas, estimular trocas posturais e transferências, otimizar controle de tronco, promover independência em cadeira de rodas e ortostatismo terapêutico. A recuperação funcional e neuroplasticidade estão ligadas a estímulos sensoriais e exercícios repetitivos; otimizar mobilidade, independência e qualidade de vida ainda é um desafio, daí a importância de diferentes intervenções.  
Uma paciente do sexo feminino, 78 anos, foi encaminhada para o setor de fisioterapia por apresentar alterações cognitivas progressivas, com flutuação do estado de atenção, episódios de confusão mental ao longo do dia e histórico recente de quedas. O familiar relata que a paciente apresenta rigidez muscular, lentificação dos movimentos e episódios de alucinações visuais. Ao exame físico, observam-se marcha com passos curtos, instabilidade postural e bradicinesia. A hipótese diagnóstica mais provável é de demência com corpos de Lewy. Com base no caso clínico apresentado, analise as assertivas abaixo e julgue-as em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):

( ) Devem ser priorizados exercícios de treino de marcha, equilíbrio e dupla tarefa, considerando o risco aumentado de quedas nesses pacientes.
( ) O uso de dispositivos auxiliares de marcha deve ser postergado até fases avançadas, a fim de evitar dependência precoce.
( ) O treino de dupla tarefa e contraindicado em todos os estágios da doença, pois aumenta o risco de quedas durante a execução das atividades.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Em um serviço de atenção especializada, a equipe multiprofissional discute casos clínicos que envolvem disfunções respiratórias, neurológicas, vasculares e do desenvolvimento infantil. Com base nos conhecimentos aplicados à prática fisioterapêutica, assinale a alternativa CORRETA. 
O diagnóstico cinético-funcional difere do diagnóstico nosológico médico por focar nas repercussões funcionais das patologias no movimento humano. Sobre a elaboração do diagnóstico e a identificação de disfunções, assinale a alternativa correta.