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De acordo com o Guia Brasileiro de Produção, Manutenção ou Utilização de Animais em Atividades de Ensino ou Pesquisa Científica do MCTIC, a finalidade dos graus de invasividade é alertar os pesquisadores, as Comissões de Ética no Uso de Animais (CEUA’s) e a todos os envolvidos com os cuidados dos animais sobre o risco de dor ou distresse a que os animais serão submetidos durante a execução dos protocolos. Os graus de invasividade orientam os pesquisadores, médicos veterinários, técnicos e membros das CEUA’s a darem atenção especial aos protocolos que poderão causar dor ou distresse aos animais. A classificação é contida na DIRETRIZ BRASILEIRA PARA O CUIDADO E A UTILIZAÇÃO DE ANIMAIS EM ATIVIDADES DE ENSINO OU DE PESQUISA CIENTÍFICA DBCA e se baseia em uma aproximação preventiva, segundo o nível potencial de dor e distresse que os animais possam sentir. Considerando: experimentos que causam estresse, desconforto ou dor, de leve intensidade (ex.: procedimentos cirúrgicos menores, como biópsias, sob anestesia; períodos breves de contenção e imobilidade em animais conscientes; exposição a níveis não letais de compostos químicos, que não causem reações adversas graves). A descrição dada é classificada como grau de invasividade:
O transporte entre o produtor e o biotério deve ser feito de maneira que a saúde e o bem-estar dos animais sejam preservados. Cada transporte deve ser cuidadosamente planejado, de modo a evitar temperaturas extremas, congestionamentos de trânsito, escolhendo ainda rotas menos distantes. Dentro da instituição, deve ser feito em gaiolas protegidas por filtros, dentro de contêineres apropriados, de modo a evitar que pessoas tenham contato com alérgenos presentes na urina, saliva, pelos e cama, assim como micro-organismos, substâncias químicas ou radiológicas inoculadas nos mesmos, ou o escape dos animais. A aclimatação do animal na área de experimentação deve ser observada. Visando determinar o tempo necessário para aclimatação de ratos ao novo ambiente, foram monitorados por rádiotelemetria os batimentos cardíacos, a temperatura do corpo e a atividade, através de transmissores implantados previamente, e o peso do animal, registrado antes e após o transporte. Os parâmetros se alteram significativamente, com exceção da temperatura. Há a necessidade de trinta dias para a aclimatação de ratos ao novo ambiente.
No biotério, o ambiente onde se encontra o animal é dividido em macro e microambiente, sendo a gaiola o divisor entre os dois. Atualmente, as gaiolas mais utilizadas são feitas de plástico, por serem mais baratas, mais leves, bastante duráveis e resistirem aos métodos de esterilização. O desenho das gaiolas deve ser tal que não permita “cantos vivos” em seu interior, já que os animais tendem a roer qualquer saliência para tentar escapar. No caso dos pequenos roedores, as gaiolas seguem o desenho retangular e são fechadas por cima com uma “tampa” de aço inoxidável, que permite a acomodação da ração peletizada e do frasco bebedouro. As tampas são muito importantes, porém restringem a ventilação, o que nos leva a considerar, cuidadosamente, a adoção de campânulas ou filtros por cima das gaiolas, uma vez que isso aumenta o nível de amônia em seu interior. O ideal é que tenhamos um sistema de ventilação forçada para dentro das gaiolas.
Em animais de laboratório, a encefalomielite de THEILER é causada por um protozoário intracelular obrigatório, importante em estudos envolvendo passagem de material biológico de camundongo para camundongo. Tem como hospedeiros o coelho, o camundongo, o rato, o hamster, o cão, primatas não humanos e outros mamíferos, sendo o coelho considerado a principal fonte de infecção. O parasita é eliminado na urina e a infecção ocorre por via oral (transmissão horizontal). No coelho, ocorre também a transmissão vertical. Essas infecções são geralmente inaparentes e a lesão clássica é uma meningoencefalite granulomatosa multifocal, com o centro necrótico ocupado pelo parasita, que também pode estar presente no epitélio tubular renal. O diagnóstico é sorológico e suficiente para selecionar animais livres da infecção e para controlar a doença em camundongos e ratos.
Quanto às rotinas e procedimentos necessários em biotérios, devem ser adotadas rotinas diárias para que se possa cumprir um programa de produção, de controle ou de pesquisa. Os procedimentos operacionais dos equipamentos devem ser rigorosamente observados para sua melhor utilização e para a segurança do operador. As atividades desenvolvidas em um biotério exigem pessoal qualificado para que se possa obter bons resultados. Além de ser capacitado, bem treinado e gostar de animais, o bioterista deve possuir alguns requisitos, como saúde, disciplina, temperamento calmo, responsabilidade, respeito para com o animal, cuidado com o material, e gostar do que faz.