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A formulação de dietas de alta densidade energética para vacas leiteiras de alta produção visa atender às elevadas demandas metabólicas da lactação. Contudo, o fornecimento excessivo de carboidratos rapidamente fermentáveis em detrimento da fibra fisicamente efetiva predispõe o rebanho à Acidose Ruminal Subaguda (SARA), uma das desordens metabólicas e nutricionais mais prevalentes na pecuária moderna.

Sobre a fisiopatologia da SARA, o papel regulatório da fibra alimentar e os métodos de monitoramento clínico veterinário, analise as afirmativas a seguir:

I. A SARA caracteriza-se clinicamente por episódios repetidos e prolongados de queda do pH ruminal para valores abaixo de 5,5 a 5,6, decorrentes principalmente do acúmulo de ácidos graxos voláteis (AGVs: propionato, acetato e butirato) no rúmen, diferindo da acidose ruminal aguda, na qual há acúmulo maciço de ácido lático (L e D-lactato).
II. A Fibra em Detergente Neutro fisicamente efetiva (FDNfe) da dieta é o principal estímulo mecânico para a mastigação e ruminação, processos fisiológicos essenciais que promovem a secreção de saliva (rica em bicarbonato de sódio e fosfato de sódio), atuando como o principal sistema tampão ruminal.
III. Lesões na barreira epitelial ruminal (ruminite) causadas pelo pH ácido facilitam a translocação de patógenos bacterianos oportunistas (como Fusobacterium necrophorum) para a circulação portal, podendo originar abscessos hepáticos crônicos e, em casos severos, trombose da veia cava caudal com tromboembolismo pulmonar metastático.
IV. O diagnóstico individual e de rebanho para SARA baseia-se de forma rotineira na aferição do pH sanguíneo e na dosagem de lactato sérico dos animais em lactação, uma vez que o pH sistêmico apresenta correlação linear direta e instantânea com as flutuações de acidez do fluido ruminal.

Estão CORRETAS:
Um bom manejo na fase cria de bezerras leiteiras é essencial, pois impacta diretamente toda sua vida produtiva; um aporte nutricional é muito importante nessa fase da vida do animal. Um adequado manejo nessa fase garante o fortalecimento da imunidade e a redução da ocorrência de enfermidades, refletindo futuramente na produtividade do animal. A partir dessas informações, assinale a alternativa correta:
Vaca holandesa, terceira lactação, 36 horas pós-parto, apresenta-se em decúbito esternal com cabeça desviada sobre o flanco, extremidades frias, FC 96 bpm com hipofonese de bulhas, atonia ruminal e ausência de reflexo anal. Sobre o diagnóstico mais provável e a conduta terapêutica, julgue as afirmativas a seguir se verdadeiras (V) ou falsas (F):

l. O quadro clínico é compatível com hipocalcemia puerperal em estágio Il, com calcemia esperada entre 5,0 e 7,5 mg/dL.
II. A taquicardia com hipofonese de bulhas e a atonia gastrintestinal resultam da menor contratilidade das musculaturas cardíaca e lisa decorrente da hipocalcemia.
IIl. O tratamento de eleição é o borogluconato de cálcio 23% por via intravenosa lenta (10-20 minutos), sob aus- cultação cardíaca, pelo risco de arritmias fatais.
IV. A hipomagnesemia é o principal diagnóstico diferencial e cursa, caracteristicamente, com depressão profunda do sensório e flacidez muscular generalizada.
V. A administração intravenosa rápida de cálcio é segura nos bovinos e dispensa qualquer monitoração cardíaca.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo: 
Durante o manejo de ordenha de vacas leiteiras, o estímulo tátil dos tetos deflagra uma resposta neuroendócrina essencial para a remoção completa do leite alveolar. Considerando os eventos fisiológicos envolvidos no reflexo de ejeção do leite, assinale a alternativa correta que descreve a via neuroendócrina e o mecanismo de contração no úbere.
A acidose ruminal continua sendo um distúrbio digestivo comum em bovinos de corte e pode levar a reduções significativas no desempenho do gado. Uma queda persistente do pH ruminal de 6,4 para aproximadamente 5,5 tende a reduzir a digestão da fibra principalmente porque