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“As caatingas: ao passo que a caatinga o afoga; abrevia-lhe o olhar; agride-o e estonteiao; enlaça-o na trama espinescente e não o atrai; repulsa-o com as folhas urticantes, com o espinho, com os gravetos estalados em lanças; e desdobra-se lhe na frente léguas e léguas, imutável no aspecto desolado: árvores sem folhas, de galhos estorcidos e secos, revoltos, entrecruzados, apontando rijamente no espaço ou estirando-se flexuosos pelo solo, lembrando um bracejar imenso, de tortura, da flora agonizante [...]”
CUNHA, Euclides da. Os Sertões: campanha de Canudos.39. ed. corrigida. Rio de Janeiro: Francisco Alves,1999. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000091.pdf. Acesso em: 1 nov.2021. Adaptado.
O trecho acima foi extraído do livro “Os Sertões” de Euclides da Cunha, na qual descreve o Bio Caatinga. A palavra caatinga significa, em tupi guarani, ‘mata branca’, cor predominante da vegetação durante a estação seca. Logo essa vegetação adaptada a esse clima semiárido é denominada:

“A associação da temperatura, precipitação, umidade, luz e vento formam os estados de tempo cujo ritmo sequencial da origem ao clima. Temos no mundo seis grandes tipos climáticos apresentando algumas subdivisões.”

(Troppmair, Helmut. Biogeografia e Meio Ambiente.9ª ed. Rio de Janeiro. Technical Books 2012 p.54.)


“Um desses tipos climáticos está associado à alternância de massas tropicais, que provocam a estação chuvosa, de massas polares, responsáveis pela estação seca do ano. A temperatura acusa valores médios de 21° C, medindo‐se no verão 24° C e no inverno 17° C. A amplitude térmica diária varia entre 10° e 15° C e é maior do que a anual. As chuvas ocorrem principalmente nos meses de versão com totais de 1200 mm a 1500 mm.” Trata‐se do clima:

“O clima é o conjunto de fenômenos associados às variações do tempo da atmosfera terrestre em um determinado local. Geralmente, o seu conceito aparece em oposição à ideia de “tempo”, que seria o estado momentâneo da atmosfera. Portanto, para se conhecer um clima de um dado lugar, é preciso vários anos de estudos e observações para, finalmente, estabelecer a conclusão sobre um determinado tipo climático.” Sobre os climas do Brasil, é correto afirmar que
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Teresina registra rajadas de vento de 100 km/h durante chuva O vento começou por volta das 17h30 dessa sexta-feira (4) e deixou estragos na cidade. Por Catarina Costa, G1 PI 05/10/2019
As rajadas de vento atingiram a velocidade de 100 km/h durante chuva intensa na tarde dessa sexta-feira (4) em Teresina, segundo o climatologista Werton Costa. O vento começou por volta das 17h30 e deixou estragos na cidade. "A estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que fica no Aeroporto de Teresina, registrou rajadas de vento de 100 km/h e chuva de 11 milímetros no espaço de tempo de uma hora, que é considerada de moderada intensidade. Essa ventania é suficiente para arrastar carros. Nenhuma outra cidade do Piauí registrou ventos fortes ou chuva considerável", explicou o climatologista. Segundo a meteorologia, o temporal que caiu nesta sexta-feira foi um dos efeitos do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN). O vórtice segue em atuação próximo à costa do Nordeste. Juntamente com ventos que sopram do oceano, o fenômeno provoca alta umidade no Piauí. [...] Fonte: https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2019/10/05/teresina-registra-rajadas-de-vento-de-100-kmh-durante-chuva.ghtml, acesso em 24/10/2019 (adaptado)
O texto faz referência aos Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis, que

O deserto do Saara está a milhares de quilômetros da Amazônia, mas as duas localidades são ligadas todos os anos por um fenômeno que desafia a imaginação.

Centenas de milhões de toneladas de poeira deixam os desertos da África, cruzam o Oceano Atlântico e alcançam a América do Norte, o Caribe e a América do Sul, onde impactam desde a saúde dos habitantes até a fertilidade do solo. "Para se ter uma ideia da distância que a poeira do Saara percorre, da costa nordeste da África até o Caribe são cerca de 6.000 km", explica Santiago Gassó, geofísico argentino e pesquisador da NASA, que se especializou no uso de satélites para detectar a poeira. "E ela também atinge o norte da Amazônia entrando pelo lado da Venezuela", ressalta o pesquisador. Com nutrientes usados pelas plantas, como fósforo e nitrogênio, poeira ajuda a fertilizar terras da Amazônia.


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Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-46927856 – adaptado, acesso em 14/11/19

O fenômeno descrito no texto ocorre em função dos