Filtrar


Questões por página:
Um Shih Tzu, fêmea, 6 anos, é atendido com queixa de olho vermelho, lacrimejamento excessivo e blefaroespasmo há 5 dias. O proprietário relata que o animal coça o olho frequentemente e que teve um episódio similar há 2 meses que melhorou com colírio antibiótico. O exame oftalmológico revela hiperemia conjuntival, edema corneano leve, e teste de fluoresceína positivo mostrando úlcera superficial com bordas irregulares e epitélio solto ao redor. O teste de Schirmer mostra produção lacrimal reduzida (8 mm/5 min, referência: > 15 mm/5 min). A citologia não evidencia infecção bacteriana. O animal foi tratado com colírio antibiótico (tobramicina) a cada 6 horas, lubrificante ocular a cada 4 horas, colar elizabetano e repouso por 10 dias, mas a úlcera persiste sem melhora significativa.
Considerando o diagnóstico de úlcera de córnea indolente em Shih Tzu com síndrome do olho seco associada, qual das seguintes alternativas representa a abordagem diagnóstica e terapêutica mais apropriada neste momento?
Uma cadela Poodle, 8 anos, é atendida com queixa de vômito crônico há 3 meses. O proprietário relata que o animal vomita 1-2 horas após as refeições, apresenta perda de peso progressiva, apetite reduzido e letargia. O exame clínico revela desidratação leve (TPC 2 segundos), mucosas pálidas e desnutrição evidente. Os exames laboratoriais mostram: Hemograma normal, Glicemia: 280 mg/dL, Ureia: 45 mg/dL, Creatinina: 0,9 mg/dL, TSH elevado (8,2 mIU/L), T4 total 0,8 ng/mL (referência: 1,5-4,0 ng/mL).
A radiografia abdominal revela distensão gástrica com conteúdo alimentar apesar de jejum de 12 horas. A ultrassonografia abdominal mostra distensão gástrica, espessura normal da parede gástrica, ausência de corpo estranho e ausência de obstrução mecânica. A endoscopia gastrointestinal não evidencia úlcera, neoplasia, corpo estranho ou estenose pilórica. O teste de esvaziamento gástrico com bário mostra atraso significativo no esvaziamento (> 6 horas para alimento sólido).
Considerando o diagnóstico de gastroparesia secundária e os achados clínicos, laboratoriais e de imagem, qual das seguintes opções de tratamento é a mais apropriada e completa para este caso?
O choque é definido como um estado de hipoperfusão tecidual que resulta em falha na entrega de oxigênio aos tecidos, levando a metabolismo anaeróbio, acúmulo de lactato e, eventualmente, falha de múltiplos órgãos e morte. Embora o choque seja frequentemente associado à hipotensão, é importante reconhecer que a hipotensão é uma manifestação tardia do choque, não sua causa primária. A classificação do choque em categorias distintas é fundamental para orientar o diagnóstico e o tratamento, pois cada tipo de choque requer abordagem terapêutica específica. Uma abordagem terapêutica inadequada pode piorar o estado clínico e levar à morte.
Uma clínica veterinária recebe quatro pacientes em apresentações clínicas distintas:

Paciente 1: cão, 3 anos, atropelado há 1 hora. Apresenta hemorragia externa controlada, frequência cardíaca 160 bpm, tempo de preenchimento capilar (TPC) 3 segundos, mucosas pálidas, pressão arterial 85/50 mmHg, extremidades frias, letargia.
Paciente 2: gato, 8 anos, com histórico de insuficiência cardíaca congestiva (miocardiopatia dilatada). Apresenta frequência cardíaca 180 bpm, TPC 2,5 segundos, mucosas pálidas, pressão arterial 70/40 mmHg, dispneia severa, pulso fraco e irregular, hepatomegalia.
Paciente 3: cão, 6 anos, com peritonite séptica secundária a perfuração intestinal. Apresenta frequência cardíaca 140 bpm, TPC 1,5 segundos, mucosas avermelhadas, pressão arterial 95/60 mmHg, extremidades quentes, febre (39,5°C), letargia.
Paciente 4: cão, 5 anos, com tamponamento cardíaco por efusão pericárdica. Apresenta frequência cardíaca 170 bpm, TPC 2,8 segundos, mucosas pálidas, pressão arterial 80/45 mmHg, pulso jugular distendido, dispneia, letargia.

Considerando a fisiopatologia, as características clínicas e as abordagens terapêuticas específicas de cada tipo de choque, qual das alternativas abaixo apresenta a identificação correta dos tipos de choque e a justificativa fisiológica apropriada?
Uma clínica veterinária de emergência recebe três pacientes simultaneamente em um sábado à noite:
Paciente 1: cão, 7 anos, com histórico de insuficiência renal crônica estágio 4 (creatinina 4,2 mg/dL, ureia 180 mg/ dL) há 8 meses, apresentando-se com apetite reduzido e letargia discreta. O proprietário relata que o animal está assim há 2 dias, mas não há piora aguda. Sinais vitais estáveis: FC 80 bpm, FR 20 rpm, TPC 2 segundos.
Paciente 2: gato, 4 anos, com ferida penetrante na pata traseira esquerda após pisar em vidro. Hemorragia controlada com curativo compressivo. O animal está alerta, mucosas rosadas, FC 120 bpm (elevada pelo estresse), TPC 1,5 segundos. Ferida limpa, sem sinais de infecção.
Paciente 3: cão, 6 anos, Dogue Alemão, apresentando distensão abdominal aguda há 30 minutos, inquietação intensa, tentativas de vômito, salivação excessiva. Sinais vitais: FC 160 bpm, FR 28 rpm, TPC > 2 segundos, mucosas pálidas, pulso femoral fraco. Suspeita clínica de SDVG.
Considerando os conceitos de urgência, emergência, gravidade e triagem, qual das alternativas abaixo apresenta a análise correta da situação clínica e a priorização apropriada dos pacientes?
Um gato macho de 5 anos, pesando 4,5 kg, foi atendido com histórico de anorexia há 6 dias, secundária à obstrução esofágica por corpo estranho sólido (osso). Após remoção endoscópica bem-sucedida do corpo estranho, o animal apresenta disfagia persistente e recusa alimentação voluntária. O clínico planeja iniciar suporte nutricional enteral para evitar desnutrição progressiva e síndrome da realimentação. Considerando a fisiopatologia da disfagia pós-esofágica, o risco de refluxo gastroesofágico e a duração esperada do suporte, qual das alternativas abaixo apresenta a combinação correta de via de acesso, calibre da sonda e tempo de permanência?