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O mestre-sala dos mares Há muito tempo nas águas da Guanabara / O dragão do mar reapareceu / Na figura de um bravo marinheiro / A quem a história não esqueceu / Conhecido como o almirante negro / Tinha a dignidade de um mestre-sala / E ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatas / Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas / Jovens polacas e por batalhões de mulatas / Rubras cascatas jorravam nas costas / dos negros pelas pontas das chibatas... “O mestre-sala dos mares”, música composta, em 1975, por João Bosco e Aldir Blanc, se refere à revolta:
Leia os trechos atentamente. I. “Ela era. Tal que assim se desencantava, num encanto tão terrível; e levantei mão para me benzer – mas com ela tapei foi um soluçar, e enxuguei as lágrimas maiores. Uivei. Diadorim! Diadorim era uma mulher. Diadorim era mulher como o sol não acende a água do rio Urucuia, como eu solucei meu desespero.” II. “O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.” Os trechos anteriores fazem parte das importantes obras da Literatura Brasileira, respectivamente:
O famoso autor de “Morte e Vida Severina” faria 100 anos em janeiro de 2020. Foi um poeta cuja obra se notabilizou sobretudo pela exatidão com as palavras. Tamanho era seu zelo com os versos que o pernambucano ficou conhecido como o “poeta-engenheiro”. A escrita lhe parecia como a lapidação de diamantes brutos – que só se tornam joia preciosa após submetidos a minucioso processo de tratamento. Esse verdadeiro ícone da literatura brasileira chegou a integrar o quadro de diplomatas brasileiros, sendo também reconhecido internacionalmente. Trata-se de:
“Tendo se iniciado em torno das bandas Mundo Livre S.A. e Chico Science & Nação Zumbi, a cena ultrapassou o campo da música, incorporando outras áreas, como o cinema (com o chamado Árido Movie) e a moda (com coleções como a do estilista Eduardo Ferreira). Foi em 1992 que Fred Zero Quatro escreveu “Caranguejos com cérebro” que, originalmente, não era um manifesto. Era, sim, um release escrito para uma coletânea que Mundo Livre S.A. e Chico Science & Nação Zumbi pretendiam lançar conjuntamente. Recebido euforicamente pela mídia local, o release foi o estopim para a transmutação da cena em movimento.” O trecho anterior se refere ao movimento conhecido como:
Reconhecida mundialmente como uma das maiores expressões culturais brasileiras, a MPB conta com um rico repertório de canções e artistas que cresce a cada ano. São considerados os principais músicos da MPB, e que se tornaram unanimidade: