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Sobre a Revolução Francesa é correto afirmar que:
[...]. A Revolução Francesa não pode ser compreendida se não for considerada como uma gigantesca empresa política. Assim sendo, os grupos ou facções a que hoje damos o nome de partidos tiveram (e têm) enorme importância em sua história. [...]. A razão é simples: a tendência dominante é considerar a composição das forças políticas desencadeadas pela revolução e, ao mesmo tempo, desencadeadoras do processo, a partir somente da oposição de dois grandes grupos – um favorável, outro contrário a uma entidade não menos difusa batizada de Antigo Regime. [...]. (MICELI, Paulo. As revoluções burguesas.17 ed. São Paulo: Atual Editora,1994.p.87)
A Revolução Francesa, processo descrito no excerto acima, trouxe como efeito
Apresenta-se às vezes a Revolução como um confronto entre os discípulos de Montesquieu e os de Rousseau, geralmente para concluir que a influência de Rousseau sobrepuja a de Montesquieu.
(FURET, François e OZOUF, Mona. Dicionário crítico da Revolução Francesa. Rio de Janeiro:Nova Fronteira,1989, p.789)
Uma reflexão em torno das obras dos dois filósofos iluministas citados quanto à influência nos rumos da Revolução Francesa, demonstra que
A transformação dos Direitos do Homem nos direitos dos sans-culottes foi o ponto de inflexão não só da Revolução Francesa como de todas as revoluções que se seguiram. Isso se deve em não pequena medida ao fato de que Karl Marx, o maior teórico das revoluções de todos os tempos, estava muito mais interessado na história do que na política e, portanto, deixou praticamente de lado as intenções originais das revoluções, a instauração da liberdade e concentrou a atenção de forma quase exclusiva no curso aparentemente objetivo dos acontecimentos revolucionários. Em outras palavras, levou mais de meio século para que a transformação dos Direitos do Homem nos direitos dos sans-cullotes, a renuncia à liberdade perante os ditames das necessidades, encontrasse o seu teórico.
(ARENDT, Hannah. Sobre a Revolução. São Paulo: Cia. das Letras,2011, p.94-95)
Para Hannah Arendt, a concepção de revolução em Karl Marx orientou-lhe a interpretação
A historiadora Lynn Hunt, em História da Vida Privada: da Revolução Francesa à primeira Guerra Mundial (2001), afirma que, durante a Revolução Francesa, as fronteiras entre a vida privada e vida pública apresentaram grandes flutuações, tendo o espírito público invadido as esferas habitualmente privadas da vida, fazendo essa última sofrer a mais dura agressão da história ocidental.
Como se observa no texto, os revolucionários da França do século XVIII empenharam-se em traçar a diferença entre as dimensões do público e as do privado. Essa diferença é bem observada na