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É notório que mesmo com os avanços e as mudanças ocorridas ao longo da história ainda ocorrem dúvidas e certos estigmas a respeito dos cuidados paliativos. Existem aspectos que extrapolam o trabalho com a morte em si, envolvem um atendimento humanizado, a valorização da vida, o paciente e sua família, além da equipe interdisciplinar, buscando melhorar a qualidade dos envolvidos e ressaltar a necessidade de controlar e avaliar, além da dor, os demais sintomas físicos, sociais, emocionais e espirituais. Por essa perspectiva atrelar as práticas profissionais à humanização é um desafio constante para os psicólogos hospitalares. Sobre o papel do psicólogo hospitalar nos cuidados paliativos, analise as afirmativas a seguir.
I. No momento da morte, as ações são para proporcionar a expressão de sentimentos; angústias; emoções; e, vivência em fase de luto.
II. Olhar o paciente como um sujeito singular e não um prisioneiro da doença, salvo quando seja uma incapacidade crônica e limitante, que, de fato, impossibilita o resgate ou a manutenção da dignidade.
III. Mediar comunicações, realizar orientações, suporte psicológico e emocional para o doente e sua família, além de toda a equipe, na busca de reduzir o desgaste emocional e profissional dos envolvidos.
IV. A fala é o recurso mais importante disposto, contribuir para que se sintam amparados, acolhidos e compreendidos ao realizar intervenções que poderão ocorrer em momentos distintos dos cuidados paliativos.
V. Ajudar no momento de perda e dores intensas, para que o sujeito encontre razões para existir dentro de si, dando sentido, além de um corpo doente, à existência da sua subjetividade que permanecerá no coração daqueles que os ama.
Está correto o que se afirma apenas em
1. Aceitar a realidade da morte 2. Processar a dor da perda 3. Ajustar-se ao mundo sem a pessoa que morreu 4. Reinvestir em outras relações e projetos de vida
( ) Ajustes externos se referem à influência da morte no funcionamento diário da família.
( ) Aceitar a realidade da perda, que pode ser facilitado pela comunicação aberta e informações claras sobre os fatos e circunstâncias da morte
( ) Os rituais funerários e as visitas ao túmulo têm uma função vital ao proporcionarem uma confrontação direta com a realidade.
( ) Auxiliar a pessoa enlutada a realocar a perda para que possa seguir em frente com a vida.
O tipo de dor e sua intensidade variam de pessoa a pessoa e de acordo com as características da perda.
Quando esta etapa é atingida, a pessoa enlutada é capaz de pensar sobre sua perda com tristeza, mas não com a intensidade da dor experimentada antes.
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.
I. As crianças expressam seus sentimentos de dor e luto de forma diferente do adulto. Uma maneira de ajudar a criança a elaborar esse momento é incluí-las nos rituais, como funerais, missas ou celebrações, de acordo com seu nível de conforto.
II. A perda perinatal é igual às outras, porque ainda não existe um relacionamento estável entre o ser que morreu e a família, sendo a criança considerada parte da identidade dos pais.
III. Nossa sociedade silencia os sentimentos das pessoas que passam por um aborto, seja ele provocado ou não. Isso acaba gerando sofrimento e pode levar a não vivenciar o processo do luto.
Está CORRETO o que se afirma em
Eu corro fujo desta sombra Em sonhos vejo este passado E na parede do meu quarto Ainda está o seu retrato Quero ver pra não lembrar Pensei até em me mudar Lugar qualquer que não exista O pensamento em você
Em relação ao luto, assinale a alternativa INCORRETA.