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A categoria conceitual de Amefricanidade de Gonzalez (1988) propõe ultrapassar limitações de caráter territorial, linguístico e ideológico, e possui, assim, implicações políticas e culturais democráticas. Primeiro, porque considera a América como um todo, Sul, Central, Norte e Insular; e segundo, porque busca incorporar todo um processo histórico de intensa dinâmica cultural de adaptação, resistência, reinterpretação e criação que é afrocentrada. Em consequência, o termo amefricanas(os) encaminha a construção de uma identidade étnica que é contemporânea, mas ligada tanto aos antepassados que foram trazidos forçosamente para as Américas como aos modelos africanos.

GONZALEZ, Lélia. A categoria político-cultural de amefricanidade. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, nº 92/93, jan/jun 1988.

Sobre essa Amefricanidade, é correto afirmar que
Para um grupo de pensadores e intelectuais, desde o final do século XX, tem persistido um colonialismo, demonstrado em efeitos práticos, materiais e simbólicos, que precisa ser combatido e superado, mesmo após o fim das colonizações formais ao redor do mundo. Esses intelectuais representam o pensamento decolonial que se opõe à hegemonia do pensamento ocidental e eurocêntrico que ressignifica ainda opressões com base em argumentos como “progresso” e “avanço civilizacional”. “O pensamento decolonial rejeita a análise dominante de que os europeus produziram conhecimentos pretensamente universais que foram espalhados pelo mundo, reconhecendo a diversidade de perspectivas e saberes produzidos por grupos historicamente silenciados”.

MODERNA PLUS – Sociologia em Movimento. 1ª ed. São Paulo: Moderna, 2024.

Acerca do pensamento decolonial, assinale a afirmação verdadeira.
Nos últimos anos, uma onda cultural oriunda do Leste Asiático conquistou milhões de fãs ao redor do mundo. Essa tendência se manifesta em diversas formas, mas uma das mais marcantes e populares é o dorama. A palavra, originada do inglês “drama”, refere-se a séries televisivas ou web-séries produzidas principalmente na Coreia do Sul, Japão, China e Taiwan. Estas narrativas têm como característica principal explorar temas humanos universais, como amor, amizade, conflitos familiares e superação, além de tratarem temas como o bullying escolar e a violência doméstica. [...]. Os doramas não são apenas entretenimento; eles são uma janela para culturas distintas e uma maneira de entender as complexidades sociais e emocionais que transcendem fronteiras geográficas. Sua popularidade crescente reflete uma mudança no consumo de conteúdo global fazendo frente à hegemonia das grandes indústrias ocidentais, como a dos EUA e Europa. [...]. Entender o que é dorama vai além de analisar suas características técnicas e narrativas; é necessário considerar seu impacto cultural e social tanto nas regiões de origem quanto em escala global. Essas produções têm se tornado verdadeiros fenômenos culturais, influenciando comportamentos, modas e até mesmo políticas públicas.

SILVA, Roniel Sampaio. O que é Dorama? Entenda esse fenômeno cultural. Blog Café com Sociologia, Campo Maior-Pi, s/d. Disponível em: https://cafecomsociologia.com/o-que-e-dorama-entenda-essefenomeno-cultural/ acesso em:09/10/2025. Adaptado.

De acordo com o trecho apresentado, é correto depreender-se que
Existe, neste mundo contemporâneo afetado pelas tecnologias de comunicação e informação, com a popularização do uso da Internet e do uso massivo das chamadas “redes sociais” (Facebook, Instagram, TikTok), uma “espetacularização do eu”. A intimidade e a vida privada hoje se tornam um show, um espetáculo, como comprovam as milhões de selfies (autorretratos) tiradas cotidianamente por milhões de pessoas e postadas nos seus perfis virtuais. Mas não só de imagens se faz esse show, pois as opiniões, as preferências políticas e os gostos artísticos e gastronômicos de cada pessoa são parte, também, importante desse espetáculo. O essencial é que imagens, gostos e opiniões pessoais sejam publicizados para que todos possam ver, curtir e compartilhar. O show, afinal, sou “eu” e este é um fenômeno socioantropológico desses tempos de muita conexão sociodigital.

SIBILIA, Paula. O Show do Eu: a intimidade como espetáculo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.

Considerando essa “espetacularização do eu” como fenômeno socioantropológico, assinale a afirmação verdadeira.
O riso e o humor são fenômenos socioculturais e isto significa afirmar que são particulares as razões pelas quais as pessoas riem e fazem rir, em cada cultura e lugar sócio-histórico. [...]. Pode-se argumentar, contudo, que há certa constância nos motivos para se rir, mesmo sob a diversidade cultural. É plausível sentenciar que, em todos os tempos e lugares, o inusitado, o “anormal” e o esquisito podem chocar ou surpreender e tudo que possa quebrar algum ritmo corriqueiro ou ordinário da vida pode se constituir como mote para fazer rir. Porém, é evidente que tudo isso vai depender de certos parâmetros de percepção que apenas a cultura de cada grupo ou sociedade pode dar para o que é considerado inusitado, “anormal” ou esquisito. [...]. Por fim, o riso e o humor são inerentes ao ser humano, pois são fenômenos comuns a todas as sociedades e fortemente condicionados pelas culturas.

SILVA NETO, Fco. Secundo da. Rir e fazer rir – alguns apontamentos teóricos. Revista Espaço Acadêmico, n° 111, Maringá-PR, agosto 2010. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/ 10754/5858 acesso em: 10/10/2025. Adaptado.

Considerando os fenômenos do riso e do humor, é sociologicamente correto afirmar que