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Analise o trecho da canção “Canto das três raças”, composta por Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro e interpretada por Clara Nunes, e analise o excerto escrito pela filósofa Djamila Ribeiro. 

Ninguém ouviu Um soluçar de dor No canto do Brasil
Um lamento triste Sempre ecoou Desde que o índio guerreiro Foi pro cativeiro E de lá cantou
Negro entoou Um canto de revolta pelos ares Do Quilombo dos Palmares Onde se refugiou

(https://vagalume.com.br)

No Brasil há a ideia de que a escravidão aqui foi mais branda do que em outros lugares, o que nos impede de entender como o sistema escravocrata ainda impacta a forma como a sociedade se organiza. É necessário reconhecer as violências ocorridas durante o período escravista.
(Djamila Ribeiro. Pequeno manual antirracista, 2019.)

Em relação ao processo de formação da sociedade brasileira, o trecho da canção e o excerto

Analise a postagem publicada no Twitter.


Imagem associada para resolução da questão


Em 2021, o termo cringe, entendido como “vergonha alheia”, ganhou força em discussões na internet e fora dela. Ainda que quase sempre vista de forma bem-humorada, a discussão faz parte de outros conflitos intergeracionais que têm se manifestado

   Uma história de 150 anos que começa com uma viagem de um mês e meio em condições precárias, nos fundos de um navio, agarrando-se à família e à esperança de um futuro do outro lado do oceano. Assim chegavam cerca de 400 italianos à costa brasileira em 21 de fevereiro de 1874, pioneiros de um movimento que atraiu 1,4 milhão de pessoas em 50 anos. A travessia, realizada no navio La Sofia, de Gênova rumo ao Espírito Santo, alterou para sempre não somente a vida de cada um desses desbravadores, mas a cultura e a economia brasileiras, que ganharam contornos italianos inegáveis desde então.
(Gabriel Rodrigues. “Há 150 anos, imigração italiana foi pioneira e transformou o Brasil”. www.otempo.com.br, 21.02.2024.)

A situação retratada no excerto remete 
   […] a agricultura e a vida econômica costumam estabelecer para si mesmas outros fins que não a satisfação da necessidade de alimento; o casamento em geral expressa outras coisas, de maneira mais visível, que a preferência sexual; e o luto não enfatiza com clareza o pesar. Quanto mais intimamente conhecemos o funcionamento interno de diferentes culturas, com mais facilidade podemos ver que a variabilidade quase infinita em qualquer traço cultural, se ele for observado em volta do globo, não é um mero eco das mudanças em alguma simples resposta humana subjacente. Esteve em ação uma força diferente e maior, que usou as situações recorrentes de acasalamento, morte, abastecimento e as demais quase como matéria-prima, e as elaborou para expressar sua própria intenção. Podemos chamar essa força que curva ocasiões segundo seus propósitos e as molda a seu próprio idioma dentro dessa sociedade de sua tendência dominante.
(Celso Castro. Textos básicos de Antropologia – cem anos de tradição: Boas, Malinowski, Lévi-Strauss e outros, 2016.)

De acordo com o pensamento do autor, a atuação da tendência dominante em circunstâncias cotidianas 
É característico da cultura brasileira o processo por meio do qual os conteúdos simbólicos de tradições distintas se articulam e sobrepõem, por meio tanto do contato afetivo quanto conflitivo, gerando novas formas híbridas.
A esse processo se dá o nome de