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Sobre os quilombolas e seus modos de vida como descritos por Botão e Silva (2017), é correto afirmar que
Ao longo de sua formação, a sociedade brasileira foi marcada por um processo de sincretismo cultural, no qual diferentes tradições e heranças contribuíram para moldar identidades, expressões artísticas e valores sociais, em um processo complexo de interação entre os povos indígenas, africanos e europeus, além de outras influências migratórias e contemporâneas. Em qual das opções abaixo trazemos uma informação verdadeira sobre esta abordagem?
Ribeiro (2021) elaborou uma tipologia de classificação étniconacional para tratar dos “povos extraeuropeus do mundo moderno” em quatro grandes configurações histórico-culturais: os povos testemunhos, constituídos pelos representantes de velhas civilizações autônomas sobre as quais se abateu a expansão europeia, no caso dos povos que sofreram com a colonização espanhola nas Américas Central e partes do Sul; os povos novos, representados por parte de povos sul-americanos plasmados nos últimos séculos como um subproduto da expansão europeia pela fusão e aculturação de matrizes indígenas, africanas e europeias; os povos transplantados, integrados por nações constituídas na implantação de populações europeias com a preservação do perfil étnico, da língua e da cultura originais como os povos da América do Norte, e os povos emergentes, as nações novas da África e da Ásia cujas populações ascendem de um nível tribal ou da condição de meras feitorias coloniais para a de etnias nacionais.

RIBEIRO, Darcy. As Américas e a civilização: processo de formação e causas do desenvolvimento desigual dos povos americanos. São Paulo: Global, 2021.

Considerando a classificação de Ribeiro (2021), é correto afirmar que
Para Bauman (2008), as oportunidades de ter ou sentir medo estão atualmente entre as poucas coisas que não estão em falta neste mundo líquido-moderno, altamente carente em matéria de certezas, seguranças e proteções. Os medos são muitos e variados: do terrorismo, da violência urbana, do desemprego, de empregos ruins, de desastres naturais, do trânsito, de maus relacionamentos, de doenças. Esses medos se tornam aterradores quando não se podem prevê-los e bem piores pelo sentimento de impotência diante deles. A árdua missão, alerta Bauman, é a de encontrarmos mecanismos ou meios de colocar tais medos fora de ação ou de torná-los inofensivos.

BAUMAN, Zygmunt. Medo líquido. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008.

De acordo com o exposto, é correto afirmar que 
Para Gellner (1983), a nação e o Estado-Nação são fenômenos do mundo moderno e motivam sentimentos coletivos que promovem o patriotismo e o nacionalismo, sentimentos responsáveis, inclusive, por “inventar nações”. Segundo Anderson (2008), por sua vez, a nação é uma comunidade política imaginada porque mesmo os membros da mais minúscula das nações não conhecerão todos os seus companheiros, embora cultivem todos a imagem de uma viva comunhão entre eles. Anderson alerta que o erro de Gellner é o de que ele identifica “invenção” como “falsidade”, e não como “criação”. E se pode complementar a partir de Anderson: a nação é uma criação sociocultural, e não, de fato, um falseamento.

GELLNER, Ernest. Nations and Nationalism. Oxford: Basil Blackwell Publihser Limited, 1983.
ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas: reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo.

Partindo do exposto, assinale a alternativa correta.