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Escolar de 8 anos, inicia tratamento para epilepsia com fenobarbital e após 4 semanas apresenta febre, exantema maculopapular difuso, edema facial e linfadenopatia generalizada. O hemograma evidencia apenas eosinofilia e há elevação das transaminases e da creatinina sérica.

Diante do quadro em questão, a principal hipótese diagnóstica é:
Homem de 36 anos de idade, executivo de multinacional, previamente hígido, procura atendimento ambulatorial devido ao aparecimento de lesões cutâneas intensamente pruriginosas iniciadas há 4 dias. Refere retorno recente de viagem de trabalho ao Sudeste Asiático, onde permaneceu hospedado por 7 noites em diferentes hotéis. Relata que as lesões surgem predominantemente ao despertar e aumentaram em quantidade ao longo dos últimos dias. Nega febre, perda ponderal, artralgias, sintomas respiratórios, uso de novos medicamentos, contato sexual de risco ou exposição ocupacional a agentes químicos.

Ao exame dermatológico, observam-se múltiplas pápulas eritemato-edematosas medindo entre 3 e 10 mm de diâmetro, algumas com punctum hemorrágico central, distribuídas em regiões expostas durante o sono (pescoço, antebraços, dorso das mãos, tornozelos e dorso dos pés). Destaca-se a disposição linear das lesões em grupos de três a quatro elementos consecutivos (padrão “breakfast, lunch, and dinner”). Ausência de túneis epidérmicos, vesículas, linfonodomegalias ou lesões de mucosas.

O paciente relata ter encontrado pequenos insetos achatados, castanho-avermelhados, nas costuras do colchão e da mala. A inspeção da bagagem trazida ao consultório revela numerosos pontos negros aderidos às dobras e zíperes internos (dejetos), além de exoesqueletos translúcidos provenientes de ecdises do artrópode.

Considerando o diagnóstico mais provável, a fisiopatologia envolvida e as condutas terapêuticas e ambientais recomendadas pelas diretrizes vigentes, é correto afirmar que
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, curável e endêmica no Brasil. A persistência da doença no país está relacionada, em grande parte, à sua concentração em populações com maior vulnerabilidade social e menor acesso aos serviços de saúde, o que dificulta o diagnóstico precoce e o início oportuno do tratamento. Esse cenário contribui para a manutenção da cadeia de transmissão e para o desenvolvimento de complicações decorrentes do diagnóstico tardio, como neuropatias, deformidades físicas, incapacidades funcionais e comprometimento ocular irreversível.

Quanto ao diagnóstico da Hanseníase, é correto afirmar, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, que
Paciente de 30 anos, sexo masculino, vivendo com HIV com bom controle imunovirológico, procura atendimento médico com queixa de lesão inguinal dolorosa.

Ao exame, notam-se múltiplas lesões dispostas em abdome, região inguinal e membros inferiores, em sua maioria eritematosas, algumas com formação de pústula, outras com ulceração crateriforme com bordas eritematosas, inclusive a lesão inguinal, na qual queixa-se de dor, e poucas em estágio cicatricial hiperpigmentado. É digna de nota, particularmente, a maior lesão, presente em coxa, eritematosa, medindo cerca de 4cm, com discreta formação pustulosa em seu centro e flutuação em sua região central, e halo de hiperemia medindo cerca de 10 cm.

Quanto ao caso, é correto afirmar que
Paciente de 29 anos, sexo feminino, agricultora, residente em Castanhal, no Pará, procura atendimento com história de lesão na perna direita há aproximadamente dois meses. Relata que a lesão iniciou como um pequeno nódulo avermelhado, evoluindo lentamente para uma úlcera indolor.

Ao exame físico, observa-se úlcera única de 2,5 cm de diâmetro, com bordas elevadas e infiltradas, fundo granuloso e limpo, localizada na face anterior da perna direita. Palpam-se linfonodos inguinais discretamente aumentados e indolores no mesmo lado da lesão. O médico assistente realizou diagnóstico clínicoepidemiológico da doença e optou por início de tratamento com administração intralesional de antimoniato de meglumina.

Considerando o quadro acima, o diagnóstico aventado pelo médico assistente é de