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Menino de 4 anos chega ao pronto atendimento, levado pela mãe, com história de febre há 5 dias. A mãe refere que, no terceiro dia, surgiu vermelhidão nos olhos e rachaduras nos lábios X e, posteriormente, manchas avermelhadas pelo tronco do menino. Hoje, ele acordou com uma dor aguda no peito, que piora ao deitar-se.

Apresenta-se em REG, com palidez, hiperemia conjuntival, fissura de mucosas, exantema polimorfo, adenomegalia cervical anterior de 2 cm e turgência jugular. AR: MVUA sem RA, FR 44 irpm; ACV: bulhas abafadas e presença de atrito pericárdico; FC= 132 bpm, hipotensa. ECG: elevação do segmento ST; Rx tórax: silhueta cardíaca em moringa.

A internação no CTI é solicitada por suspeita de se tratar de um provável Kawasaki que evoluiu com complicação cardiovascular.

A suspeita de tamponamento cardíaco é fortalecida pela presença dos seguintes sinais clínicos que compõem a tríade de Beck:
A hipogamaglobulinemia (ou redução dos níveis de imunoglobulinas séricas) pode ser uma condição transitória ou permanente, congênita ou adquirida. As imunodeficiências primárias, recentemente denominadas erros inatos da imunidade (EII) constituem um diagnóstico diferencial importante em pacientes com hipogamaglobulinemia, especialmente em lactentes, constituindo um sinal de alerta. Sobre a avaliação de hipogamaglobulinemia no lactente, é correto afirmar que
Menino de 12 anos é avaliado por dor e aumento de volume inicialmente no tornozelo direito, com melhora espontânea após dois dias, seguidos de acometimento do joelho esquerdo e, posteriormente, do tornozelo esquerdo. Há cerca de três semanas apresentou odinofagia e febre, sem tratamento específico. Ao exame, encontra-se afebril, com artrite do tornozelo esquerdo, sem lesões cutâneas ou alterações neurológicas. Não há sopro cardíaco à ausculta. A velocidade de hemossedimentação e a proteína C reativa estão elevadas, e a antistreptolisina O apresenta título elevado.

Considerando a hipótese de febre reumática aguda, assinale a abordagem mais adequada. 
Mulher de 64 anos refere dor no joelho direito há três anos, progressivamente mais limitante para caminhar, subir escadas e levantar-se de cadeiras. A dor piora ao longo do dia e melhora com repouso. Refere rigidez ao iniciar os movimentos pela manhã, com duração aproximada de dez minutos. Ao exame, apresenta crepitação, discreta limitação da flexão, aumento ósseo do compartimento medial e ausência de calor ou derrame articular significativo. Não apresenta sintomas constitucionais nem acometimento de outras articulações. A radiografia em carga mostra osteófitos marginais e discreto estreitamento assimétrico do espaço articular medial. A paciente relata dor e limitação funcional mais intensas do que esperava após ler o laudo radiológico, que descreve as alterações como leves.

Considerando a relação entre manifestações clínicas e alterações estruturais na osteoartrite, assinale a interpretação mais adequada.
Mulher de 34 anos, com diagnóstico prévio de síndrome antifosfolípide, procura atendimento com oito semanas de gestação. Aos 29 anos, apresentou trombose venosa profunda durante uso de anticoncepcional combinado. Dois anos depois, teve óbito fetal com 20 semanas de gestação, atribuído a insuficiência placentária. Apresenta positividade persistente para anticoagulante lúpico, anticardiolipina e anti-beta-2-glicoproteína I. Desde a trombose, vinha em anticoagulação oral com varfarina, suspensa assim que confirmou a gestação. Não apresenta manifestações clínicas de lúpus eritematoso sistêmico.

Considerando o histórico trombótico, os antecedentes obstétricos e a gestação atual, assinale a estratégia antitrombótica mais adequada durante a gravidez.