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Mulher de 48 anos é encaminhada ao ambulatório de reumatologia por fraqueza progressiva há três meses. Relata dificuldade crescente para subir escadas, levantar-se de cadeiras baixas e elevar os braços para pentear os cabelos. Nega parestesias, dor radicular ou alterações esfincterianas. Não apresenta lesões cutâneas.

Ao exame, há redução simétrica da força muscular em cinturas escapular e pélvica, com força distal preservada, reflexos osteotendíneos presentes e sensibilidade sem alterações.

Os exames mostram creatinoquinase de 3.120 U/L (26–192 U/L), aldolase de 18 U/L (1,0–7,5 U/L), aspartato aminotransferase de 96 U/L (< 35 U/L), proteína C reativa de 0,7 mg/dL (< 0,5 mg/dL) e hormônio tireoestimulante de 2,1 mUI/L (0,4–4,5 mUI/L). 

A ressonância magnética das coxas demonstra edema muscular bilateral e relativamente simétrico nas sequências sensíveis a líquido, sem substituição gordurosa significativa. A eletroneuromiografia evidencia potenciais de unidade motora de curta duração e baixa amplitude, com fibrilações e ondas agudas positivas; os estudos de condução nervosa não mostram alterações relevantes.

Considerando a integração dos achados clínicos e complementares, assinale a interpretação mais adequada.
Mulher de 62 anos procura atendimento ambulatorial por dor nas mãos há cerca de três anos, com piora ao longo do dia e durante atividades como abrir potes e torcer roupas. Refere rigidez matinal por aproximadamente 15 minutos. Ao exame, apresenta aumento de consistência óssea em várias articulações interfalangianas distais e proximais e dor à mobilização da primeira carpometacarpiana bilateralmente. Não há sinovite nas metacarpofalangianas ou nos punhos, nem dactilite, alterações ungueais ou lesões cutâneas sugestivas de psoríase.

Os exames mostram proteína C reativa de 0,3 mg/dL (< 0,5 mg/dL), fator reumatoide de 22 UI/mL (< 14 UI/mL) e anticorpos antipeptídeos citrulinados < 7 U/mL (< 20 U/mL). Radiografias das mãos mostram osteófitos e redução do espaço articular em interfalangianas distais, proximais e primeiras carpometacarpianas, sem erosões centrais e sem alterações relevantes em metacarpofalangianas ou punhos.
Considerando a distribuição do acometimento, os achados do exame físico e os exames complementares, assinale a interpretação diagnóstica mais adequada. 
Homem de 68 anos, com hipertensão arterial, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e doença renal crônica, procura uma unidade de pronto atendimento por dor intensa e aumento de volume do joelho direito iniciados há aproximadamente 18 horas. Refere dois episódios semelhantes no hálux nos últimos três anos, sem uso regular de terapia hipouricemiante. Está afebril, hemodinamicamente estável e sem foco infeccioso aparente. O joelho apresenta derrame, calor e importante limitação dolorosa da mobilização.

Os exames mostram: ácido úrico sérico 8,9 mg/dL (3,5–7,2 mg/dL), creatinina 2,2 mg/dL (0,7–1,3 mg/dL), taxa de filtração glomerular estimada de 29 mL/min/1,73 m² (?90 mL/min/1,73 m²), leucócitos 10.800/mm³ (4.000–11.000/mm³) e proteína C reativa 2,8 mg/dL (<0,5 mg/dL).

A artrocentese produz líquido sinovial amarelo e turvo, com 31.600 leucócitos/mm³ (<200/mm³), 86% de neutrófilos (<25%), cristais intracelulares em forma de agulha com forte birrefringência negativa à luz polarizada compensada e bacterioscopia sem microrganismos. O material foi encaminhado para cultura.

Considerando os achados clínicos, a análise do líquido sinovial e as comorbidades do paciente, assinale a conduta terapêutica mais adequada para o episódio atual.
Mulher de 72 anos, em acompanhamento ambulatorial por polimialgia reumática diagnosticada há quatro meses, apresenta boa resposta à prednisona, atualmente em redução gradual da dose. Procura atendimento não programado por cefaleia temporal de início recente, sensibilidade no couro cabeludo e dor mandibular ao mastigar. Na manhã da consulta, apresentou perda transitória da visão do olho direito, com recuperação completa após cerca de dez minutos. Ao exame, a artéria temporal direita é dolorosa à palpação. A velocidade de hemossedimentação e a proteína C reativa estão elevadas.

Considerando a principal hipótese diagnóstica e o risco associado ao quadro atual, assinale a conduta mais adequada.
Homem de 42 anos, com psoríase em placas há oito anos, procura o ambulatório por dor e aumento de volume no joelho esquerdo há quatro meses. Nas últimas semanas, passou a apresentar dor na inserção do tendão de Aquiles direito e aumento difuso do segundo pododáctilo esquerdo, envolvendo todo o dedo. Ao exame, há sinovite do joelho esquerdo, dor à palpação da inserção do tendão de Aquiles e edema uniforme de todo o segundo pododáctilo. Apresenta ainda onicólise em algumas unhas das mãos. Fator reumatoide e anticorpos antipeptídeos citrulinados são negativos.

Considerando o conjunto das manifestações musculoesqueléticas, assinale a interpretação mais adequada.