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Um menino de 2 anos e 10 meses foi internado com febre diária
havia oito dias (temperatura máxima: 39,6 °C), hiperemia
conjuntival bilateral não exsudativa, eritema e fissuras labiais,
língua em "framboesa", exantema polimorfo difuso, edema de
mãos e pés e linfonodomegalia cervical unilateral de 2,3 cm.
Evoluiu com descamação periungueal no décimo segundo dia de
doença.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina: 10,4 g/dL (valor de referência: 11,0–13,5 g/dL); leucócitos: 19.200/mm³ (valor de referência: 6.000–17.500/mm³); neutrófilos: 81% (valor de referência: 30–60%); plaquetas: 648.000/mm³ (valor de referência: 150.000–450.000/mm³); proteína C-reativa (PCR): 158 mg/L (valor de referência: <5 mg/L); velocidade de hemossedimentação (VHS): 96 mm/h (valor de referência: < 20 mm/h). O ecocardiograma evidenciou dilatação da artéria coronária descendente anterior.
Com base no conhecimento atualmente consolidado, o mecanismo imunopatogênico que explica simultaneamente a vasculite sistêmica e a formação dos aneurismas coronarianos nessa doença é a
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina: 10,4 g/dL (valor de referência: 11,0–13,5 g/dL); leucócitos: 19.200/mm³ (valor de referência: 6.000–17.500/mm³); neutrófilos: 81% (valor de referência: 30–60%); plaquetas: 648.000/mm³ (valor de referência: 150.000–450.000/mm³); proteína C-reativa (PCR): 158 mg/L (valor de referência: <5 mg/L); velocidade de hemossedimentação (VHS): 96 mm/h (valor de referência: < 20 mm/h). O ecocardiograma evidenciou dilatação da artéria coronária descendente anterior.
Com base no conhecimento atualmente consolidado, o mecanismo imunopatogênico que explica simultaneamente a vasculite sistêmica e a formação dos aneurismas coronarianos nessa doença é a
Uma adolescente de 17 anos procurou atendimento por
apresentar febre diária de baixa intensidade havia
aproximadamente oito semanas, acompanhada de fadiga
progressiva e poliartrite inflamatória envolvendo punhos,
articulações metacarpofalangianas, interfalangianas proximais e
joelhos. Relatou rigidez matinal com duração aproximada de 45
minutos e perda ponderal de 3 kg no período. Negava uso
recente de medicamentos ou episódios infecciosos nas semanas
anteriores.
Ao exame físico, apresentava temperatura axilar de 38,2 °C, frequência cardíaca de 94 bpm, pressão arterial de 112/68 mmHg e sinovite discreta envolvendo punhos e articulações metacarpofalangianas e interfalangianas proximais, sem deformidades. Não apresentava lesões cutâneas, nódulos subcutâneos, úlceras orais ou alterações aos exames cardiopulmonar e abdominal.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina 9,6 g/dL (VR: 12,0–16,0 g/dL); leucócitos 3.600/mm³ (VR: 4.000– 10.000/mm³); plaquetas 121.000/mm³ (VR: 150.000– 450.000/mm³); velocidade de hemossedimentação 72 mm/h (VR: <20 mm/h); proteína C-reativa (PCR) 1,0 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL); creatinina 0,7 mg/dL (VR: 0,5–1,0 mg/dL); exame de urina tipo I: sem proteinúria e sem hematúria; fator reumatoide 42 UI/mL (VR: <20 UI/mL); anticorpo antinuclear (FAN): reagente 1:320, padrão nuclear pontilhado fino; anticorpo anti-Smith (anti-Sm): positivo; anticorpo anti-Ro (SSA): positivo; anticorpo antipeptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP): negativo; fração C3: 61 mg/dL (VR: 90–180 mg/dL); fração C4: 9 mg/dL (VR: 10–40 mg/dL).
O diagnóstico mais provável é
Ao exame físico, apresentava temperatura axilar de 38,2 °C, frequência cardíaca de 94 bpm, pressão arterial de 112/68 mmHg e sinovite discreta envolvendo punhos e articulações metacarpofalangianas e interfalangianas proximais, sem deformidades. Não apresentava lesões cutâneas, nódulos subcutâneos, úlceras orais ou alterações aos exames cardiopulmonar e abdominal.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina 9,6 g/dL (VR: 12,0–16,0 g/dL); leucócitos 3.600/mm³ (VR: 4.000– 10.000/mm³); plaquetas 121.000/mm³ (VR: 150.000– 450.000/mm³); velocidade de hemossedimentação 72 mm/h (VR: <20 mm/h); proteína C-reativa (PCR) 1,0 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL); creatinina 0,7 mg/dL (VR: 0,5–1,0 mg/dL); exame de urina tipo I: sem proteinúria e sem hematúria; fator reumatoide 42 UI/mL (VR: <20 UI/mL); anticorpo antinuclear (FAN): reagente 1:320, padrão nuclear pontilhado fino; anticorpo anti-Smith (anti-Sm): positivo; anticorpo anti-Ro (SSA): positivo; anticorpo antipeptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP): negativo; fração C3: 61 mg/dL (VR: 90–180 mg/dL); fração C4: 9 mg/dL (VR: 10–40 mg/dL).
O diagnóstico mais provável é
Um menino de 6 anos, previamente hígido, foi levado pelos pais
ao pronto-socorro infantil apresentando, há dois dias, lesões
avermelhadas nas pernas, associadas a edema discreto dos pés. A
mãe refere que duas semanas antes, a criança apresentou
quadro de febre baixa, dificuldade para engolir e coriza, com
resolução espontânea. Nas últimas 24 horas, o menor passou a
apresentar dor abdominal difusa, sem vômitos, diarreia ou
sangramento digestivo.
Ao exame físico, encontrava-se em bom estado geral, afebril, hidratado, pressão arterial de 94/58 mmHg (normal para a idade). Observam-se múltiplas lesões purpúricas palpáveis, simétricas, predominando nas regiões glúteas e faces extensoras dos membros inferiores, que não desapareciam à digitopressão. Havia ainda discreto edema em ambos os pés. O abdome era difusamente à palpação, sem defesa ou sinais de irritação peritoneal.
Os exames laboratoriais mostravam: hemoglobina 12,4 g/dL (VR: 11,5–15,5); leucócitos 13.100/mm³ (VR: 4.500–13.500), com 74% de neutrófilos, 20% de linfócitos e 2% de eosinófilos; plaquetas 386.000/mm³ (VR: 150.000–450.000); velocidade de hemossedimentação 38 mm/h (VR <20); proteína C-reativa 3,1 mg/dL (VR <0,5); creatinina 0,44 mg/dL (VR: 0,3–0,7); ureia 22 mg/dL (VR: 10–40); complemento C3 e C4 normais; EAS com proteína 1+, hemoglobina 2+, 35 hemácias/campo, 4 leucócitos/campo e ausência de cilindros hemáticos; relação proteína/creatinina urinária de 0,42 mg/mg (VR <0,20).
Com base no quadro clínico e laboratorial apresentado, o diagnóstico mais provável é
Ao exame físico, encontrava-se em bom estado geral, afebril, hidratado, pressão arterial de 94/58 mmHg (normal para a idade). Observam-se múltiplas lesões purpúricas palpáveis, simétricas, predominando nas regiões glúteas e faces extensoras dos membros inferiores, que não desapareciam à digitopressão. Havia ainda discreto edema em ambos os pés. O abdome era difusamente à palpação, sem defesa ou sinais de irritação peritoneal.
Os exames laboratoriais mostravam: hemoglobina 12,4 g/dL (VR: 11,5–15,5); leucócitos 13.100/mm³ (VR: 4.500–13.500), com 74% de neutrófilos, 20% de linfócitos e 2% de eosinófilos; plaquetas 386.000/mm³ (VR: 150.000–450.000); velocidade de hemossedimentação 38 mm/h (VR <20); proteína C-reativa 3,1 mg/dL (VR <0,5); creatinina 0,44 mg/dL (VR: 0,3–0,7); ureia 22 mg/dL (VR: 10–40); complemento C3 e C4 normais; EAS com proteína 1+, hemoglobina 2+, 35 hemácias/campo, 4 leucócitos/campo e ausência de cilindros hemáticos; relação proteína/creatinina urinária de 0,42 mg/mg (VR <0,20).
Com base no quadro clínico e laboratorial apresentado, o diagnóstico mais provável é
Homem de 31 anos, com diagnóstico prévio de doença de Behçet, procura atendimento por dor e aumento de volume do membro inferior esquerdo há 5 dias. Apresenta história de úlceras orais recorrentes, episódios prévios de úlceras genitais cicatriciais e antecedente de uveíte posterior.
Ao exame físico, encontra-se hemodinamicamente estável. Observam-se cicatrizes hipocrômicas em região escrotal e lesões papulopustulosas no tronco. O membro inferior esquerdo apresenta edema assimétrico e dor à palpação da panturrilha.
Ultrassonografia com Doppler demonstra trombose venosa profunda femoropoplítea esquerda.
Durante a investigação, o paciente relata dois episódios recentes de hemoptise de pequeno volume. Angiotomografia de tórax evidencia aneurisma sacular de 22 mm em ramo segmentar da artéria pulmonar direita, associado a espessamento parietal vascular.
Hemograma, função renal e exame de urina não apresentam alterações relevantes. PCR e velocidade de hemossedimentação estão elevadas.
Considerando a fisiopatologia do acometimento vascular da doença de Behçet e a manifestação arterial concomitante apresentada pelo paciente, assinale a conduta terapêutica inicial mais apropriada.
Ao exame físico, encontra-se hemodinamicamente estável. Observam-se cicatrizes hipocrômicas em região escrotal e lesões papulopustulosas no tronco. O membro inferior esquerdo apresenta edema assimétrico e dor à palpação da panturrilha.
Ultrassonografia com Doppler demonstra trombose venosa profunda femoropoplítea esquerda.
Durante a investigação, o paciente relata dois episódios recentes de hemoptise de pequeno volume. Angiotomografia de tórax evidencia aneurisma sacular de 22 mm em ramo segmentar da artéria pulmonar direita, associado a espessamento parietal vascular.
Hemograma, função renal e exame de urina não apresentam alterações relevantes. PCR e velocidade de hemossedimentação estão elevadas.
Considerando a fisiopatologia do acometimento vascular da doença de Behçet e a manifestação arterial concomitante apresentada pelo paciente, assinale a conduta terapêutica inicial mais apropriada.
Mulher de 61 anos, com diagnóstico de artrite reumatoide há 18 meses, apresenta poliartrite simétrica de pequenas articulações, fator reumatoide e anticorpos antipeptídeos citrulinados positivos em altos títulos e erosões marginais em metacarpofalângicas. Encontra-se em tratamento com metotrexato 25 mg/semana por via subcutânea, associado a ácido fólico, há 6 meses, com boa adesão e tolerabilidade.
Apesar da terapêutica, mantém 8 articulações dolorosas, 6 edemaciadas, proteína C reativa de 18 mg/L e DAS28 PCR (Disease Activity Score 28 + Proteína C reativa) compatível com alta atividade da doença. Apresenta hipertensão arterial controlada, dislipidemia em tratamento e antecedente de tabagismo de 35 anos maço, tendo interrompido o tabagismo há 3 anos. Não possui história de neoplasia, tromboembolismo venoso ou insuficiência cardíaca. Pesquisa para tuberculose latente e sorologias para hepatites B e C são negativas.
A paciente questiona especificamente sobre o uso de upadacitinibe, após ter lido que os inibidores JAK apresentam início rápido de ação e elevada eficácia no controle da artrite reumatoide.
Considerando a estratégia tratar o alvo (treat to target), as recomendações contemporâneas da EULAR (European Alliance of Associations for Rheumatology) e as evidências recentes relativas à segurança dos inibidores de JAK, a conduta terapêutica mais apropriada é
Apesar da terapêutica, mantém 8 articulações dolorosas, 6 edemaciadas, proteína C reativa de 18 mg/L e DAS28 PCR (Disease Activity Score 28 + Proteína C reativa) compatível com alta atividade da doença. Apresenta hipertensão arterial controlada, dislipidemia em tratamento e antecedente de tabagismo de 35 anos maço, tendo interrompido o tabagismo há 3 anos. Não possui história de neoplasia, tromboembolismo venoso ou insuficiência cardíaca. Pesquisa para tuberculose latente e sorologias para hepatites B e C são negativas.
A paciente questiona especificamente sobre o uso de upadacitinibe, após ter lido que os inibidores JAK apresentam início rápido de ação e elevada eficácia no controle da artrite reumatoide.
Considerando a estratégia tratar o alvo (treat to target), as recomendações contemporâneas da EULAR (European Alliance of Associations for Rheumatology) e as evidências recentes relativas à segurança dos inibidores de JAK, a conduta terapêutica mais apropriada é