Filtrar


Questões por página:
Mulher de 61 anos, com artrite reumatoide soropositiva diagnosticada há 18 meses, apresenta bom controle da atividade articular com metotrexato 20 mg por via oral uma vez por semana e ácido fólico 1 mg ao dia. Hemograma e função renal realizados dois meses antes eram normais, com hemoglobina de 12,7 g/dL, leucócitos de 6.400/mm³, plaquetas de 238.000/mm³ e creatinina de 0,8 mg/dL. Há dez dias, procurou atendimento por disúria e polaciúria, sendo prescritos trimetoprim e sulfametoxazol. Evoluiu progressivamente com astenia, odinofagia, úlceras orais dolorosas e equimoses espontâneas. Nas últimas 24 horas, apresentou febre de 38,4 ºC. Ao exame, encontra-se hemodinamicamente estável, com mucosite oral extensa e petéquias em membros inferiores. Não há linfonodomegalias, esplenomegalia palpável ou sinais de atividade inflamatória articular significativa. Os exames laboratoriais mostram: Hemoglobina: 8,8 g/dL; VCM: 104 fL; Leucócitos: 900/mm³; Neutrófilos absolutos: 180/mm³; Plaquetas: 28.000/mm³; Reticulócitos: 0,4%; Creatinina: 2,3 mg/dL; TFGe: 23 mL/min/1,73 m²; AST: 42 U/L; ALT: 47 U/L; Bilirrubina total: 0,8 mg/dL; Vitamina B12: normal. O esfregaço de sangue periférico não evidencia blastos nem população aumentada de linfócitos granulares.
Considerando a integração entre a apresentação clínica, os exames laboratoriais, a farmacologia dos medicamentos utilizados e o mecanismo de ação do tratamento da artrite reumatoide, assinale a afirmativa correta.
Mulher de 42 anos com artrite reumatoide soropositiva mantém atividade moderada após seis meses de metotrexato 25 mg por semana, ácido fólico e boa adesão. Após decisão compartilhada, está programado o início de um inibidor de TNF. O teste para tuberculose latente é positivo, sem sinais clínicos ou radiológicos de tuberculose ativa. A sorologia mostra HBsAg negativo, anti-HBc total positivo e anti-HBs positivo, com HBV DNA indetectável, caracterizando infecção passada. As vacinas inativadas estão incompletas, incluindo a vacina recombinante contra herpes zóster.
Antes de iniciar o inibidor de TNF, a conduta mais apropriada é 
Homem de 31 anos, com diagnóstico prévio de doença de Behçet, procura atendimento por dor e aumento de volume do membro inferior esquerdo há 5 dias. Apresenta história de úlceras orais recorrentes, episódios prévios de úlceras genitais cicatriciais e antecedente de uveíte posterior. Ao exame físico, encontra-se hemodinamicamente estável. Observam-se cicatrizes hipocrômicas em região escrotal e lesões papulopustulosas no tronco. O membro inferior esquerdo apresenta edema assimétrico e dor à palpação da panturrilha. Ultrassonografia com Doppler demonstra trombose venosa profunda femoropoplítea esquerda. Durante a investigação, o paciente relata dois episódios recentes de hemoptise de pequeno volume. Angiotomografia de tórax evidencia aneurisma sacular de 22 mm em ramo segmentar da artéria pulmonar direita, associado a espessamento parietal vascular. Hemograma, função renal e exame de urina não apresentam alterações relevantes. PCR e velocidade de hemossedimentação estão elevadas. Considerando a fisiopatologia do acometimento vascular da doença de Behçet e a manifestação arterial concomitante apresentada pelo paciente, assinale a conduta terapêutica inicial mais apropriada. 
Mulher de 24 anos procura atendimento por poliartralgia simétrica, fadiga, fotossensibilidade e lesões eritematosas em região malar há três meses. Refere piora recente dos sintomas após exposição solar intensa. Ao exame físico, apresenta discreto edema em pequenas articulações das mãos, sem deformidades. Os exames laboratoriais demonstram anemia normocítica, leucopenia, FAN reagente em alto título, anticorpos anti-DNA de dupla hélice positivos e redução das frações C3 e C4 do complemento.
Considerando os mecanismos envolvidos na perda da autotolerância e na perpetuação da resposta inflamatória no lúpus eritematoso sistêmico, assinale a opção que descreve mais adequadamente um mecanismo central da fisiopatologia dessa doença.
Mulher de 61 anos, com diagnóstico de artrite reumatoide há 18 meses, apresenta poliartrite simétrica de pequenas articulações, fator reumatoide e anticorpos antipeptídeos citrulinados positivos em altos títulos e erosões marginais em metacarpofalângicas. Encontra-se em tratamento com metotrexato 25 mg/semana por via subcutânea, associado a ácido fólico, há 6 meses, com boa adesão e tolerabilidade. Apesar da terapêutica, mantém 8 articulações dolorosas, 6 edemaciadas, proteína C reativa de 18 mg/L e DAS28 PCR (Disease Activity Score 28 + Proteína C reativa) compatível com alta atividade da doença. Apresenta hipertensão arterial controlada, dislipidemia em tratamento e antecedente de tabagismo de 35 anos maço, tendo interrompido o tabagismo há 3 anos. Não possui história de neoplasia, tromboembolismo venoso ou insuficiência cardíaca. Pesquisa para tuberculose latente e sorologias para hepatites B e C são negativas. A paciente questiona especificamente sobre o uso de upadacitinibe, após ter lido que os inibidores JAK apresentam início rápido de ação e elevada eficácia no controle da artrite reumatoide.
Considerando a estratégia tratar o alvo (treat to target), as recomendações contemporâneas da EULAR (European Alliance of Associations for Rheumatology) e as evidências recentes relativas à segurança dos inibidores de JAK, a conduta terapêutica mais apropriada é