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Mulher de 46 anos procurou atendimento por artralgia inflamatória em tornozelos e joelhos há oito semanas, associada a fadiga e tosse seca intermitente.
Refere aparecimento progressivo de lesões dolorosas em membros inferiores.
Ao exame físico, observam-se múltiplos nódulos subcutâneos dolorosos, eritemato-violáceos, medindo entre 2 e 4 cm, distribuídos bilateralmente nas regiões pré-tibiais. Não há sinovite em pequenas articulações das mãos.
Exames laboratoriais:
• Hemoglobina: 12,8 g/dL (VR: 12–16 g/dL);
• Leucócitos: 6.900/mm³ (VR: 4.000–10.000/mm³);
• Plaquetas: 305.000/mm³ (VR: 150.000–450.000/mm³);
• VHS: 52 mm/h (VR: < 20 mm/h);
• PCR: 26 mg/L (VR: < 5 mg/L);
• Cálcio sérico total: 10,7 mg/dL (VR: 8,6–10,2 mg/dL);
• ECA sérica: 88 U/L (VR: 8–52 U/L);
• FAN: não reagente;
• Fator reumatoide: negativo;
• Anti-CCP: negativo; e
• ANCA: negativo.  
Tomografia computadorizada de tórax demonstrou linfonodomegalias hilares e mediastinais bilaterais, sem cavitações, massas pulmonares ou derrame pleural.
Considerando os dados apresentados, assinale a opção que apresenta a interpretação diagnóstica mais adequada nesse momento. 
Mulher de 52 anos, com diagnóstico de síndrome de Sjögren primária há quatro anos, apresenta xerostomia e xeroftalmia controladas, sem acometimento sistêmico. Faz uso de hidroxicloroquina 400 mg/dia. Durante a consulta de seguimento, informou que nunca recebeu vacinação contra herpes-zóster e questionou se deveria atualizar seu calendário vacinal.
Ao revisar o histórico vacinal, o reumatologista identificou que a paciente também não recebeu vacina pneumocócica nos últimos anos.
Considerando as recomendações da Sociedade Brasileira de Reumatologia para vacinação em doenças reumáticas imunomediadas, assinale a conduta mais apropriada. 
Mulher de 29 anos, com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico há seis anos, procura consulta de planejamento gestacional. Encontra-se assintomática há mais de um ano. 
Das medicações em uso incluem: Hidroxicloroquina 400 mg/dia; Azatioprina 100 mg/dia; prednisona 5 mg/dia; e micofenolato de mofetila 2 g/dia.
Exames laboratoriais recentes:
• Creatinina: 0,8 mg/dL (VR: 0,6–1,1 mg/dL);
• Proteinúria de 24 horas: 120 mg/24h (VR: < 150 mg/24h);
• C3: 118 mg/dL (VR: 90–180 mg/dL);
• C4: 28 mg/dL (VR: 10–40 mg/dL); e
• Anti-dsDNA: negativo.
A paciente deseja iniciar tentativas de concepção nos próximos meses.
Sobre o caso acima, assinale a opção que apresenta a conduta mais apropriada nesse momento.   
Durante uma discussão clínica sobre osteoartrite, um residente questionou por que, diferentemente da artrite reumatoide, ainda não existe um medicamento capaz de modificar, de forma consistente, a progressão estrutural da doença.
Assinale a opção que melhor explica essa limitação terapêutica. 
Mulher de 41 anos procura atendimento por fenômeno de Raynaud há quatro anos. Nos últimos 18 meses passou a apresentar espessamento cutâneo em mãos, dificuldade progressiva para retirar alianças e sensação de aperto da pele dos dedos.
Ao exame físico, observou-se esclerodactilia distal, telangiectasias em face e mãos e cicatrizes puntiformes em polpas digitais.
Os exames laboratoriais evidenciaram:
• FAN HEp-2: reagente, 1:1.280, com padrão centromérico;
• Anti-Scl-70: 4 U/mL (VR < 20 U/mL);
• Anticorpo anticentrômero: reagente; e
• PCR: 0,4 mg/dL (VR < 0,5 mg/dL).   
Foi realizada capilaroscopia periungueal que mostrou presença de megacapilares, áreas de desvascularização e presença de micro hemorragias.
Para sustentar a hipótese diagnóstica de esclerose sistêmica, assinale a opção que apresenta o elemento de maior relevância.