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Homem de 66 anos, tabagista e hipertenso, foi internado por infarto inferior há 4 dias, tratado inicialmente de forma conservadora por chegada tardia. Evoluía estável até apresentar dispneia súbita, sudorese, hipotensão e hipoxemia. Ao exame: PA: 82/54 mmHg, FC: 118 bpm, estertores difusos, extremidades frias e novo sopro sistólico apical, pouco audível, com irradiação posterior.
ECG: ondas Q em DII, DIII e aVF, sem novo supradesnivelamento.
Radiografia de tórax: edema pulmonar bilateral.
Ecocardiograma transtorácico à beira-leito: função sistólica global moderadamente reduzida, hipocinesia inferior, jato regurgitante excêntrico de difícil quantificação, sem derrame pericárdico.
Cateter de artéria pulmonar: pressão de oclusão pulmonar elevada, com ondas sistólicas proeminentes no traçado.

A combinação mais compatível com a fisiopatologia do quadro e a conduta prioritária é:
Leia o caso e analise a imagem a seguir.
Paciente do sexo masculino,68 anos, comparece ao departamento de emergência com queixa de dispneia progressiva até o repouso há cerca de 3 horas. Familiares relatam que o paciente apresentou tosse com eliminação de secreção rósea e espumosa há poucos minutos. Nega febre, dor torácica e alterações urinárias. Antecedente de hipertensão arterial em uso irregular de anlodipino 10 mg e hidroclorotiazida 25 mg. Ao exame físico, encontra-se taquidispneico, com frequência respiratória de 32 ipm, pressão arterial de 220 x 160 mmHg, frequência cardíaca de 102 bpm, tempo de enchimento capilar inferior a 3 segundos. À ausculta respiratória, apresenta estertores crepitantes difusamente até ápices em ambos os hemitórax. Gasometria arterial (colhida após suplementação de oxigênio por máscara facial a 15 L/min): pH 7,51; pCO2 28 mmHg; pO2 51 mmHg; bicarbonato 22 mEq/L. Eletrocardiograma com taquicardia sinusal e sinais de hipertrofia ventricular esquerda. Radiografia de tórax realizada evidenciou o seguinte resultado:


Imagem associada para resolução da questão


Qual é o tratamento indicado neste momento?
“O edema agudo de pulmão é a apresentação clínica inicial de cerca de 13,2% dos pacientes hospitalizados por Insuficiência Cardíaca” (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA,2018).

Sobre Edema Agudo de Pulmão, leia os itens a seguir:

I- A crise hipertensiva, a insuficiência mitral aguda (disfunção do músculo papilar secundária à doença isquêmica ou ruptura espontânea) e a síndrome coronariana aguda são os fatores causais mais comuns de edema agudo de pulmão cardiogênico.
II- O uso de ventilação não invasiva é recomendado em pacientes com congestão pulmonar associada a desconforto respiratório e/ou hipoxemia (frequência respiratória > 25 incursões/minuto e SatO2 < 90%).
III- Em pacientes com quadro de congestão pulmonar e sistêmica e com sinais de baixo débito com hipotensão arterial, o suporte cronotrópico é o tratamento de escolha.

Ao analisar os itens, assinale a alternativa CORRETA:

Analise as assertivas com relação ao Edema Agudo de Pulmão.


I. O edema agudo de pulmão que ocorre após drenagem de derrame pleural não deve ser tratado com diuréticos.

II. O edema agudo de pulmão em pacientes com hiponatremia não deve ser tratado com diuréticos.

III. A morfina, embora não tenha ações hemodinâmicas, tem seu uso justificado no edema agudo de pulmão pela redução da ansiedade que propicia.


Assinale:

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Para o tratamento do edema agudo do pulmão, o médico deve, prioritariamente, reduzir a pressão arterial do paciente, mediante o uso de vasodilatadores intravenosos, como a nitroglicerina ou o nitroprussiato de sódio.
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