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Autores como Ana Mae Barbosa, Fernando Hernández e Paulina Duarte propõem que o ensino de Arte supere a lógica técnica da reprodução e avance para propostas que articulem criação, fruição, leitura crítica de imagens e contextualização sociocultural. No entanto, a permanência de práticas instrucionais fragmentadas e conteudistas evidencia resistências estruturais. Qual alternativa expressa um entrave estrutural recorrente à consolidação de práticas pedagógicas integradoras e críticas no ensino de Arte?
Jacques Rancière, em O Mestre Ignorante (1987), rompe com a lógica explicativa tradicional ao afirmar a igualdade das inteligências e o papel emancipador da aprendizagem autodirigida. No ensino de Arte, essa concepção subverte a centralidade da explicação e desloca o foco para a investigação autônoma. Qual alternativa se alinha mais diretamente à pedagogia da emancipação proposta por Rancière?
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao estabelecer competências para o ensino de Arte, busca articular criação, fruição e contextualização. Entretanto, críticas como as de Barbosa (2017) e Hernández (2012) apontam riscos de um currículo por competências que privilegia generalidades em detrimento de práticas aprofundadas. À luz desses tensionamentos, qual alternativa expressa uma fragilidade metodológica recorrente na implementação da BNCC no ensino de Arte?
A proposta antropofágica modernista, formulada por Oswald de Andrade no Manifesto Antropófago (1928), opera como metáfora de deglutição cultural ativa, rompendo com o mimetismo colonizado e abrindo espaço para uma estética identitária complexa. No campo educacional, essa visão subsidia propostas interculturais que confrontam o cânone eurocêntrico. À luz dessas ideias, qual alternativa expressa uma prática pedagógica coerente com o princípio antropofágico como gesto de autoria crítica?
O conceito de patrimônio cultural expandiu-se nas últimas décadas, incorporando dimensões imateriais como práticas sociais, saberes tradicionais e expressões simbólicas. No campo educacional, essa ampliação é atravessada por tensões entre conservação e atualização, entre legitimidade comunitária e regulação institucional. À luz das contribuições de autores como Arantes (2010) e Candido (2000), identifique a alternativa que expressa uma limitação recorrente na abordagem escolar do patrimônio.