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A contagem de reticulócitos é um exame hematológico crucial para avaliar a atividade eritropoética da medula óssea, sendo fundamental no diagnóstico diferencial das anemias. Os reticulócitos são hemácias jovens que ainda contêm resíduos de RNA ribossômico em seu citoplasma. Para visualizá-los e contá-los, é necessária uma técnica de coloração especial, supravital, que precipita e cora essa rede de RNA. Dado o contexto, analise as afirmativas a seguir:



I. A coloração utilizada para a contagem de reticulócitos, como o azul de cresil brilhante ou o novo azul de metileno, é uma coloração supravital, o que significa que o corante é aplicado à amostra de sangue total (células vivas) antes da confecção do esfregaço, e não ao esfregaço já seco e fixado.


II. O material que se cora dentro do reticulócito, formando uma rede ou retículo de cor azul-escura, são os grânulos de RNA ribossômico residual, que não estão presentes em hemácias maduras.


III. O azul de metileno utilizado na coloração de Romanowsky (panótico) e o novo azul de metileno utilizado para reticulócitos são o mesmo corante, e a diferença na visualização do retículo deve-se apenas ao tempo de coloração empregado em cada técnica.



Está correto o que se afirma em:

 A anemia falciforme é uma das doenças hematológicas herdadas mais comuns em todo o mundo. Sobre essa anemia, assinale a alternativa INCORRETA.
É caracterizada por eritrócitos hipocrômicos e frequentemente microcíticos no sangue usualmente misturados com células normocrômicas, de modo que a sua aparência é dimórfica. A concentração sérica de ferro está aumentada, a capacidade total de ligação do ferro (TIBC) está diminuída e a porcentagem de saturação da proteína ligadora de ferro está enormemente elevada. A medula óssea apresenta um aumento acentuado da reserva de ferro, hiperplasia eritroide com evidências de hemoglobinização defeituosa. Além disso, há um aumento do número de grânulos por célula e os grânulos circundam o núcleo. Esses achados estão associados à síntese defeituosa do heme, a qual pode ser devida a qualquer um dos vários defeitos enzimáticos possíveis. Ocasionalmente, alterações tipo megaloblasto são observadas nas células eritroides, mas alterações típicas da deficiência de cobalamina ou de folato não são observadas nos granulócitos, exceto se a deficiência de folato coexistir. O trecho refere-se à:
A deficiência de ferro é a causa mais comum de anemia e é definida como a redução do ferro corpóreo total, com exaustão dos estoques e algum grau de deficiência tissular. Como a distribuição do ferro tem uma dinâmica própria, esse mineral pode ocupar diferentes compartimentos, que são afetados sequencialmente à medida que a deficiência de ferro corpóreo progride. Assim, diversos testes laboratoriais são propostos para avaliar o ferro na investigação dos distúrbios do seu metabolismo. Os depósitos de ferro nas células, encontrados como ferritina ou hemossiderina, podem ser visualizados após coloração de um aspirado de medula óssea com o corante:
“É uma anomalia caracterizada pela diminuição da concentração da hemoglobina dentro das hemácias, intraeritrocitária, e pela redução na quantidade de hemácias no sangue. Isso resulta em uma redução da capacidade do sangue em transportar o oxigênio aos tecidos. A hemoglobina, uma proteína presente nas hemácias, é responsável pelo transporte de oxigênio dos pulmões para os demais órgãos e tecidos e de dióxido de carbono destes para ser eliminado pelo pulmão. O texto acima se refere a: