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Uma criança diagnosticada com mielomeningocele classificada como deambulador domiciliar é aquela que realiza marcha em ambiente domiciliar, utilizando órteses e outros dispositivos auxiliares e necessitará de uma cadeira de rodas para o ambiente comunitário. Na avaliação da CIF, não há domínios que especifiquem o uso de órteses e a utilização de cadeiras de rodas.

A utilização da CIF proporcionou um novo olhar sobre a deficiência em relação às propostas de tratamento oferecido às crianças. Assim, um fisioterapeuta que embasa seu tratamento visando aumentar a participação e a funcionalidade da criança está trabalhando de acordo com a visão estabelecida pela CIF.

Considere uma criança diagnosticada com encefalopatia crônica não progressiva da infância ou com paralisia cerebral classificada no nível 2 pelo Gross Motor Function Classification System (GMFCS). Nessa situação, é correto afirmar que os dispositivos de mobilidade manual utilizados pela criança, como andadores e muletas, são qualificadores positivos no componente “fatores ambientais” da CIF.

No componente “fatores ambientais”, deve-se identificar, em uma escala negativa e positiva, em que medida um fator ambiental atua como um obstáculo ou como um facilitador. São exemplos de facilitadores passíveis de serem avaliados na CIF: comunicação alternativa, cadeira de rodas e veículos adaptados.

Na síndrome de Down, é frequente o atraso no desenvolvimento intelectual, característica que pode ser classificada no domínio “funções intelectuais” da CIF. E, no autismo, há a dificuldade na compreensão e na integração das funções mentais gerais, avaliada no domínio “funções psicossociais globais”.