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O vírus Zika é uma arbovirose transmitida principalmente por mosquitos do gênero Aedes aegypti. A infecção pré-natal pelo vírus está associada a malformações congênitas, entre elas a microcefalia, constituindo o quadro conhecido como Síndrome Congênita do Vírus Zika (SCZ). Essa síndrome caracteriza-se predominantemente por manifestações neurológicas, podendo incluir alterações motoras significativas, como contraturas congênitas em múltiplas articulações, déficits auditivos, visuais, além de alterações neurossensoriais e cognitivas. Na perspectiva da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), crianças com SCZ demonstram limitações no domínio atividade, com dificuldade na aquisição de habilidades motoras básicas e necessidade de auxílio para locomoção e autocuidado. Em relação à participação, enfrentam barreiras para frequentar ambientes escolares e comunitários, estando geralmente restritas ao convívio familiar. No domínio dos fatores ambientais, requerem acompanhamento contínuo por equipe interdisciplinar, uso de medicamentos e de tecnologias assistivas para promover maior independência funcional.
Com base nesse cenário, quais estratégias de intervenção fisioterapêutica apresentam melhor evidência científica para atuar sobre os domínios de: “Funções e estruturas corporais” e “Atividade e participação” em crianças com SCZ? 
Assinale a intervenção que apresenta alto nível de evidência para crianças com paralisia cerebral:
Conforme estabelecido pela Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2001, o conceito de participação refere-se ao engajamento do indivíduo em contextos de vida significativos. Esse constructo tem sido ampliado e aprofundado a partir de abordagens contemporâneas, sendo compreendido dentro de uma família conceitual que o relaciona à funcionalidade e à qualidade de vida. No campo da reabilitação, a participação tem emergido como um desfecho central, orientando avaliações e estratégias de intervenção, especialmente no contexto do desenvolvimento infantil. A seguir, analise as afirmativas relacionadas à avaliação e às intervenções com ênfase na participação de crianças e adolescentes com deficiência, e assinale se são verdadeiras (V) ou falsas (F):

( ) Uma abordagem colaborativa no estabelecimento de metas de participação favorece o engajamento da criança e da família, e aumenta as chances de que as metas traçadas sejam relevantes para os clientes.
( ) O ambiente físico, social e atitudinal pode atuar como barreira ou facilitador para a participação de crianças com deficiências e deve ser considerado na avaliação e elaboração de propostas terapêuticas.
( ) As metas de participação podem ser identificadas por meio de instrumentos de avaliação padronizados, como a Medida da Função Motora Grossa (GMFM).
( ) A frequência com que a criança comparece às atividades e a capacidade da criança em realizar as atividades são os componentes centrais da família de construtos relacionados à participação.
( ) A intervenção focada no contexto tem como ingrediente principal a prática de habilidades motoras para que a criança adquira independência em atividades relevantes do seu cotidiano, sendo uma estratégia para promover metas de participação.

Assinale a sequência correta, de cima para baixo:
A Abordagem Centrada na Família (ACF) constitui um modelo de cuidado voltado à criança e sua família, amplamente adotado nos serviços de saúde que priorizam a atenção integral. Essa abordagem reconhece todos os membros da família como participantes ativos e legítimos no processo terapêutico, promovendo um cuidado planejado, colaborativo e contextualizado. A ACF considera a criança em sua totalidade — e não apenas em função de sua condição clínica -, valorizando sua experiência global nos ambientes onde vive e interage, como o lar, a escola e a comunidade. Os princípios da Abordagem Centrada na Família estão fundamentados em qual teoria do desenvolvimento infantil? 
O desenvolvimento infantil resulta da interação dinâmica entre características individuais — incluindo fatores genéticos e hereditários —, condições biológicas relacionadas à saúde da criança e os contextos ambientais nos quais ela vive e participa, especialmente aqueles de natureza psicossocial. Nesse contexto, é fundamental que o/a fisioterapeuta atue de forma vigilante diante da presença de fatores de risco que possam comprometer o desenvolvimento infantil, "uma vez que eles podem colocar a criança em desvantagem para atingir seu potencial de desenvolvimento". Segundo Andrade, Moraes e Mendonça (apud Camargos et al., 2019), são considerados fatores de risco para o desenvolvimento infantil: