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A espirometria é um exame a partir do qual se avalia de forma funcional os fluxos e volumes pulmonares estáticos. Esse exame geralmente representa dados por meio de gráficos que podem ter dois tipos de curva, a de fluxo-volume e a de volume-tempo. A partir da espirometria, é possível identificar alterações da função pulmonar, observando uma disfunção restritiva, obstrutiva, mista ou até mesmo inespecífica. Existem dois tipos de espirometria, a estática e a dinâmica. A espirometria dinâmica por sua vez, abrange volumes, capacidades e a velocidade com que o ar deixa os pulmões, ou seja, o fluxo expiratório. O fisioterapeuta precisa saber o significado de cada parâmetro apresentado na espirometria para poder interpretá-la de forma mais precisa. Diante desse pressuposto a respeito dos volumes pulmonares e das capacidades respiratórias, assinale a alternativa que apresenta a descrição correta da capacidade vital (CV).
A avaliação do sistema respiratório e de outros órgãos permite ao fisioterapeuta determinar um programa de tratamento eficaz. Os dados da avaliação inicial devem ser comparados com dados obtidos em reavaliações subsequentes. As reavaliações permitem ajustes no plano de tratamento, de acordo com a verificação de progresso ou deterioração do estado do paciente. A anamnese, exame físico geral e exame físico específico são elementos básicos da avaliação fisioterapêutica. A inspeção (estática e dinâmica), palpação, percussão e ausculta pulmonar são componentes tradicionais da avaliação respiratória em pediatria. Assim sendo, relacione os tipos de tórax com a sua descrição correspondente e assinale a alternativa com a sequência correta.

1. Chato ou plano.
2. Tórax em tonel ou globoso.
3. Tórax infundibuliforme (pectus scavatum).
4. Tórax cariniforme (pectus carinatum).
5. Tórax cônico ou em sino.
6. Tórax cifoescoliótico.

A. Aumento do diâmetro anteroposterior e horizontalização dos arcos costais.
B. Proeminência do esterno e horizontalização de costelas.
C. Alargamento da região inferior do tórax.
D. Redução do diâmetro anteroposterior e anormalidade da convexidade anterior do tórax, diminuição dos espaços intercostais e inclinação das costelas.
E. Associação entre cifose e escoliose.
F. Abaulamento da região inferior do esterno.
Manobras e exercícios de reexpansão pulmonar fazem parte da rotina do fisioterapeuta que atua em hospitais ou em atendimento ambulatorial de pacientes com distúrbios respiratórios ou em atendimento domiciliar de pacientes acamados. Existem técnicas intra e extratorácicas, além de exercícios ativos. Cada técnica tem indicações e contraindicações, dependendo da condição clínica do paciente e do nível de hipoventilação presente. Um bom profissional deve ser capaz de escolher a melhor opção terapêutica para cada condição, considerando o potencial do paciente e seu momento na reabilitação. Diante do exposto, são contraindicações absolutas às manobras de reexpansão pulmonar, exceto:
A ventilação pulmonar mecânica não invasiva (VNI) é definida como uma forma ou técnica de ventilação mecânica por pressão positiva em que não é empregado nenhum tipo de prótese endotraqueal ou de traqueostomia, ou seja, são aquelas modalidades que permitem incrementar a ventilação alveolar por meio de dispositivos ou interfaces que podem ser máscaras nasais, máscaras faciais e prongs nasais. A ventilação mecânica não invasiva com pressão positiva pode ser aplicada em diversos modos ventilatórios, com a finalidade de aumentar a ventilação alveolar, mantendo a criança em ventilação espontânea. Para que haja adequada ventilação, é necessário haver um equilíbrio entre as estruturas musculares, o metabolismo e o comando central da respiração por meio do centro respiratório (drive). Qualquer desequilíbrio entre esses sistemas pode levar a falência ventilatória e prejuízo nas trocas gasosas, com necessidade de suporte ventilatório. O CPAP (continuous positive airway pressure), por sua vez, é uma modalidade amplamente utilizada, o CPAP se define como um sistema artificial que gera pressão transpulmonar positiva durante a fase expiratória da respiração espontânea. Diante do exposto, são efeitos fisiológicos do CPAP em crianças, exceto:
A ventilação mecânica (VM) ou o suporte ventilatório mecânico tem como objetivo substituir o ato natural de respirar, levando quantidade suficiente de ar para os pulmões, propiciando ajuste da ventilação alveolar e oxigenação do sangue arterial. A forma como o ventilador mecânico libera o ar depende do modo ventilatório programado e dos ajustes necessários em cada modo. Portanto, o conhecimento do funcionamento de cada modo ventilatório permite melhor compreensão de como realizar o ajuste mais adequado para cada paciente. Assim sendo, leia a descrição a seguir e assinale a alternativa que apresenta o nome do modo ventilatório descrito: “É um modo que procura complementar o esforço do paciente, permitindo que as forças elásticas e resistivas sejam vencidas mais facilmente. Quando o paciente inicia um esforço ventilatório, o aparelho aumenta a pressão na via aérea, gerando uma diferença de pressão entre o Y do circuito do ventilador e o alvéolo, o que libera o fluxo de ar para os pulmões. Da mesma forma que na pressão controlada, quanto maior a diferença de pressão (maior a pressão de suporte e/ou maior o esforço do paciente), maior será o pico de fluxo inicial. À medida que o alvéolo enche de ar, a pressão alveolar aumenta, reduzindo o fluxo inspiratório. Quando o fluxo inspiratório cai a um nível crítico programado pelo operador, a válvula inspiratória fecha e o aparelho cicla. Esse recurso é denominado trigger ou sensibilidade expiratória. Nessa modalidade, o paciente controla a frequência respiratória e o tempo inspiratório e, dessa forma, o volume de ar inspirado.”