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Ao analisar a transição para a modernidade industrial
em Da Divisão do Trabalho Social (1893) e as patologias
da integração em O Suicídio (1897), Émile Durkheim
formula o conceito de anomia. Na sociologia contemporânea, esse conceito é frequentemente atualizado
para compreender os impactos da racionalidade neoliberal, da flexibilização do trabalho, da violência urbana
e da desigualdade social.
À luz da teoria durkheimiana e de suas interpretações contemporâneas, assinale a alternativa que caracteriza corretamente a manifestação da anomia na sociedade atual.
À luz da teoria durkheimiana e de suas interpretações contemporâneas, assinale a alternativa que caracteriza corretamente a manifestação da anomia na sociedade atual.
Leia atentamente os fragmentos e os conceitos fundamentais da sociologia clássica sobre estratificação e
classes sociais que seguem nos textos abaixo.
Texto I "A história de todas as sociedades até hoje existentes é a história da luta de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor feudal e servo, mestre de corporação e companheiro, em resumo, opressores e oprimidos, em constante oposição uns aos outros [...]."
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. 1848.
Texto II "A 'situação de classe' baseia-se, em última análise, na situação de mercado [...]. O 'estamento', por sua vez, refere-se a uma componente da destinação vital humana condicionado por uma estimulação social específica, positiva ou negativa, de 'honra' [...]. As classes pertencem à ordem econômica, os estamentos à ordem social; os partidos, porém, vivem na esfera do poder e sua ação se dirige para a aquisição de poder social."
WEBER, Max. Economia e Sociedade [Adaptado]. Original de 1922.
Assinale a alternativa que expressa corretamente a divergência ou convergência teórica entre Karl Marx e Max Weber.
Texto I "A história de todas as sociedades até hoje existentes é a história da luta de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor feudal e servo, mestre de corporação e companheiro, em resumo, opressores e oprimidos, em constante oposição uns aos outros [...]."
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. 1848.
Texto II "A 'situação de classe' baseia-se, em última análise, na situação de mercado [...]. O 'estamento', por sua vez, refere-se a uma componente da destinação vital humana condicionado por uma estimulação social específica, positiva ou negativa, de 'honra' [...]. As classes pertencem à ordem econômica, os estamentos à ordem social; os partidos, porém, vivem na esfera do poder e sua ação se dirige para a aquisição de poder social."
WEBER, Max. Economia e Sociedade [Adaptado]. Original de 1922.
Assinale a alternativa que expressa corretamente a divergência ou convergência teórica entre Karl Marx e Max Weber.
Pierre Bourdieu afirma que
"Os sistemas simbólicos cumprem a função política de instrumentos de imposição e de legitimação da dominação, contribuindo para assegurar a dominação de uma classe sobre outra (violência simbólica), dando o reforço da sua própria força às relações de força que as fundamentam."
BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989, p. 11.
A partir da análise bourdiana, a violência simbólica constitui um importante mecanismo de reprodução das desigualdades sociais, pois atua sobre as formas pelas quais os sujeitos percebem, classificam e legitimam a ordem social. Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa correta.
"Os sistemas simbólicos cumprem a função política de instrumentos de imposição e de legitimação da dominação, contribuindo para assegurar a dominação de uma classe sobre outra (violência simbólica), dando o reforço da sua própria força às relações de força que as fundamentam."
BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989, p. 11.
A partir da análise bourdiana, a violência simbólica constitui um importante mecanismo de reprodução das desigualdades sociais, pois atua sobre as formas pelas quais os sujeitos percebem, classificam e legitimam a ordem social. Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa correta.
José de Souza Martins critica o emprego da categoria
"exclusão social" como explicação suficiente das desigualdades contemporâneas. Ao analisar as transformações
produzidas pelo capitalismo, o autor demonstra que
pessoas pertencentes à mesma classe social podem
ocupar posições distintas nos mecanismos de reprodução
da sociedade, podendo encontrar-se, inclusive, "socialmente excluídas e economicamente integradas", o que
evidencia os limites de interpretações baseadas em
uma oposição rígida entre "incluídos" e "excluídos".
Adaptado de: MARTINS, José de Souza. A sociedade vista do abismo: novos estudos sobre exclusão, pobreza e classes sociais. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 2012, p. 16-18.
A partir da percepção do autor, analise as assertivas abaixo, assinalando-as com V (verdadeiro) ou F (falso).
( ) A crítica de Martins dirige-se ao uso da categoria "exclusão social" como explicação suficiente da realidade social, uma vez que diferentes formas de inserção podem coexistir no interior da mesma estrutura de classes.
( ) Na perspectiva do autor, a categoria "excluído" corresponde a um sujeito social empiricamente identificável, cuja posição decorre da ruptura objetiva com os mecanismos de reprodução da sociedade capitalista.
( ) A inserção de indivíduos nas relações econômicas da sociedade capitalista não implica, necessariamente, acesso equivalente aos meios socialmente reconhecidos de afirmação e integração social.
( ) Para Martins, a categoria "excluído", quando tomada como definição suficiente da realidade social, tende a converter-se em um rótulo abstrato incapaz de apreender a diversidade das situações concretas produzidas pelas transformações do capitalismo.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Adaptado de: MARTINS, José de Souza. A sociedade vista do abismo: novos estudos sobre exclusão, pobreza e classes sociais. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 2012, p. 16-18.
A partir da percepção do autor, analise as assertivas abaixo, assinalando-as com V (verdadeiro) ou F (falso).
( ) A crítica de Martins dirige-se ao uso da categoria "exclusão social" como explicação suficiente da realidade social, uma vez que diferentes formas de inserção podem coexistir no interior da mesma estrutura de classes.
( ) Na perspectiva do autor, a categoria "excluído" corresponde a um sujeito social empiricamente identificável, cuja posição decorre da ruptura objetiva com os mecanismos de reprodução da sociedade capitalista.
( ) A inserção de indivíduos nas relações econômicas da sociedade capitalista não implica, necessariamente, acesso equivalente aos meios socialmente reconhecidos de afirmação e integração social.
( ) Para Martins, a categoria "excluído", quando tomada como definição suficiente da realidade social, tende a converter-se em um rótulo abstrato incapaz de apreender a diversidade das situações concretas produzidas pelas transformações do capitalismo.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
De acordo com Zygmunt Bauman,
"Na sociedade de consumidores, ninguém pode se tornar sujeito sem primeiro virar mercadoria, e ninguém pode manter segura sua subjetividade sem reanimar, ressuscitar e recarregar de maneira perpétua as capacidades esperadas e exigidas de uma mercadoria vendável."
BAUMAN, Zygmunt. Vida para Consumo: a transformação das pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
Considerando a análise de Bauman acerca da sociedade de consumidores e de suas implicações para a cidadania, analise as assertivas abaixo, assinalando-as com V (verdadeiro) ou F (falso).
( ) Na sociedade de consumidores, o reconhecimento social tende a depender crescentemente da capacidade dos indivíduos de se apresentarem como mercadorias desejáveis, fazendo do consumo um importante mecanismo de inclusão e pertencimento social.
( ) Ao subordinar o reconhecimento social à lógica do mercado, a sociedade de consumidores tende a obscurecer a cidadania enquanto conjunto de direitos universais, deslocando-a para a capacidade individual de consumir.
( ) Para Bauman, a ampliação do acesso ao consumo representa condição suficiente para assegurar a cidadania substantiva, uma vez que reduz desigualdades sociais e amplia a participação política dos indivíduos.
( ) A lógica consumista favorece a responsabilização individual pelo sucesso ou fracasso social, contribuindo para naturalizar desigualdades estruturais e enfraquecer a percepção das condições sociais que as produzem.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
"Na sociedade de consumidores, ninguém pode se tornar sujeito sem primeiro virar mercadoria, e ninguém pode manter segura sua subjetividade sem reanimar, ressuscitar e recarregar de maneira perpétua as capacidades esperadas e exigidas de uma mercadoria vendável."
BAUMAN, Zygmunt. Vida para Consumo: a transformação das pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
Considerando a análise de Bauman acerca da sociedade de consumidores e de suas implicações para a cidadania, analise as assertivas abaixo, assinalando-as com V (verdadeiro) ou F (falso).
( ) Na sociedade de consumidores, o reconhecimento social tende a depender crescentemente da capacidade dos indivíduos de se apresentarem como mercadorias desejáveis, fazendo do consumo um importante mecanismo de inclusão e pertencimento social.
( ) Ao subordinar o reconhecimento social à lógica do mercado, a sociedade de consumidores tende a obscurecer a cidadania enquanto conjunto de direitos universais, deslocando-a para a capacidade individual de consumir.
( ) Para Bauman, a ampliação do acesso ao consumo representa condição suficiente para assegurar a cidadania substantiva, uma vez que reduz desigualdades sociais e amplia a participação política dos indivíduos.
( ) A lógica consumista favorece a responsabilização individual pelo sucesso ou fracasso social, contribuindo para naturalizar desigualdades estruturais e enfraquecer a percepção das condições sociais que as produzem.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é