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Leia o trecho a seguir.

Sendo meu intento escrever algo útil para quem me ler, parece-me mais conveniente procurar a verdade efetiva das coisas do que o que se imaginou sobre elas. Muitos imaginaram repúblicas e principados que jamais foram vistos e que nem se soube se existiram de verdade, porque há tamanha distância entre como se vive e como deveria viver, que aquele trocar o que se faz por aquilo que se deveria fazer aprende antes a arruinar-se que a preservase; pois um homem que queira fazer em todas as coisas profissão de bondade deve arruinar-se entre tantos que não são bons. Daí ser necessário a um príncipe, se quiser manter-se, aprender a poder não ser bom e a valer-se ou não disto segundo a necessidade.

(Adaptado de MAQUIAVEL, N. O Príncipe. São Paulo: Hedra, 2009, p. 159.)

Com base no trecho, assinale a afirmativa que interpreta corretamente o pensamento político de Maquiavel.
Em relação às formas de governo, Aristóteles estabelece a distinção entre uma forma correta de governar e sua respectiva forma degenerada, de modo que a demagogia, como manipulação da massa pelos demagogos, constitui-se em perigo constante na  
Leia otexto a seguir.

Aqueles que somente por fortuna se tornam príncipes pouco trabalho têm para isso, é claro, mas se mantêm muito penosamente. Não têm nenhuma dificuldade em alcançar o posto, porque para aí voam; surge, porém, toda sorte de dificuldades depois da chegada.
(MAQUIAVEL. O Princípe, 1996, p. 55.)

Sobre a conquista e manutenção do poder em Maquiavel, assinale a alternativa correta.
A obra "O Príncipe", de Nicolau Maquiavel, é considerada um clássico da filosofia política. Nela, o autor:
“Temos uma forma de governo que em nada se sente inferior às leis dos nossos vizinhos, mas que, pelo contrário, é digna de ser imitada por eles. E chama-se democracia, não só porque é gerida segundo os interesses não de poucos, mas da maioria, mas também porque, segundo as leis, no que respeita a disputas individuais, todos os cidadãos são iguais.”

TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2013. p. 200.

O discurso de Péricles, narrado por Tucídides, afirma que a democracia é o governo