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“O conceito de BRICS nasceu em 2003 já com um viés marqueteiro, posto que foi criado pelo economista‐chefe do Banco Goldman Sachs, Jim O’Neill, para atrair investidores para os papéis das nações com potencial para suplantar a economia dos países desenvolvidos até 2050.”

(Pires, Marcos Cordeiro. A alforria dos emergentes. Carta na Escola. Setembro de 2014 nº 90 p.30.)


São chamados “países BRICS”:

Argentina, Brasil, Paraguai (suspenso), Uruguai, Venezuela e em 2012 o início da adesão da Bolívia, são os países que formam o bloco econômico denominado Mercado Comum do Sul (MERCOSUL). Os quatro primeiros países assinaram, em 1991, o Tratado de Assunção, com o objetivo de criar o MERCOSUL, que se estabeleceu institucionalmente em 1994.

(Miyazaki, Silvio Y. Horizontes do MERCOSUL. Geografia e Conhecimento Prático. Edição 56‐ Agosto de 2014 p.12.)


Sobre o MERCOSUL, analise as afirmativas a seguir.

I. Uma das cláusulas do MERCOSUL é de que as negociações para acordos de comércio devem ser sempre individualmente.

II. A Argentina é um importante parceiro comercial do Brasil, sendo o mais importante item nesse fluxo o comércio automotivo.

III. Entre os acordos comerciais em que o MERCOSUL está em negociação há anos, um destaque é com a União Europeia.

IV. Passados vinte anos desde o início do MERCOSUL, há plena liberdade para a circulação de mercadorias, como se pode observar entre os seus sócios: Brasil e Argentina.

V. No que se refere à entrada de novos membros no MERCOSUL, ainda que haja concordância dos governos nacionais, o ingresso somente se efetiva, quando é aprovado pelos parlamentos de cada um dos países.


Estão corretas as afirmativas

Uma das características do mundo atual é a exigência de fluidez para a circulação de ideias, mensagens, produtos ou dinheiro, interessando aos atores hegemônicos. A fluidez contemporânea é baseada nas redes técnicas, que são um dos suportes da competitividade. Daí a busca voraz de ainda mais fluidez, levando à procura de novas técnicas ainda mais eficazes. A fluidez é, ao mesmo tempo, uma causa, uma condição e um resultado.
SANTOS, M. A natureza do espaço: tempo e técnica, razão e emoção. São Paulo: Edusp,2008.
A fluidez é uma realidade do meio geográfico do terceiro milênio e se traduz, entre outras realidades, na interdependência dos mercados financeiros, concretizada
Os novos subespaços não são igualmente capazes de rentabilizar uma produção. Cada combinação tem sua própria lógica e autoriza formas de ação específicas a agentes econômicos e sociais específicos. Os lugares se especializam, em função de suas virtualidades naturais, de sua realidade técnica, de suas vantagens de ordem social. Isso responde à exigência de maior segurança e rentabilidade para capitais obrigados a uma competitividade sempre crescente. Isso conduz a uma marcante heterogeneidade entre as unidades territoriais, com uma divisão do trabalho mais profunda e, também, uma vida de relações mais intensa.
Fonte: SANTOS, M. A natureza do espaço: tempo e técnica, razão e emoção. São Paulo: Edusp,2008.
O fragmento acima se trata das disputas entre subespaços, no âmbito da lógica capitalista, que se evidencia com a internacionalização das economias e a dinâmica das empresas multinacionais. Esse processo é conhecido como
Desde que o capitalismo retomou sua expansão pelo mundo, em seguida à Segunda Grande Guerra Mundial, muitos começaram a reconhecer que o mundo estava se tornando o cenário de um vasto processo de internacionalização do capital. Algo jamais visto anteriormente em escala semelhante, por sua intensidade e generalidade. O capital perdia parcialmente sua característica nacional, tais como a inglesa, norte-americana, alemã, japonesa, francesa ou outra, e adquiria uma conotação internacional. Ao mesmo tempo em que começavam a predominar os movimentos e as formas de reprodução do capital em escala internacional, este capital alterava as condições dos movimentos e das formas de reprodução do capital em âmbito nacional. Aos poucos, as formas singulares e particulares do capital, âmbitos nacional e setorial, subordinaram-se às formas do capital em geral, conforme seus movimentos e suas formas de reprodução em âmbito internacional. IANNI, O. Teorias da Globalização.9 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,2001.
O processo de que trata o texto está intimamente ligado à