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História Clínica: Paciente, 28 anos, nuligesta, comparece ao consultório ginecológico queixando-se de dor pélvica crônica há cerca de 3 anos, com piora progressiva. Refere dismenorreia intensa (escala visual analógica de dor = 9/10) que não melhora com antiinflamatórios não esteroidais (AINEs), além de dispareunia de profundidade e episódios de disquezia (dor ao evacuar) durante o período menstrual.



- Exame Físico: Ao toque vaginal combinado, apresenta útero retrovertido, com mobilidade reduzida e dor à mobilização cervical. Presença de espessamento e nodularidade dolorosa em região de ligamentos uterossacros e fundo de saco posterior.


- Exames Complementares: A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve demonstraram focos de endometriose profunda acometendo ligamentos uterossacros e parede anterior do reto (comprometendo a camada muscular, sem invasão da mucosa), além de um endometrioma de 4 cm no ovário esquerdo. Diante do quadro refratário e do desejo de gestação futura, optou-se pela abordagem cirúrgica por videolaparoscopia.



Com base no caso clínico exposto e nas diretrizes atuais sobre o diagnóstico e tratamento cirúrgico da endometriose por videolaparoscopia, assinale a alternativa INCORRETA: 

Uma gestante de 26 anos, G2P1 (parto vaginal prévio a termo), com 18 semanas de gestação por dados ecográficos do primeiro trimestre, dá entrada na emergência obstétrica queixando-se de dor em cólica na região hipogástrica de forte intensidade e sangramento vaginal em moderada quantidade com presença de coágulos há 4 horas. Ao exame físico: corada, desidratada (+/4+), hemodinamicamente estável (PA: 110/70 mmHg, FC: 82 bpm). Ao exame especular: sangramento ativo em moderada quantidade pelo colo uterino. Ao toque vaginal: colo uterino centralizado, apagado e com dilatação de 3 cm, sendo possível palpar o polo inferior da bolsa amniótica íntegro. A ultrassonografia realizada à beira leito demonstra feto único, pélvico, com batimentos cardiofetais presentes e rítmicos de 145 bpm.



Considerando o quadro clínico exposto e a literatura médica atual sobre o abortamento tardio, assinale a alternativa INCORRETA: 

Paciente, 28 anos, primigesta, com 34 semanas de gestação, comparece à consulta de pré-natal de urgência com queixa de cefaleia holocraniana persistente que não melhora com analgésicos comuns, associada a embaçamento visual e dor no quadrante superior direito do abdômen. Ao exame físico, apresenta-se consciente, orientada, com Pressão Arterial (PA) de 165/110 mmHg (confirmada após 15 minutos de repouso) e edema de membros inferiores (3+/4+). O exame de fita reagente de urina revelou proteinúria de 2+. Os exames laboratoriais demonstram plaquetas em 85.000/mm³, creatinina de 1,2 mg/dL e transaminases hepáticas (TGO e TGP) três vezes acima do valor de referência do limite superior.



Com base no quadro clínico e laboratorial apresentado, assinale a alternativa INCORRETA:

Uma gestante de 32 anos, multípara (G3P2A0), com idade gestacional de 31 semanas e 4 dias, procura o pronto-atendimento obstétrico relatando sangramento vaginal de início súbito, em quantidade moderada, com coloração vermelho-viva. Ela nega dores abdominais ou contrações uterinas. Ao exame físico, apresenta-se hemodinamicamente estável (PA: 110x70 mmHg, FC: 82 bpm), com útero indolor, tônus uterino normal (sem hipertonia) e batimentos cardiofetais presentes e normais (142 bpm). A ultrassonografia transvaginal realizada na semana anterior confirmou o diagnóstico de placenta prévia oclusiva total. Considerando o caso clínico e as diretrizes atuais para o manejo da placenta prévia, assinale a alternativa INCORRETA: 
A Doença Hemolítica Perinatal (DHPN), também conhecida como eritroblastose fetal, é uma afecção imunológica decorrente da incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o feto. Sobre a fisiopatologia, diagnóstico e manejo dessa condição, assinale a alternativa INCORRETA: