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Segundo Bauman (2001), “a ‘fábrica fordista’, o modelo mais cobiçado e avidamente seguido da racionalidade planejada no tempo da modernidade pesada, era o lugar do encontro face a face, mas também do voto de ‘até que a morte nos separe’ entre o capital e o trabalho. Esse casamento era de conveniência e necessidade — raramente de amor —, mas era para durar ‘para sempre’ (o que quer que isso significasse em termos da vida individual), e com frequência durava. Era essencialmente monogâmico — e para ambas as partes. O divórcio estava fora de questão. Para o bem ou para o mal, as partes unidas no casamento deveriam permanecer unidas; uma não poderia sobreviver sem a outra”. Considerando as ideias apresentadas pelo autor nesse trecho, assinale a alternativa correta. 
A partir da abordagem exposta na obra “Ciência, tecnologia e sociedade” (Silva, 2024), analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:

I. O desenvolvimento contínuo da ciência e tecnologia traz consigo uma gama de desafios éticos e sociais que exigem reflexão e abordagens cuidadosas.

E

II. Dilemas relativos à privacidade e segurança cibernética, agravamento de desigualdades sociais e impactos ambientais, repercussões sobre a estrutura tradicional do mercado de trabalho e riscos potenciais associados com a inteligência artificial são exemplos emblemáticos que refletem a complexidade da relação entre avanços tecnológicos e a sociedade.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta. 
A pandemia de Covid-19 afetou sociedades caracterizadas por diferentes estruturas produtivas, sistemas de proteção social e padrões de distribuição de recursos.
Atividades profissionais foram reorganizadas, serviços públicos enfrentaram pressões excepcionais e diferentes estratégias de proteção passaram a depender de condições materiais concretas.
A interpretação histórica desse acontecimento permite relacionar uma emergência sanitária mundial às estruturas sociais sobre as quais ela incidiu.
Com base nessa perspectiva, examine as afirmações seguintes. 
I.A capacidade de reduzir contatos presenciais variou conforme ocupação profissional, condições domiciliares e recursos disponíveis aos diferentes grupos sociais.
II.A disseminação de uma mesma doença pode produzir efeitos sociais distintos quando incide sobre populações submetidas a condições desiguais de proteção e vulnerabilidade.
III.As desigualdades observadas durante a crise decorreram fundamentalmente das medidas sanitárias adotadas, pois diferenças socioeconômicas anteriores tiveram influência secundária sobre seus efeitos.
IV.A pandemia pode ser historicamente investigada como conjuntura capaz de revelar e simultaneamente aprofundar desigualdades já existentes.
V.A ampliação dos recursos tecnológicos durante a emergência reduziu estruturalmente as diferenças sociais relacionadas ao trabalho, à escolarização e ao acesso aos serviços públicos.
Está correto o que se afirma em:
"O trabalhador digital, chamado de 'parceiro', 'colaborador' ou 'empreendedor de si mesmo', está, na verdade, sendo submetido a uma nova e intensificada forma de subordinação, onde o algoritmo atua como o novo gerente invisível."
Fonte: ANTUNES, R. O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. São Paulo: Boitempo, 2018. Adaptado.
Em relação às transformações do mundo do trabalho discutidas acima, podemos reconhecer que a:

Anthony Giddens, em sua clássica reflexão sobre a globalização, destaca quatro grandes vetores conceituais fundamentais à compreensão das transformações sociais contemporâneas . São essas "dimensões da globalização"