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Homem de 24 anos, previamente hígido, procura o serviço de emergência por dispneia progressiva, tosse seca, dor torácica, febre, náuseas e episódios de vômitos há 8 dias. Relata ter iniciado uso diário de cigarro eletrônico há aproximadamente 1 ano. Nas últimas 6 semanas, passou a utilizar também cartuchos adquiridos informalmente contendo tetraidrocanabinol (THC).
Ao exame: temperatura 38,1 oC, frequência cardíaca 112 bpm, frequência respiratória 28 irpm, pressão arterial 118 × 72 mmHg e saturação de O? de 89% em ar ambiente. À ausculta pulmonar, apresenta crepitações finas bilaterais, sem sibilos.
Os exames laboratoriais mostram: hemoglobina 14,2 g/dL; leucócitos 16.800/mm³, com 84% de neutrófilos e 2% de eosinófilos; plaquetas 328.000/mm³; proteína C reativa 126 mg/L; creatinina 0,9 mg/dL. Testes moleculares para SARS CoV 2 e influenza são negativos. Hemoculturas e culturas de escarro não demonstram crescimento bacteriano, e a investigação microbiológica complementar não identifica agente infeccioso.
A radiografia de tórax evidencia opacidades pulmonares bilaterais difusas. A tomografia computadorizada mostra opacidades em vidro fosco bilaterais, multifocais, com relativa preservação subpleural, sem derrame pleural.
Diante da hipoxemia, o paciente é internado e recebe oxigenoterapia. Após avaliação clínica e exclusão razoável de etiologia infecciosa, considera-se o emprego de glicocorticoide sistêmico.

Com base nos achados clínicos, laboratoriais e radiológicos apresentados, assinale a opção que melhor estabelece o diagnóstico, a conduta terapêutica e o mecanismo farmacológico relacionado ao tratamento.
Mulher de 64 anos é encontrada confusa após cirurgia ortopédica. Usa tramadol, sertralina e linezolida iniciada por infecção de prótese. Está febril, agitada, com diaforese, diarreia, midríase, tremor, hiperreflexia difusa e clônus induzível nos tornozelos. CK é 650 U/L.

O diagnóstico e a conduta inicial mais adequados são 
Homem de 29 anos, previamente hígido, procura atendimento por edema progressivo há 12 dias, inicialmente periorbitário e posteriormente em membros inferiores. Nega hematúria macroscópica, artralgias, lesões cutâneas, febre ou infecção recente. Não utiliza anti-inflamatórios não esteroides, lítio ou outras medicações de uso contínuo.
Ao exame físico, apresenta PA de 138 × 86 mmHg, edema simétrico 3+/4+ em membros inferiores e discreta ascite. Não há sinais de congestão pulmonar ou hipoperfusão periférica.
Os exames laboratoriais mostram: Creatinina: 1,0 mg/dL; Ureia: 34 mg/dL; Albumina: 1,8 g/dL; Colesterol total: 326 mg/dL; LDL colesterol: 224 mg/dL; Triglicerídeos: 218 mg/dL; C3 e C4: normais; FAN: não reagente; HBsAg, anti-HCV e HIV: negativos; Proteinúria de 24 horas: 9,6 g; EAS: proteínas 4+ | 2 hemácias/campo | ausência de cilindros hemáticos ou leucocitários.
A biópsia renal demonstra glomérulos sem alterações significativas à microscopia óptica. A imunofluorescência não evidencia depósitos de imunoglobulinas ou complemento. A microscopia eletrônica revela apagamento difuso dos processos podocitários, sem depósitos eletrondensos.
Foi iniciado tratamento específico. Após 12 semanas, a proteinúria caiu para 180 mg/24 h, a albumina sérica aumentou para 3,9 g/dL e houve resolução completa do edema.

Considerando o diagnóstico mais provável, a resposta terapêutica observada e o mecanismo de ação do tratamento de primeira linha, assinale a afirmativa correta. 
Homem de 34 anos procura unidade de Atenção Primária após ter sido informado de que sua parceira recebeu diagnóstico recente de hepatite B. Está assintomático e nega vacinação prévia contra hepatite B. Relata episódio de icterícia autolimitada há aproximadamente 8 anos, sem investigação etiológica na ocasião.
Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, anictérico e sem sinais de hepatopatia crônica.
A investigação laboratorial atual demonstra: HBsAg: não reagente; anti-HBs: reagente, 126 mUI/mL; anti-HBc total: reagente; anti-HBc IgM: não reagente; HBeAg: não reagente; anti-HCV: reagente; HCV-RNA: não detectável; anti-HAV IgG: reagente; anti-HAV IgM: não reagente.

Com base exclusivamente nos dados apresentados e na interpretação dos marcadores sorológicos e moleculares, assinale a afirmativa correta. 
Mulher, 74 anos, com hipertensão arterial, diabetes Mellitus tipo 2, fibrilação atrial crônica e comprometimento cognitivo moderado, é internada por dispneia progressiva aos mínimos esforços e dor vaga em hemitórax direito. Ao exame físico, encontra-se afebril e hemodinamicamente estável, com PA de 125 × 75 mmHg e FC de 78 bpm. À ausculta pulmonar, observa-se redução acentuada do murmúrio vesicular nos terços médio e inferior do hemitórax direito, associada à macicez à percussão.
A tomografia computadorizada de tórax evidencia derrame pleural volumoso à direita, com atelectasia compressiva do parênquima adjacente, cardiomegalia e discreto derrame pericárdico, sem linfonodomegalias mediastinais. É realizada toracocentese de alívio e diagnóstica, com retirada de aproximadamente 800 mL de líquido de aspecto serossanguinolento.
Durante a internação, a paciente recebe ceftriaxona e azitromicina por hipótese de infecção respiratória comunitária, além de diurético. A análise inicial do líquido pleural apresenta celularidade prejudicada pela presença acentuada de fibrina. Não foram determinadas as concentrações pleurais de proteínas, LDH ou glicose. O pH pleural informado pelo laboratório foi de 9,0, sem documentação das condições de coleta e processamento da amostra.
Exames séricos mostram leucócitos de 12.100/mm³, proteína C reativa de 2,0 mg/dL, albumina de 3,7 g/dL e LDH de 402 U/L.

Caso a avaliação radiológica de controle demonstre persistência ou reacúmulo significativo do derrame pleural, a conduta mais apropriada para estabelecer sua etiologia é