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A história da psiquiatria é marcada por diferentes paradigmas explicativos sobre os transtornos mentais. No século XIX, houve uma transição importante entre modelos moralistas e organicistas. Sobre essa mudança, é CORRETO afirmar que: 
Uma paciente de 40 anos, previamente saudável, apresentou quadro súbito de desorganização comportamental, discurso incoerente e produção delirante polimórfica (ideias persecutórias, místicas e de referência), associado a alucinações transitórias e labilidade afetiva. A paciente nega uso prévio de substâncias psicoativas. O episódio evoluiu em menos de 48 horas, com a remissão completa em três semanas após tratamento com antipsicótico atípico em baixa dose.
Na nosologia moderna este quadro seria classificado como um transtorno psicótico breve (DSM-5) ou transtorno psicótico agudo e transitório (CID-10/11).
Na tradição da nosologia clássica da escola francesa, como era denominado o transtorno descrito no caso clínico? 
Uma das propostas de atendimento da reforma psiquiátrica é o hospital-dia, que vem se distribuindo por todo País como forma de melhorar o padrão assistencial na psiquiatria, com apoio das leis estaduais, que dispõem sobre a extinção progressiva dos manicômios e sua substituição por outros recursos assistenciais, recebendo também, aprovação da Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. (MONTEIRO, A. R. M; BARROSO, M. G. T. A família e o doente mental usuário do hospital dia – Estudo de um caso. Rev. Latino am. Enfermagem. Ribeirão Preto. V. 8. n 6. p. 20-26. dezembro 2000.) A partir da leitura do texto, e de seus conhecimentos sobre o assunto, é correto afirmar: 
Leia o trecho a seguir.

O paradigma psiquiátrico clássico transformou loucura em doença e produziu uma demanda social por tratamento e assistência, distanciando o louco do espaço social e transformando a loucura em objeto do qual o sujeito precisa distanciar-se para produzir saber e discurso. A ligação intrínseca entre sociedade e loucura/sujeito que enlouquece é artificialmente separada e adjetivada com qualidades morais de periculosidade e marginalidade.

Adaptado de AMARANTE, Paulo. Loucos pela vida. A trajetória da Reforma psiquiátrica no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1995, p. 46.

Considerando a crítica ao modelo psiquiátrico clássico apresentada no trecho acima, é correto afirmar que, de acordo com os princípios da Reforma Psiquiátrica brasileira, a pessoa em sofrimento psíquico é compreendida como 
Leia os trechos a seguir.

I. Incumbe à União, aos Estados e aos Municípios, nos termos das leis respectivas: assegurar amparo aos desvalidos, criando serviços especializados e animando os serviços sociais, cuja orientação procurarão coordenar; estimular a educação eugênica; amparar a maternidade e a infância; socorrer as famílias de prole numerosa; proteger a juventude contra toda exploração, bem como contra o abandono físico, moral e intelectual; adotar medidas legislativas e administrativas tendentes a restringir a moralidade e a morbidade infantis; e de higiene social, que impeçam a propagação das doenças transmissíveis; cuidar da higiene mental e incentivar a luta contra os venenos sociais.

Fonte: Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 16 de julho de 1934.

II. É responsabilidade do Estado o desenvolvimento da política de saúde mental, a assistência e a promoção de ações de saúde aos portadores de transtornos mentais, com a devida participação da sociedade e da família, a qual será prestada em estabelecimento de saúde mental, assim entendidas as instituições ou unidades que ofereçam assistência em saúde aos portadores de transtornos mentais.

Fonte: Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001.

Com base nos trechos e no processo histórico da Reforma Psiquiátrica Brasileira, assinale a opção que apresenta corretamente a mudança ocorrida no modelo de atenção à saúde mental no Brasil.