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A arte contemporânea frequentemente desafia os limites entre artista, obra e público, transformando a experiência estética em um campo de experimentação conceitual e social. Nesse contexto, diversas artistas mulheres alcançaram reconhecimento internacional ao desenvolver obras que exploram a participação do público, a memória histórica e as relações de poder. Entre essas artistas destacam-se Marina Abramović, autora da performance Ritmo 0; Adriana Varejão, conhecida por obras como Azulejões e exposições internacionais como Otros cuerpos detrás no Museo Tamayo, no México; e Rosana Paulino, criadora da obra Bastidores. Essas obras exploram diferentes linguagens — performance, pintura/instalação e fotografia costurada — para discutir temas como violência simbólica, colonialidade e identidade.

Observe atentamente as imagens e textos a seguir.

Imagem associada para resolução da questão

Fonte: Disponível em: https://www.singulart.com/blog/ Acesso em: 27 fev.2026.

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Fonte: Disponível em: https://d7hftxdivxxvm.cloudfront.net/ Acesso em: 27 fev.2026.


Imagem associada para resolução da questão

Fonte: Disponível em: https://mam.org.br/wp-content/ Acesso em: 27 fev.2026.


É uma obra composta por um conjunto de fotografias de mulheres negras, reproduzidas sobre tecido e presas em bastidores em formato circular.

Considerando o contexto, analise os itens a seguir.

I- Os episódios de violência registrados em Ritmo 0, Imagem 20, evidenciam a vulnerabilidade do artista e a dimensão ética da interação artística. Essa é uma Performance e não pode ser considerada body art, pois o corpo da artista não constitui o principal suporte material da obra, embora a ação explore diretamente os limites físicos e simbólicos do corpo diante do público.
II- A obra da Imagem 21, de Adriana Varejão, utiliza o padrão ornamental dos azulejos coloniais portugueses para evocar a herança visual da colonização no Brasil. Ao rasgar simbolicamente essa superfície decorativa e expor uma massa que remete à carne, a artista cria uma metáfora visual que associa a estética refinada da cultura colonial às violências históricas que sustentaram o processo de colonização. Dessa forma, a obra confronta o observador com a contradição entre a aparência ornamental da tradição luso-brasileira e as relações de poder, exploração e conflito que marcaram o período colonial, transformando o azulejo em signo crítico da memória histórica.
III- Na obra Bastidores, Rosana Paulino utiliza fotografias de mulheres negras costuradas em bastidores de bordado, criando uma imagem na qual linhas atravessam ou suturam os rostos retratados. Essa estratégia visual transforma uma técnica tradicionalmente associada ao espaço doméstico em instrumento de crítica social, abordando racismo estrutural, memória histórica e a condição das mulheres negras.
IV- Observando as imagens,17 e apresentadas, percebe-se que as três artistas utilizam linguagens distintas — performance 16 18 participativa, instalação com referências históricas e fotografia bordada — para discutir relações entre Arte e sociedade. Apesar das diferenças formais, suas obras convergem ao estimular reflexão crítica sobre violência simbólica, memória cultural e relações de poder.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Observe a obra Horizons, 1994, instalada no parque de esculturas Gibbs Farm, na Nova Zelândia, e analise as afirmações a seguir sobre o artista Neil Dawson e o contexto de sua produção artística:

Imagem associada para resolução da questão
Fonte: Disponível em: https://publicdelivery.org/neil-dawson-horizons/. Acesso em: 26 fev.2026.

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Fonte: Disponível em: https://revistahaus.com.br/haus/estilo-cultura/escultura-cartoon-nova-zelandia-neil-dawson/. Acesso em: 26/ fev.2026.

“As mulheres produzem obras de arte desde a Antiguidade, mas durante grande parte desse período elas foram excluídas, ignoradas e quase sempre suprimidas da história da arte. Embora seja provável que muitos artistas pré-históricas fossem mulheres (existem evidências de marcas deixadas por mãos femininas) e Plínio, o Velho (23-79 d.C.) tenha mencionado seis artistas do gênero feminino da Grécia antiga em sua obra História Natural de 77 d.C., as artistas mulheres raramente foram reconhecidas e, durante séculos, foram impedidas de ingressar em sociedades e academias de arte, fazer cursos de arte, frequentar aulas com modelos-vivos, participar de concursos artísticos e expor suas obras” (Hodge,2021, p.6).
Fonte: HODGE, S. Breve história das artistas mulheres: um guia de bolso para os principais movimentos, obras, inovações e temas. São Paulo: Olhares,2021.

Considerando o contexto, analise os itens a seguir:

I- Estão entre as artistas da Antiguidade relacionadas por Plínio: Timarete, conhecida por ter pintado uma imagem de Ártemis (Diana) em Éfeso; Irene, que pintou a figura de uma donzela em Elêusis, além de um retrato de uma mulher idosa e o retrato do gigante Calipso; Calipso, mencionada brevemente como autora de retratos; e Fridakahlo, considerada mais rápida que seus colegas homens e cuja arte era tão valorizada que seus quadros custavam mais caro que os de pintores renomados da época.
II- Iaia de Cízico (ou Lala) é uma das artistas mais famosas entre as presentes na lista de Plínio. Ela era conhecida por pintar com encáustica (cera quente). O processo da encáustica é diferente da têmpera (que usa ovo) e do afresco (pigmento sobre gesso úmido), pois utiliza a cera de abelha como aglutinante. Lala realizou obras em marfim, e a encáustica era ideal para suportes pequenos e luxuosos porque apresentava vantagens desejadas em quesitos como durabilidade, textura e brilho.
III- Na Antiguidade, a formação artística ocorria principalmente através de guildas, oficinas familiares e o patrocínio de escolas filosóficas. Entre os centros e escolas mais influentes que moldaram a arte clássica, estão: A Escola de Sicião (Grécia); A Escola “ ” de Rodes (Grécia/Período Helenístico); A Escola de Pérgamo; Oficinas de Neo-Aticismo (Roma); Academia Imperial de Belas Artes – AIBA (Alexandria); e A Escola de Belas Artes de Atenas – ASFA (Atenas – Nova York).
IV- Na Antiguidade, a arte frequentemente participava de uma cultura pública de competição e prestígio. Os (concursos agónespúblicos formais) eram centrais, sobretudo nas artes performáticas, mas artistas visuais também disputavam encomendas, reconhecimento e patronos. Há registros de festivais pan-helênicos, disputas por comissões escultóricas e arquitetônicas e relatos clássicos de rivalidades artísticas, como o episódio de Zeuxis e Parrásio descrito por Plínio.
V- As aulas com modelo vivo são a prática de desenhar, pintar ou esculpir o corpo humano a partir da observação direta de uma pessoa real, que posa nua ou semivestida para os artistas. Na Antiguidade, essa prática era a base da mimese (imitação da realidade). Hoje, porém, a prática não é mais utilizada em treinamentos acadêmicos, pois o advento da fotografia e dos modelos 3D digitais, permitem que todas as nuances de cor e profundidade sejam replicadas fielmente pelas máquinas, substituindo o olho humano.

É o que se afirma apenas em CORRETO :
A arte brasileira, em diferentes períodos históricos, tem exercido uma função social e crítica, operando não apenas como produção estética, mas como forma de interpretação e problematização da realidade nacional. Por meio de palavras, músicas, imagens, performances, objetos e intervenções, artistas abordam temas como desigualdade, identidade, memória, violência, trabalho e pertencimento cultural, mobilizando o público para a empatia e para a reflexão. A historiografia da arte no Brasil reconhece que, sobretudo a partir do Modernismo e das vertentes contemporâneas, a produção artística passa a assumir de modo explícito o diálogo com contextos sociais e políticos, ampliando o papel da arte como linguagem de debate público.

A respeito dos consagrados artistas brasileiros que exemplificam esse engajamento, analise as assertivas abaixo, considerando, também, as imagens associadas a elas.

I- Tarsila do Amaral, com Retirantes (1944), conforme Retirantes imagem 6, denuncia a fome e a migração forçada no Nordeste.
Q32_1.png (245×269)
Fonte: Disponível em: https://assets.masp.org.br/uploads/temp/ Acesso em: 24 fev.2026.

II- Birico, com Operários (1933), conforme imagem 7, Operários problematiza a industrialização e a diversidade social do trabalho urbano.
Q32_2.png (286×253)
Fonte: Disponível em: https://bykamy.com.br/media/magpleasure/mpblog. Acesso em: 24 fev.2026.

III- Di Cavalcanti, com Samba (1925), conforme imagem 8, retrata o samba como manifestação e como resistência, colocando, ainda, a população negra e mestiça no centro da composição.
Q32_3.png (209×246)
Fonte: Disponível em: https://media.gazetadopovo.com.br/2012/08/Acesso em: 24 fev.2026.

IV– Hélio Oiticica, com os Parangolés (décadas de 1960 e 1970), imagem 9, incorpora participação popular e crítica às hierarquias culturais.
Q32_4.png (241×258)
Fonte: Disponível em: https://midias-publicas.enciclopedia.itaucultural.org.br/Acesso em: 24 fev.2026.

É CORRETO o que se afirma apenas em:



A BNCC orienta que a apreciação artística considere os modos como as obras emergem de contextos específicos, articulando materialidades, sistemas simbólicos e disputas históricas. Ao planejar uma atividade comparativa entre produções artísticas de diferentes épocas e culturas, qual abordagem demonstra maior coerência com essa orientação?