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“As mulheres produzem obras de arte desde a Antiguidade, mas durante grande parte desse período elas foram excluídas, ignoradas e quase sempre suprimidas da história da arte. Embora seja provável que muitos artistas pré-históricas fossem mulheres (existem evidências de marcas deixadas por mãos femininas) e Plínio, o Velho (23-79 d.C.) tenha mencionado seis artistas do gênero feminino da Grécia antiga em sua obra História Natural de 77 d.C., as artistas mulheres raramente foram reconhecidas e, durante séculos, foram impedidas de ingressar em sociedades e academias de arte, fazer cursos de arte, frequentar aulas com modelos-vivos, participar de concursos artísticos e expor suas obras” (Hodge,2021, p.6).
Fonte: HODGE, S. Breve história das artistas mulheres: um guia de bolso para os principais movimentos, obras, inovações e temas. São Paulo: Olhares,2021.

Considerando o contexto, analise os itens a seguir:

I- Estão entre as artistas da Antiguidade relacionadas por Plínio: Timarete, conhecida por ter pintado uma imagem de Ártemis (Diana) em Éfeso; Irene, que pintou a figura de uma donzela em Elêusis, além de um retrato de uma mulher idosa e o retrato do gigante Calipso; Calipso, mencionada brevemente como autora de retratos; e Fridakahlo, considerada mais rápida que seus colegas homens e cuja arte era tão valorizada que seus quadros custavam mais caro que os de pintores renomados da época.
II- Iaia de Cízico (ou Lala) é uma das artistas mais famosas entre as presentes na lista de Plínio. Ela era conhecida por pintar com encáustica (cera quente). O processo da encáustica é diferente da têmpera (que usa ovo) e do afresco (pigmento sobre gesso úmido), pois utiliza a cera de abelha como aglutinante. Lala realizou obras em marfim, e a encáustica era ideal para suportes pequenos e luxuosos porque apresentava vantagens desejadas em quesitos como durabilidade, textura e brilho.
III- Na Antiguidade, a formação artística ocorria principalmente através de guildas, oficinas familiares e o patrocínio de escolas filosóficas. Entre os centros e escolas mais influentes que moldaram a arte clássica, estão: A Escola de Sicião (Grécia); A Escola “ ” de Rodes (Grécia/Período Helenístico); A Escola de Pérgamo; Oficinas de Neo-Aticismo (Roma); Academia Imperial de Belas Artes – AIBA (Alexandria); e A Escola de Belas Artes de Atenas – ASFA (Atenas – Nova York).
IV- Na Antiguidade, a arte frequentemente participava de uma cultura pública de competição e prestígio. Os (concursos agónespúblicos formais) eram centrais, sobretudo nas artes performáticas, mas artistas visuais também disputavam encomendas, reconhecimento e patronos. Há registros de festivais pan-helênicos, disputas por comissões escultóricas e arquitetônicas e relatos clássicos de rivalidades artísticas, como o episódio de Zeuxis e Parrásio descrito por Plínio.
V- As aulas com modelo vivo são a prática de desenhar, pintar ou esculpir o corpo humano a partir da observação direta de uma pessoa real, que posa nua ou semivestida para os artistas. Na Antiguidade, essa prática era a base da mimese (imitação da realidade). Hoje, porém, a prática não é mais utilizada em treinamentos acadêmicos, pois o advento da fotografia e dos modelos 3D digitais, permitem que todas as nuances de cor e profundidade sejam replicadas fielmente pelas máquinas, substituindo o olho humano.

É o que se afirma apenas em CORRETO :
A arte brasileira, em diferentes períodos históricos, tem exercido uma função social e crítica, operando não apenas como produção estética, mas como forma de interpretação e problematização da realidade nacional. Por meio de palavras, músicas, imagens, performances, objetos e intervenções, artistas abordam temas como desigualdade, identidade, memória, violência, trabalho e pertencimento cultural, mobilizando o público para a empatia e para a reflexão. A historiografia da arte no Brasil reconhece que, sobretudo a partir do Modernismo e das vertentes contemporâneas, a produção artística passa a assumir de modo explícito o diálogo com contextos sociais e políticos, ampliando o papel da arte como linguagem de debate público.

A respeito dos consagrados artistas brasileiros que exemplificam esse engajamento, analise as assertivas abaixo, considerando, também, as imagens associadas a elas.

I- Tarsila do Amaral, com Retirantes (1944), conforme Retirantes imagem 6, denuncia a fome e a migração forçada no Nordeste.
Q32_1.png (245×269)
Fonte: Disponível em: https://assets.masp.org.br/uploads/temp/ Acesso em: 24 fev.2026.

II- Birico, com Operários (1933), conforme imagem 7, Operários problematiza a industrialização e a diversidade social do trabalho urbano.
Q32_2.png (286×253)
Fonte: Disponível em: https://bykamy.com.br/media/magpleasure/mpblog. Acesso em: 24 fev.2026.

III- Di Cavalcanti, com Samba (1925), conforme imagem 8, retrata o samba como manifestação e como resistência, colocando, ainda, a população negra e mestiça no centro da composição.
Q32_3.png (209×246)
Fonte: Disponível em: https://media.gazetadopovo.com.br/2012/08/Acesso em: 24 fev.2026.

IV– Hélio Oiticica, com os Parangolés (décadas de 1960 e 1970), imagem 9, incorpora participação popular e crítica às hierarquias culturais.
Q32_4.png (241×258)
Fonte: Disponível em: https://midias-publicas.enciclopedia.itaucultural.org.br/Acesso em: 24 fev.2026.

É CORRETO o que se afirma apenas em:



A BNCC orienta que a apreciação artística considere os modos como as obras emergem de contextos específicos, articulando materialidades, sistemas simbólicos e disputas históricas. Ao planejar uma atividade comparativa entre produções artísticas de diferentes épocas e culturas, qual abordagem demonstra maior coerência com essa orientação?

A imagem abaixo retrata a artista Ana das Carrancas (1923-2008):


Imagem associada para resolução da questão

Ana das Carrancas tornou-se uma das principais artistas populares do Vale do São Francisco.

Sua obra é reconhecida principalmente por

Observe a pintura de Victor Meirelles e leia o texto que segue.


Imagem associada para resolução da questão


Meirelles atingiu a convergência rara de formas, intenções e significados que fazem com que um quadro entre poderosamente dentro de uma cultura. Esta imagem do descobrimento dificilmente poderá vir a ser apagada, ou substituída. Ela é a primeira missa do Brasil. São os poderes da arte fabricando a História.

(Jorge Coli. A pintura e o olhar sobre si [...]. Em: Marcos C. Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva, p.384. Grifo do autor)

Na análise do historiador Jorge Coli, a pintura em referência