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Lygia Clark negou, na expressão da sua arte, o quadro como um apoio para a representação, afirmando-o como objeto-símbolo. Ao criar os Bichos, a artista transita em espaços da arte não desbravados. Para o crítico Ferreira Gullar, o trabalho de Lygia Clark cria uma categoria de obra definida por ele como um não-objeto.
Na arte Neoconcreta, o não-objeto de Lygia Clark
A artista Anitta Malfatti, expoente do Modernismo Brasileiro, contribuiu para as bases de novas estéticas visuais com sua poética particular. Suas cinquenta e três obras expostas em sua segunda exposição individual, na cidade de São Paulo no ano de 1917, impactaram a vida artística do país e abriram caminho para a Semana da Arte Moderna, ocorrida em 1922.
Na produção artística de Anita Malfatti,
STERN, Grete. Botella del mar. Sueño No 5.1950. Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA), Buenos Aires. Adapta A imagem apresentada refere-se à Arte Moderna produzida na América Latina no século XX. Grete Stern, artista alemã radicada na Argentina, realizou, na década de 1940, a mais extensa série fotográfica de sua obra: “Os sonhos”. Os trabalhos para essa série consistiam em interpretações gráficas de depoimentos de sonhos enviados por leitoras da época à revista Idilio.
A série “Os sonhos”, ao abordar o universo feminino em imagens,
Depois dos “ready-made” de Duchamp, a arte nunca mais voltou a ser a mesma. Com ele, o ato criativo foi reduzido a um nível espantosamente rudimentar: à decisão singular, intelectual e largamente aleatória de chamar “arte” a este ou aquele objeto ou atividade. Duchamp deu a entender que a arte podia existir fora dos veículos convencionais e “manuais” da pintura e da escultura, e para além das considerações de gosto; seu ponto de vista era que a arte se relacionava mais com as intenções do artista do que com qualquer coisa que ele fizesse com as próprias mãos ou sentisse a respeito de beleza.
SMITH, Roberta. Arte Conceitual. In: Conceitos da Arte Moderna: com 123 ilustrações. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991. p.2 - 3. Adaptado.
O trecho acima se refere ao seguinte movimento da segunda metade do século XX:
Desde os anos 1990, as tecnologias digitais de informação e comunicação têm ampliado e transformado as linguagens artísticas.
As configurações atuais da Arte Tecnológica têm se fundido com a vida contemporânea, num processo viral de trocas incessantes entre o mundo real e o simulado. Criam-se trabalhos híbridos, nos quais o digital e o analógico, o natural e o artificial, o real e o virtual, se atravessam. A tecnologia passou a ser vista como um fator constitutivo da vida humana e, com a biotecnologia, a própria vida. As pesquisas científicas são reapropriadas e se transformam em linguagens artísticas, através do uso da interatividade, virtualidade, sistemas híbridos e imersão.
RAMOS, Ivan. In: Bienal Arte Digital: Linguagens Híbridas/ Livro-catálogo. Rio de Janeiro: Oi Futuro,2018. Adaptado.
A arte contemporânea abarca inúmeras possibilidades, a partir das tecnologias digitais. Considerando-se essas transformações, a Arte Digital