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A definição etimológica de História Contemporânea indica que a compreensão de uma época não se refere simplesmente ao entendimento de um passado distante, mas a uma compreensão que vem de uma experiência da qual ele participa como todos os outros indivíduos. Contudo, na França, a expressão “História Contemporânea” possui outra significação. No último terço do século XIX, nós consideramos que a data inaugural da História Contemporânea foi a Revolução Francesa. Entretanto a palavra “contemporâneo” significa “ao mesmo tempo” e isso designa certa percepção ideológica da História, que se baseia em uma ideia simples, pois a civilização, o universo espaço-tempo no qual nós vivemos na França nasceu com a Revolução Francesa. Evidentemente essa afirmação não é falsa, mas também não é verdade.

Adaptado de AREND, Silvia; Fábio Macedo. “Sobre a história do tempo presente: entrevista com o historiador Henry Rousso”, Tempo e Argumento, vol.1, n.1, p.202.

Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o autor considera que a História Contemporânea
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Essa perspectiva não tem nada a ver com história local. Os historiadores que trabalham segundo essa abordagem se debruçam, reduzindo a escala, sobre problemas muito gerais. Contudo, são frequentemente acusados de desvalorizar outras abordagens, mas a questão é outra. Por vezes nos deparamos com problemas que não conseguimos explicar; por isso, buscamos mudar a escala para verificar se nos confrontamos com outras realidades e com questões diferentes. Na verdade, pretendemos exatamente a generalização.
Adaptado de LEVI, Giovanni. O pequeno, o grande e o pequeno, Revista Brasileira de História, v.37, nº 74,2017, pp.169-170.

Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a abordagem historiográfica descrita.
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Memória e história, longe de serem sinônimos, aparecem em oposição fundamental. A memória é vida, aberta à dialética entre lembrar e esquecer, vulnerável à manipulação e à apropriação. A história, por sua vez, é a reconstrução, sempre problemática e incompleta, daquilo que já não existe. A memória é um fenômeno sempre atual; a história, por ser uma produção intelectual e secular, exige análise e crítica.

Adaptado de NORA, Pierre. Between Memory and History: Les Lieux de Mémoire, Representations, No.26,1989, p.8

Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente a distinção estabelecida pelo autor entre memória e história.
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I. As Leis da Natureza permitiram aos primeiros pensadores do Iluminismo demolir as pretensões mal fundamentadas do preconceito humano. As ideias do passado tornaram-se inadequadas. A obscuridade dos tempos antigos, que misturava necessidades sociais e realidade natural, significados e mecanismos, signos e coisas, deu lugar a uma aurora luminosa que separava claramente a causalidade material da imaginação humana. As ciências naturais finalmente definiram o que era a Natureza, e cada nova disciplina científica que surgia era percebida como uma revolução que libertava o conhecimento de seu passado pré-científico, de seu “Antigo Regime”.

Adaptado de LATOUR, Bruno. We have never been modern. Cambridge: Harvard University Press,1993, p.35.

II. Para muitos estudiosos do Iluminismo, parece haver uma ruptura radical. Nessa interpretação, o foco central é o suposto culto do Iluminismo à ciência, à razão e à universalidade, bem como a uma forma de poder/conhecimento baseada no controle tanto do mundo físico quanto do social. No entanto, quando se começa a questionar o que realmente estava implícito por trás desse motor de mudança cultural e social, abrem-se caminhos para reavaliar o chamado “projeto do Iluminismo”. Questiono a noção de um projeto iluminista unificado, orientado e impulsionado por uma linguagem da natureza baseada na filosofia natural mecanicista, que reduzia a natureza a um mecanismo e os seres humanos a máquinas ou autômatos.

Adaptado de REILL, Peter. Vitalizing nature in the enlightenment. Berkeley: University of California Press,2005, p.3.

Com base na leitura dos trechos, assinale a opção que descreve corretamente a interpretação dos autores sobre o Iluminismo.
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Observe a imagem a seguir e leia sua descrição.


Imagem associada para resolução da questão


Fonte: Chez L’Epicier, Republican Schoolteacher,1793, Biblioteca Nacional da França.



Uma professora ao mesmo tempo sedutora e maternal instrui seu aluno nos princípios da liberdade. Juntos, leem a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. O seio esquerdo exposto da mulher acentua o papel nutridor desempenhado tanto pela família quanto pelo Estado, ao qual o menino pertence. A linha que separa mãe e professora, assim como aquela entre natureza e cultura, é transposta na ideologia republicana, pois a mulher “natural” transmite intuitivamente os princípios da liberdade à geração seguinte.



Adaptado de LANDES, Joan. Visualizing the Nation. Gender, Representation, and Revolution in Eighteenth-Century France. Ithaca: Cornell University Press,2002, p.159.



Com base na imagem e em sua descrição, é correto afirmar que, no contexto pós-Revolução Francesa, a alegoria representou as mulheres como