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Considerando os avanços obtidos pelo Serviço Social no campo da produção de conhecimento sobre o trabalho, é possível afirmar que a profissão tem amadurecido de forma significativa no debate sobre a instrumentalidade, compreendendo esta como uma determinada propriedade constitutiva da profissão, construída e reconstruída no processo sócio-histórico. Entretanto, ainda se faz presente o desafio no trânsito entre a bagagem teórica acumulada e a concretude das ações no âmbito das estratégias, técnicas e dos instrumentos do trabalho profissional. Nesse sentido, é correto afirmar que:
No âmbito do Serviço Social, a compreensão do território é fundamental para o planejamento e a realização do exercício profissional. Considerando a abordagem crítica e socioterritorial, assinale a alternativa correta:
Em um CREAS, uma assistente social, pressionada a cumprir metas e com alta demanda de atendimentos, organiza seu trabalho priorizando instrumentos padronizados (relatórios sintéticos, formulários fechados e pareceres com base normativa). Em reunião de equipe, fala que “a instrumentalidade no Serviço Social se expressa na capacidade de aplicar técnicas e instrumentos corretamente, sendo a dimensão crítica importante, porém não determinante para a efetividade da intervenção”. Conforme a concepção de Yolanda Guerra, analise as assertivas a seguir:
I. A centralidade relacionada à técnica, ainda que em contexto de pressão institucional, não descaracteriza a instrumentalidade, que se realiza prioritariamente no domínio técnico-operativo.
II. A fala da assistente social representa uma compreensão parcial da instrumentalidade, pois dissocia indevidamente as dimensões técnico-operativas e teórico-metodológicas.
III. A instrumentalidade, enquanto mediação, permite compreender que a prática profissional pode ser contraditória, inclusive conflitante pelas determinações institucionais.
IV. A ênfase em instrumentos padronizados pode ser compatível com a perspectiva crítica da instrumentalidade, desde que esses instrumentos sejam utilizados de forma consciente e articulados ao projeto ético-político.
V. A fala da assistente social está alinhada à perspectiva de Yolanda Guerra ao reconhecer a não centralidade da dimensão crítica na intervenção.
Quais estão corretas? 
Ao inserir o Serviço Social na divisão sociotécnica do trabalho, essa abordagem permite apreender tanto o significado sócio-histórico da profissão, quanto as particularidades de sua instrumentalidade.

É correto afirmar que, na perspectiva apontada por Guerra (2018), o conceito de instrumentalidade 
Embora o Serviço Social tenha sido regulamentado como “profissão liberal” no Brasil, o/a assistente social exerce seu trabalho majoritariamente como assalariado de instituições públicas ou privadas que operacionalizam políticas e serviços sociais. Desse modo, o Serviço Social incorpora algumas características das “profissões liberais”. Sobre a profissão, analise as afirmações a seguir e marque a alternativa CORRETA:
I - As características das “profissões liberais” lhe confere relativa autonomia na condução do seu trabalho, entre as quais: singularidade na relação com seus usuários; caráter não rotineiro de seu trabalho; capacidade de apresentar propostas de intervenção a partir de seus conhecimentos técnicos; presença de uma deontologia e de um Código de Ética; regulamentação legal que dispõe sobre o exercício profissional, competências, atribuições privativas e fóruns para disciplinar e defender o exercício da profissão.
II - Mesmo com as características “definidoras” de sua profissionalidade, o Serviço Social mantém traços de uma profissão em cuja origem, e até os tempos atuais, estão presentes elementos vocacionais como valorização de qualidades pessoais e morais; apelo ético, religioso ou político como justificativa de seu engajamento; discurso altruísta e desinteressado; presença do primado “do ser sobre o saber”.
III - No desenvolvimento do Serviço Social profissional, a presença da histórica tensão entre “valores da profissão” e os papéis “que objetivamente lhe foram alocados resultou numa hipertrofia dos primeiros na autorrepresentação profissional — resultando num voluntarismo que, sob formas distintas, é sempre flagrante no discurso profissional”.