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Considerando a história do jornalismo e dos jornalistas no Brasil, a partir da leitura do texto a seguir, é CORRETO afirmar que: 
“Um marco importante é delineado na década de 1950, quando o padrão de jornalismo norte-americano aos poucos começa a se tornar dominante entre os grandes jornais no Brasil. O jornalismo literário, predominante até aquele momento, passa a ceder espaço a um jornalismo que se apresenta como neutro, imparcial, objetivo. Nos anos subsequentes, durante a ditadura civilmilitar, muitos jornalistas fizeram um contraponto a essa tendência ao ligarem-se a causas políticas. O perfil do jornalista naquele momento, era o do intelectual engajado e romântico, normalmente associado a utopias voltadas para a criação de num mundo mais justo. (…)
 Durante o processo de redemocratização e em anos posteriores, o jornalismo de matriz norte-americana continuaria a ser apropriado por jornais brasileiros. Em tal conjuntura, torna-se cada vez mais comum o “jornalismo cidadão”, em que periódicos dedicam grande parte de seu espaço para a veiculação de queixas de consumidores. Essa orientação, ao mesmo tempo que faz avançar a eficiência de órgãos de defesa do consumidor, coloca o jornalista em situação contraditória à ética do seu ofício, alinhando-o a interesses de determinados indivíduos. Outra vertente do jornalismo dos Estados Unidos é o chamado “denuncismo”. Na ânsia pela conquista de leitores, jornais e revistas buscam escândalos de personalidades públicas para turbinar suas vendas. Por vezes, fazem um trabalho apressado, sem averiguação aprofundada de fontes, e assim submetem indivíduos sem culpa a julgamentos injustos da parte dos leitores; em outras, trazem à luz casos de corrupção que de outra forma ficariam longe dos olhos do público”.
(FONTE: QUELER, Jefferson José. Jornais e jornalistas em perspectiva histórica, 2020)
“Os sertões”, de Euclides da Cunha, “Gomorra”, de Roberto Saviano, “Todos os homens do presidente”, de Bob Woodward e Carl Bernstein e “Notícia de um sequestro”, de Gabriel García Márquez são considerados livros-reportagem.

Tais obras são caracterizadas por apresentar elementos do jornalismo
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As redações são divididas em editorias, que correspondem, geralmente, às áreas de interesse e atividade da cobertura jornalística. Elas podem ser sobre polícia, política, economia, entre outras. Além disso, elas podem ser divididas entre notícias, reportagens, notas e outras maneiras de contar a informação. A captação das informações para construir a notícia requer alguns conhecimentos. A respeito do assunto, assinale a alternativa correta.
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“Meio termo entre jornalismo e literatura. Tem o interesse pela atualidade, mas procura ultrapassar o simples fato. O autor não prescinde do acontecimento, mas paira sobre o fato, fazendo com que se destaque no texto o enfoque pessoal. É um gênero marcadamente impressionista, sendo resultado da impressão que o fato causa no autor. Tem como representantes grandes nomes, como Machado de Assis, Clarisse Lispector e Nelson Rodrigues.” As características anteriores se referem a que tipo de texto jornalístico?

Jorge de Sá, no livro Crônica (São Paulo: Ática), nos afirma que esse gênero jornalístico “surge primeiro no jornal, herdando a sua precariedade, esse seu lado efêmero de quem nasce no começo de uma leitura e morre antes que se acabe o dia, no instante em que o leitor transforma as páginas em papel de embrulho, ou guarda os recortes que mais lhe interessam num arquivo pessoal”. Sobre a crônica podemos acrescentar que


I. também assume essa transitoriedade, dirigindo-se inicialmente a leitores apressados, que leem nos pequenos intervalos da luta diária.

II. os acontecimentos são extremamente rápidos, e o cronista precisa de um ritmo ágil para poder acompanhá-los.

III. sua estrutura literária é idêntica a do conto, tanto na parte psicológica como na parte narrativa.

IV. sua sintaxe lembra alguma coisa desestruturada, solta, mais próxima da conversa entre dois amigos do que propriamente do texto escrito.


Está correto o que se afirma APENAS em