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Um fonoaudiólogo recebe uma criança de 5 anos com queixa escolar de 'fala infantilizada' e dificuldade em ser compreendida por colegas e professores. Durante a anamnese, os pais relatam que a criança fala muito, mas 'come' pedaços das palavras e troca muitos sons. O profissional suspeita de um Transtorno dos Sons da Fala (TSF), que pode ser de origem fonética (articulatória) ou fonológica (linguística). A seleção de instrumentos e protocolos de avaliação é determinante para o diagnóstico diferencial e o planejamento terapêutico adequado. Assim, analise as afirmativas a seguir.

I.A aplicação de um teste de rastreio, como o Teste de Triagem de Desenvolvimento Denver II (TTDD), é suficiente para estabelecer o diagnóstico fidedigno de Transtorno Fonológico, dispensando a avaliação fonética e a análise da fala espontânea.
II.A avaliação do sistema estomatognático (motricidade orofacial) é irrelevante em casos de TSF, pois as 'trocas de sons' são de origem puramente linguística (nível fonológico) e não têm relação com a mobilidade ou tônus de lábios e língua.
III.O diagnóstico diferencial entre um desvio fonético e um transtorno fonológico é crucial: o primeiro envolve uma incapacidade de produzir o som fisicamente (ex: ceceio por projeção de língua), enquanto o segundo envolve uma falha no sistema de regras de contrastes fonêmicos do idioma (ex: a criança produz o som [s] isoladamente, mas o omite ou substitui na fala, como 'apo' para 'sapo').

Assinale a alternativa que apresenta somente a(s) proposição(ões) CORRETA(S): 
O diagnóstico fonoaudiológico no Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige análise detalhada do perfil comunicativo e linguístico da criança. As características que constituem achados consistentes com o padrão linguístico-comunicativo observado em crianças com TEA estão presentes em:
Uma criança de 2 anos e 6 meses foi levada à avaliação fonoaudiológica. Segundo os pais, compreende bem ordens simples e complexas, interage com familiares, fala cerca de 30 palavras isoladas e não formula frases. Não há histórico de alterações neurológicas, auditivas ou comportamentais. Diante desse quadro, a hipótese mais compatível é: 
Um paciente adulto, após AVC isquêmico no hemisfério esquerdo, apresenta fala não fluente, esforço articulatório, 'tateio' (groping) ao tentar pronunciar palavras, e erros inconsistentes (acerta a palavra em um momento e erra no outro). A compreensão auditiva está preservada e não há fraqueza muscular significativa na língua ou lábios. Qual é a hipótese diagnóstica mais provável? 
Durante a avaliação de uma criança de 2 anos e 6 meses, o fonoaudiólogo observa que a mesma utiliza gestos dêiticos e representativos, compreende ordens simples, mas possui um vocabulário expressivo restrito a poucas palavras isoladas, sem combinação de duas palavras. Considerando os marcos do desenvolvimento da linguagem, assinale a alternativa CORRETA sobre o atraso observado.