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Considere o texto a seguir:

    Quando se estuda historicamente a estrutura fundiária no Brasil, ou seja, a forma de distribuição e acesso à terra, verifica-se que, desde os primórdios do período colonial, essa distribuição foi desigual. Dois instrumentos estão na origem de grande parte dos latifúndios do país e são frutos da herança colonial, quando a terra era doada pela Coroa aos membros da corte.

(Ariovaldo Umbelino de Oliveira, “Agricultura brasileira: transformações recentes”, em Jurandyr L. Sanches Ross [org.], Geografia do Brasil. Adaptado)

Quais são os instrumentos mencionados no texto?
Leia o texto a seguir:

     A presença insignificante de escravos legítimos não impediu que os contornos ideológicos da escravidão indígena em São Paulo ganhassem corpo ao longo do século 17. De fato, a introdução de milhares de índios demandou a criação de uma estrutura institucional que ordenasse as relações entre senhores e escravos. Apesar da legislação contrária ao trabalho forçado dos povos nativos, os paulistas conseguiram contornar os obstáculos jurídicos e moldar um arranjo institucional que permitiu a manutenção e a reprodução de relações escravistas.

(John M. Monteiro, Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. Adaptado)

Tal arranjo institucional, segundo a obra referenciada, significou que os
Leia o texto a seguir:

    No dia 7 de maio de 1730, o governador das Minas Gerais, d. Lourenço de Almeida, escreveu ao rei reclamando dos “contínuos delitos” cometidos nas Minas por “bastardos, carijós, mulatos e negros”. Nas palavras de d. Lourenço, não havia tempo em que as estadas não estivessem cheias de negros ladrões e matadores, e é preciso que se castigue com pena de morte executando-se nestas vilas para exemplo dos mais negros porque não havendo castigo podem ir crescendo então grande número que venham a dar o mesmo cuidado que deram os Palmares em Pernambuco, além das muitas mortes que fazem carijós, mulatos e bastardos.

(Carlos Magno Guimarães, “Mineração, quilombos e Palmares”, em João José Reis e Flávio dos Santos Gomes [org.], Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. Adaptado)

Na manifestação do governador das Minas Gerais, é possível constatar a

“Com a criação da Capitania do Cabo Norte, os administradores adotaram uma política de defesa para garantir as possessões já ocupadas militarmente e levar adiante a construção de fortificações que dessem segurança às tropas e às populações da região.” (CARVALHO, Jõao Rênor Ferreira de. Momentos de História da Amazônia. Imperatriz: Ética, 1998, p.182).

Sobre a construção dessas fortificações, assinale a proposição CORRETA.

Segundo estimativas de Vicente Sales, havia em Macapá, no ano de 1788, cerca de setecentos e cinquenta escravos africanos, sendo a fuga de escravos uma realidade constante. Sobre a problemática da fuga de escravos em Macapá, analise as afirmativas que seguem. I - As fugas de escravos para a Guiana Francesa começaram no momento em que por decreto, o governo Francês aboliu a escravidão definitivamente em suas colônias. II - Apesar das fugas constantes entre Grão-Pará e Guiana Francesa as autoridades de ambos os lados não costumavam trocar os fugitivos capturados. III - Havia receio por parte do governo do Grão-Pará de que os franceses procurassem atrair e envolver os negros fugitivos nos seus propósitos de expansão de suas fronteiras. IV - As fugas de escravos para a Guiana Francesa se intensificaram desde o término da Cabanagem, engrossadas por desertores, réus de polícia, vadios e quilombolas.
Estão CORRETAS