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A historiografia apresentada por autores como Maria Yedda Linhares enfatiza que a colonização portuguesa no Brasil não se limitou a um modelo rígido de “colônia de exploração”, mas se estruturou por meio de articulações políticas, sociais e econômicas que integravam os interesses da Coroa e das elites locais. O sistema colonial funcionava, portanto, a partir de mecanismos de negociação, de redes de poder e de adaptação das instituições ibéricas às condições americanas. Considerando essa interpretação, assinale a alternativa correta. 
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Ao utilizar os mapas, com destaque para a incorporação de terras, um professor de Geografia pretende organizar uma atividade com o objetivo de refletir sobre a formulação do pensamento espacial sobre o processo de formação territorial do Brasil com base nas dinâmicas econômicas entre os séculos XVI e XIX. Qual proposta atende ao objetivo da atividade do professor?
No debate historiográfico sobre as relações entre Estado e sociedade no Brasil colonial, Boris Fausto apresenta duas interpretações opostas: uma que enfatiza a centralidade do Estado português como força dominante e outra que destaca a supremacia local dos grandes proprietários rurais. Sobre essas duas leituras, assinale a alternativa correta. 
Leia o trecho a seguir:

“A descrição dá início a uma tópica ainda hoje frequente no país, que entende a conquista como um ‘encontro pacífico’, a despeito das diferenças políticas, culturais e linguísticas. Essa nova gente capturou a curiosidade de Caminha: ‘A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem-feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem fazem mais caso de cobrir nem mostrar suas vergonhas, e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto’. O escrivão se espanta com suas ‘peles vermelhas e cabelos escorregadios’, e ademais com o fato de serem bonitos de corpo e alma. Começava com essa percepção certa ladainha de vida longa, que construiu a imagem de um ‘bom selvagem’ brasileiro […].Evidentemente deslumbrado, o relato de Caminha inaugurava, também, outro mito recorrente. O da natureza pacífica, de uma conquista sem violência, uma comunhão que unificou a todos, num mesmo coração e religião. [...] por mais que o tempo mostrasse o oposto: genocídio de um lado, conquista de outro.”
STARLING, Heloísa; SCHWARCZ, Lilia. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
Relacionando o trecho com os conhecimentos históricos sobre a formação da colonização portuguesa na América, assinale a alternativa que expressa como o trecho dialoga com as interpretações historiográficas acerca do “encontro” entre portugueses e populações indígenas. 
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Para problematizar o tema abordado pela charge e dialogar com a história da escravidão transatlântica moderna, uma proposta de intervenção para os Anos Finais do Ensino Fundamental deve