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Leia o trecho abaixo e complete a lacuna:
O texto trata-se do primeiro capítulo do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. A obra é bastante conhecida por ser um dos romances que inaugurou o _____ no Brasil.
Urupês, Cidades Mortas e Negrinha, livros de contos, centralizam a experiência regionalista do autor e constituem o melhor que arquitetou como ficcionista. O universo dos contos desses livros é sempre o mesmo: as “itaocas”, cidadezinhas do Vale do Paraíba Paulista, com suas casas de tapera, ruas mal iluminadas, políticos corruptos, patriotadas, ignorância e miséria. Sua vivência de promotor público e fazendeiro nessas “cidades mortas”, arruinadas após o fastígio do café, orienta a fidelidade à paisagem regional e reforça a ironia com que critica o caipira, o capiau, personificado nos “jecas-tatus”, nos “urupês” (parasitas que vegetam no oco da madeira), nos “piolhos da terra”. Referimo-nos a:

O regionalismo: a situação do homem do campo é apresentada sem a idealização característica do Arcadismo e do Romantismo. A denúncia social: as obras denunciam a realidade brasileira, destacando aspectos como a desigualdade social, a exploração, entre outros. As personagens: entram em cena o sertanejo, o caipira, os funcionários públicos, os moradores do subúrbio e da periferia. Os cenários: em foco o interior paulista, lugar das narrativas de Monteiro Lobato, o subúrbio carioca, onde circulam as personagens de Lima Barreto, o sertão nordestino, de Os Sertões, de Euclides da Cunha. Os temas: os fatos políticos, a economia, a cultura do povo, os movimentos populares. A obra Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, por exemplo, tematiza o governo de Floriano Peixoto. A obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, relata a Guerra de Canudos.

Esses são alguns comentários referentes ao:

Paulo Honório relata sua vida de conquistador de propriedades, por meio do roubo, da usura, da violência. Foi assim que se tornou dono de uma fazenda, onde trabalhara no eito. A decadente fazenda fora recebida em herança por Luís Padilha, que era jogador e bebia demais. Paulo Honório faz Padilha endividar-se, empresta-lhe dinheiro e, finalmente, consegue a hipoteca da propriedade.
Impossibilitado de pagar as dívidas, Padilha entrega-lhe a fazenda. Na condição de proprietário, Paulo Honório consegue transformar a fazenda próspera; sua vitória estava quase completa: possuía terras, acumulara dinheiro e prestígio. Faltava, porém, um herdeiro; por isso, decide casar-se. Conhece Madalena, professorinha “loura e bonita”, mas sobretudo uma pessoa humanitária. Consumado o casamento, a esposa não admite ser transformada em objeto de posse. Enciumado, Paulo Honório começa a criar fantasmas absurdos a respeito da mulher. A pressão e a rudeza dele levam Madalena ao suicídio. Desesperado, Paulo Honório é incapaz até mesmo de amar o filho que Madalena lhe dera. Então, decide escrever sua história de vida, marcada pelo desencontro entre o ter (a posse) e o ser (a essência).
Falamos de:
“Predomínio da razão sobre a emoção; retorno aos ideais clássicos greco-latinos; uso de formas clássicas (epopeia, ode, lira, écloga); concepção do homem como medida de todas as coisas; valorização da vida em contato com a natureza; uso da medida nova; utilização de elementos da mitologia greco-latina; paganismo; clareza, mentalidade aberta, intensidade vital, ímpeto progressista, euforia, ânsia de glória, apreço pelo humano, sentido do nu artístico, primado da razão; Universalismo, apego aos valores transcendentais (o Belo, a Verdade, a Perfeição), o mundo e o homem, e não determinado país ou indivíduo.”
Essas são características do: