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“Está em curso no Brasil um verdadeiro genocídio. A violência tem se tornado um flagelo para toda a sociedade, difundindo o sofrimento, generalizando o medo e produzindo danos profundos na economia. Entretanto, os efeitos mais graves da nossa barbárie cotidiana não se distribuem aleatoriamente. Como tudo no Brasil, também a vitimização letal se distribui de forma desigual: são sobretudo os jovens pobres e negros, do sexo masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pagado com a vida o preço da nossa insensatez coletiva. O problema alcançou um ponto tão grave que já há déficit de jovens do sexo masculino na estrutura demográfica brasileira. (...) Um jovem pobre e negro caminhando pelas ruas de uma grande cidade brasileira é um ser socialmente invisível. Uma das formas mais eficientes de tornar alguém invisível é projetar sobre ele ou ela um estigma, um preconceito. (...) Um dia, um traficante dá a um desses jovens uma arma. Quando um desses meninos nos parar na esquina, apontandonos esta arma, estará provocando em cada um de nós um sentimento – o sentimento do medo, que é negativo, mas é um sentimento. Ao fazê-lo, saltará da sombra em que desaparecera e se tornará visível. A arma será o passaporte para a visibilidade. (...) O jovem pede a carteira; aponta a arma para minha cabeça e pede a carteira. Pede, não. Ordena. Velha fórmula: a bolsa ou a vida. Leva o dinheiro. Com a grana, compra um tênis de marca.”


Soares, L.E. “Juventude e violência no Brasil contemporâneo. Em MAIA, M. S. (org) Por uma ética do cuidado. Garamond, p.323-355. (adaptado).


Do dilema entre se esse fenômeno é matéria para a psicologia ou é caso de polícia, a posição de Soares é a de que:

O conceito do Bem-Viver é um conceito central nas “Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) para a atuação de psicólogas(os) com povos tradicionais (CFP, 2019)”. Sobre esse importante conceito, analise as afirmativas seguintes.
I. É uma noção complexa e heterogênea, formada por uma diversidade de pensamentos e experiências sociais de muitos grupos.
II. É, antes de mais nada, um conjunto de práticas, conceitos e concepções que sintetizam propostas alternativas às noções socialistas.
III. Suas raízes do pensamento estão localizadas nas tradições das utopias latino-americanas.
IV. As propostas de Bem-Viver são construções ideológico-partidárias desenvolvidas a partir de movimentos sociais e populares de distintos países e territórios.
Estão corretas
De acordo com as Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) com Povos Tradicionais (2019), a Psicologia, historicamente, construiu pressupostos teóricos e metodológicos, tendo como base um modelo de humanidade pretensiosamente universal, branco, patriarcal e eurocentrado. Diante das intervenções e demandas dos movimentos sociais, a Psicologia brasileira tem sido interpelada a rever sua construção científica clássica, bem como o modo de se realizar como psicologia crítica. Dentre as opções abaixo descritas, a opção que se coaduna com o imperativo ético-político de revisão da Psicologia em uma perspectiva crítica é  
O racismo pode manifestar-se de diferentes formas e em distintos níveis na sociedade, influenciando tanto estruturas institucionais quanto relações interpessoais. Sobre o conceito de racismo e suas formas, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O racismo institucional refere-se a ações individuais de discriminação realizadas por pessoas em posições de poder, visando diretamente prejudicar indivíduos de outras raças.
II. O racismo interpessoal ocorre nas interações entre indivíduos, manifestando-se em desigualdades e discriminações baseadas em raça ou cor.
III. O racismo pessoal ou internalizado é uma forma de racismo que afeta apenas a população negra, enquanto a população branca é isenta de comportamentos ou pensamentos internalizados que reforçam estereótipos raciais.
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O famoso psicólogo social Leon Festinger desenvolveu um constructo teórico para explicar os conflitos decorrentes da tomada de decisões frente a dois ou mais elementos cognitivos que não são coerentes entre si. Um exemplo, trazido pelo próprio Festinger, foi o da dona de casa que participava de uma seita que pregava o fim do mundo em 1954. Ao perceberem que o mundo não acabou, os membros da seita desenvolveram a crença de que isso não ocorrera em função de sua fé. Assim, em vez de abandonar o grupo, muitos membros aumentaram sua crença, ignorando os dados da realidade e se convencendo das próprias narrações.
Essa teoria é conhecida como
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