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Na Paraíba, entre os anos de 2004 a 2012, foram reconhecidas 36 comunidades quilombolas. Estão localizadas, em sua maioria, em áreas rurais, com exceção das comunidades quilombolas de Paratibe e do Talhado Urbano, que estão situadas nas áreas urbanas dos municípios de João Pessoa e Santa Luzia, respectivamente, como já destacamos. Com relação às comunidades que estão localizadas em áreas rurais, existe a particularidade do Gurugi, comunidade que incide em uma área de assentamento já emancipado. O maior número de comunidades está localizado na Mesorregião do Sertão, com dezenove quilombos, seguido pelo Agreste Paraibano, com oito, Borborema com cinco e Zona da Mata Paraibana com quatro comunidades. Essa espacialização justifica- se no processo de construção e ocupação do espaço agrário paraibano[...] . 

MONTEIRO, Karoline dos Santos. As mulheres quilombolas na Paraíba: terra, trabalho e território. 2013. 233 f. Dissertação (Mestrado em [Programa]) – Universidade Federal da Paraíba, Centro de Ciências Exatas e da Natureza, João Pessoa, 2013.

Ao trabalhar o tema comunidades quilombolas da Paraíba, o professor de História aplicaria o conceito histórico de
As sociedades americanas foram constituídas por processos de colonização, formação de Estados nacionais, deslocamentos populacionais e disputas envolvendo grupos com experiências históricas distintas. Nesse contexto, identidades sociais e culturais podem adquirir dimensão política quando mobilizadas por sujeitos que reivindicam reconhecimento, direitos ou territórios.

Com base nessas relações, qual alternativa interpreta CORRETAMENTE a formação de identidades e lutas sociais nas Américas?
Moradores de uma região afetada por mudanças no transporte coletivo organizaram associação, produziram levantamento sobre os deslocamentos cotidianos, apresentaram suas demandas em audiência pública e posteriormente participaram de reuniões de acompanhamento da política municipal.
Parte das reivindicações foi incorporada pelo governo, enquanto outras permaneceram objeto de mobilizações e negociações, demonstrando que participação institucional e ação coletiva podem assumir relações diferentes conforme a trajetória de uma demanda.
A situação permite examinar mecanismos de participação cidadã a partir das práticas efetivamente desenvolvidas pelos atores, e não de uma oposição prévia entre Estado e sociedade civil.
Diante dessa situação, qual interpretação está correta?
Conforme Maria da Glória Gohn,
"Para analisar esses saberes, deve-se buscar as redes de articulações que os movimentos estabelecem na prática cotidiana e indagar sobre a conjuntura política, econômica e sociocultural do país quando as articulações acontecem. Essas redes são essenciais para compreender os fatores que geram as aprendizagens e os valores da cultura política que vão sendo construídos no processo interativo."

GOHN, Maria da Glória. Movimentos sociais na contemporaneidade. Revista Brasileira de Educação, v. 16, n. 47, p. 334, 2011.

A partir das ponderações da autora sobre movimentos sociais, assinale a alternativa correta. 
Em uma comunidade com histórico de baixa participação em ações coletivas, a equipe responsável por um projeto social decidiu iniciar um processo de mobilização. Antes de propor atividades concretas, os profissionais optaram por desenvolver ações voltadas à sensibilização dos moradores. Nesse contexto, essa etapa se justifica por: