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Ser turista é uma das características da experiência moderna e implica, inclusive, status social para muitas pessoas nas sociedades atuais (Urry, 2001). Não viajar pode ser equiparado a não ter um carro ou uma casa propria, e existem aqueles hoje que defendem que é necessário viajar para a saúde física e mental. E, segundo Urry (2001), a prática social do turismo é construída em relacionamento com o seu oposto: as práticas sociais do trabalho, seja das tarefas do lar, seja do emprego remunerado. E é Urry (2001) que afirma: nas sociedades modernas boa parte da população viaja ou irá viajar em algum momento da vida para fins não laborais, mas de pura contemplação e fruição, objetivos de qualquer turista.

URRY, John. O olhar do turista: lazer e viagens nas sociedades contemporâneas. São Paulo: Studio Nobel/SESC, 2001.

Com base no exposto, assinale a afirmação correta. 
Para Antunes (2018), existe uma nova morfologia da classe trabalhadora no século XXI, que compreende o operariado herdeiro das eras taylorista e fordista – o qual está em relativo processo de encolhimento especialmente nos países centrais do capitalismo mundial – e os novos proletários precarizados de serviços, parte integrante e crescente da “classe-que-vive-dotrabalho”. Trabalhadores e trabalhadoras que com frequência oscilam entre a heterogeneidade em sua forma de ser de gênero, de etnia, de geração, de qualificação, de nacionalidade e a homogeneização que resulta da condição crescentemente pautada pela precarização. Uma classe trabalhadora, em síntese, que é segmentada, mas que, cada vez mais, se encontra desprovida de direitos do trabalho e de regulamentação contratual.

ANTUNES, Ricardo. O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. São Paulo: Boitempo, 2018.

Com base no trecho, é correto afirmar que
Leia o texto a seguir.

O lazer proporciona uma falsa noção de liberdade que consiste em ter que escolher entre as necessidades criadas pelo capital. A liberdade do homem não pode se desenvolver senão com a destruição das barreiras entre o tempo de trabalho e o tempo livre, algo resultante de uma atividade autodeterminada, situada para além da divisão do trabalho estruturada pelo capital, portanto, sobre bases inteiramente novas que, par-apar, autorizam o surgimento de uma sociabilidade também nova.
MASCARENHAS, F. et. al. O lazer e o reino da liberdade: reflexões a partir da ontologia do ser social. In. Licere, Belo Horizonte, v.12, n.4, dez./2009, (p. 17). Disponível em: <https://periodicos.ufmg.br/index.php/licere/article/view/839/638>. Acesso em: 30 jan. 2025.

De acordo com a perspectiva do texto-base, o lazer na modernidade legitima o trabalho em sua forma 

    A compreensão dada na reforma [de 1971] à educação geral e à formação especial foi um dos aspectos mais inovadores e polêmicos. O tema da educação para o trabalho no ensino médio vinha sendo defendido por um grande número de educadores brasileiros de várias posições políticas e ideológicas. Mas o modo como a reforma tratou o problema foi inusitado seja pela radicalidade das proposições, seja pela arbitrariedade como elas foram implantadas. A noção de humanismo adquiria uma nova conotação. Na visão dos educadores que conceberam a reforma, essa noção incorporava as referências do desenvolvimento científico e tecnológico e se traduzia no currículo como educação geral e formação especial. Essa terminalidade estava pressuposta, indicando que a reforma previra a adequação do sistema educacional à realidade do trabalho vivenciada por estudantes das camadas populares.


(Rosa Fátima de Souza. História da organização do trabalho escolar e do currículo no século XX, 2008. Adaptado.



Considerando a educação escolar vinculada à organização social e política de uma nação, a referida reforma 

    Um professor de Sociologia deseja promover uma reflexão crítica sobre as dinâmicas da sociedade do trabalho e da sociedade do desempenho com seus estudantes do Ensino Médio, partindo da obra “Sociedade do cansaço” de Byung-Chul Han. Para isso, ele decide apresentar a seguinte passagem da obra durante sua aula:


    "Na sociedade do trabalho e do desempenho de hoje, que apresenta traços de uma sociedade coativa, cada um carrega consigo um campo, um campo de trabalho. A característica específica desse campo de trabalho é que cada um é ao mesmo tempo detento e guarda, vítima e algoz, senhor e escravo. Nós exploramos a nós mesmos. O que explora é ao mesmo tempo explorado. Já não se pode distinguir entre algoz e vítima. Nós nos otimizamos rumo à morte, para melhor poder funcionar. Funcionar melhor é interpretado, fatalmente, como melhoramento do si-mesmo."


HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. 2. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2017.



Com essa passagem, o professor deseja propor uma atividade que incentive a compreensão crítica de seus estudantes sobre o impacto do desempenho e da autoexploração no mundo do trabalho contemporâneo. Entre as estratégias pedagógicas a seguir, qual delas é adequada para atingir o objetivo do professor?